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Pré-Mercado: Agenda brasileira segue de vento em popa nesta quinta

George Wachsmann
25/11/2021 - 8:46
Investidores lerão o IPCA-15 com o máximo de zoom que conseguirem / Janela Indiscreta (1954)

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Bom dia, pessoal!

Hoje (25), os investidores internacionais ficam menos ativos em meio ao feriado de Ação de Graças nos EUA, que fecha os mercados por lá e, consequentemente, reduz a liquidez dos mercados no mundo inteiro, inclusive no Brasil.

Em meio a tal movimento, os ativos asiáticos tiveram uma quinta-feira predominantemente positiva, mas sem um único sinal. Isso serve para as Bolsas europeias, que abriram em alta nesta manhã – novo governo alemão anima os agentes de mercado.

No Brasil, ficamos com a agenda de Brasília e de dados econômicos, com prévia da inflação de novembro, o IPCA-15, que pode nortear mais um pouco da inflação esperada para 2022.

A ver…

Um pouquinho mais de inflação

O grande evento do dia é a entrega da prévia da inflação para o mês de novembro, para termos uma sensibilidade se já fizemos topo neste indicador ou se seguimos com preços cavalgando por mais algum tempo.

As estimativas são de uma leve desaceleração em relação a outubro (1,2%), com projeção de 1,14% de alta na mediana (a maior taxa para o mês).

Se confirmada (os últimos indicadores têm superado as estimativas), elevará a inflação de 12 meses para 10,70%.

Se houver surpresas para cima, o mercado pode voltar a apostar em um ciclo de aperto ainda mais agressivo – não para o mês de dezembro, que deve ter alta de 150 pontos-base, conforme prometido na última reunião e confirmado ontem (24) por Roberto Campos Neto.

A questão está para em quão longe a taxa vai – projeções já apontam para algo entre 11% e 12%.

A reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN) pode dar mais pistas sobre isso. Além disso, a Petrobras apresentará a analistas e investidores o Plano Estratégico da companhia para o período de 2022 a 2026, o que pode movimentar o Ibovespa.

Se preparando para o Black Friday e digerindo ata do FOMC

As bolsas e os mercados de renda fixa dos EUA estarão fechados nesta quinta-feira para o Dia de Ação de Graças.

Na sexta-feira, a Nasdaq e a Bolsa de Valores de Nova York encerraram as negociações às 13h, enquanto o mercado de títulos deverá fechar às 14h. Os dois últimos dias da semana terão menor liquidez.

Os dados de consumo americano de ontem mostraram que os gastos com serviços estão acima dos níveis pré-pandêmicos, com crescimento da renda pessoal em outubro na casa dos 0,5%.

Os gastos com bens duráveis ​também aumentaram – a normalização da demanda por tais bens ​​é fundamental para reduzir as pressões inflacionárias.

Enquanto isso, a ata do Federal Reserve dos EUA sinalizou que alguns membros querem acelerar o aperto quantitativo da política se as pressões inflacionárias surpreenderem, elevando a taxa de juros mais cedo do que se esperava.

Hoje, também teremos a ata do BCE, que será igualmente examinada em busca de sinais de apoio crescente ao aperto quantitativo.

Os gastos de novembro

As tendências de compras de fim de ano estão se preparando para renascer, com 158,3 milhões de pessoas esperadas para comprar do Dia de Ação de Graças (25) até a Cyber ​​Monday (29), quase 2 milhões a mais do que no ano passado.

Com isso, as estimativas apontam que os consumidores devem desembolsar em média US$ 997,73 nas vendas de fim de ano durante novembro e dezembro.

Nesses níveis, isso significaria uma taxa de crescimento entre 8,5% e 10,5% em 2020, para um total entre US$ 843,4 bilhões e US$ 859 bilhões, estabelecendo recordes para a expansão e o valor total gasto.

Só se tratando de e-commerce, 75% dos adultos americanos conduzirão suas compras por meio de grandes varejistas como Amazon e Walmart, que será semelhante ou aumentará em relação à temporada de férias de 2020.

Adicionalmente, entre os que compram no Dia de Ação de Graças, 65% provavelmente o farão nas lojas físicas, ante 50% no ano passado, quando as preocupações com o COVID-19 mantinham muitas pessoas em casa.

Na Black Friday, 64% provavelmente farão compras nas lojas físicas, contra 51% em 2021.

Interrupções na cadeia de suprimentos relacionadas à pandemia causaram escassez de mercadorias e grande parte da pressão inflacionária deste ano, o que pode impactar as vendas, ao menos marginalmente.

Ainda assim, se os varejistas puderem manter a mercadoria nas prateleiras e chegar antes do Natal, pode ser uma temporada de vendas de fim de ano sem igual.

Em pesquisa conduzida pela Federação Nacional do Varejo nos EUA, o setor de vestuário deve ser demandado por 53% dos consumidores.

Brinquedos ficam com 39%, enquanto artigos relacionados com entretenimentos (livros, músicas, filmes e videogame) devem alcançar 35%. Alimentos, por sua vez, rodam por volta de 31%.

Anote aí!

Depois de os EUA terem sobrecarregado o dia de ontem (24) com a antecipação de vários indicadores na véspera de seu feriado, ficamos com algumas falas de autoridades monetárias europeias. Ainda no velho continente, vale acompanhar a ata da última decisão de política monetária do BCE.

No Brasil, o dado mais relevante é a prévia da inflação, que será apresentada nesta manhã, mas leva-se em conta também dados do setor externo e confiança da construção em outubro.

No noticiário político, enquanto esperamos que a PEC dos Precatórios seja votada até a semana que vem, a Câmara pode decidir sobre as Medidas Provisórias que tratam do Auxílio Brasil e a da proibição de venda direta de etanol hidratado combustível por produtores e importadores aos postos.

Muda o que na minha vida?

Quatro grandes problemas globais têm pesado sobre os mercados.

Primeiro, os emaranhados da cadeia de suprimentos estão sobrecarregando os setores, afetando a entrega e disponibilidade de produtos. Em segundo lugar, a falta de chips está reduzindo a produção de carros, consoles de jogos e muito mais.

Terceiro, uma onda de ataques cibernéticos de ransomware interrompeu uma grande variedade de organizações e governos. Por fim, a mudança climática ocupa as manchetes dos grandes veículos de comunicação, devendo ser o grande tema da década.

Diante disso, o FMI reduziu recentemente sua previsão para o crescimento econômico global em 2021, refletindo um pouco do sentimento de aversão ao risco gerado, elevado nas últimas semanas pelo aumento de casos de Covid-19.

Para colocar as coisas nos trilhos, o presidente dos EUA, Joe Biden, e outros líderes estão intervindo.

A ideia é unir líderes empresariais e democracias do mundo em um esforço no combate desses problemas. Alianças e oportunidades em segmentos relacionados a cada um dos tópicos surgirão ao longo de 2022.

Um abraço,

Jojo Wachsmann

Última atualização por Lucas Eurico Simões - 25/11/2021 - 8:46

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