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Pré-mercado: Cheiro de queimado no ar

12/04/2021 - 8:25
Até onde a corda vai ser puxada? / Limite (1931)

Bom dia, pessoal!

Depois de um começo de mês positivo até aqui, ativos de risco internacionais iniciam esta segunda-feira (12) com uma correção.

A Europa amanheceu em queda, acompanhada pelos futuros americanos — não é surpresa um ajuste nas Bolsas americanas, afinal, consecutivamente vemos os índices batendo recordes em seus respectivos fechamentos (Dow Jones e S&P).

Para o Brasil, a tensão política não deve deixar tão cedo o radar, impedindo uma separação entre ativos financeiros e a vida em Brasília.

Depois de anos alçando milhares de famílias a novos patamares financeiros com a virada de mão e a recomendação do dólar a R$ 1,90, Felipe Miranda revela sua nova grande tese. Confira aqui.

No exterior, a expectativa quanto à recuperação segue afetando os mercados.

O início da temporada de resultados para o primeiro trimestre de 2021 pode seguir dando sustentação à alta ou travar a sequência de recordes. A ver…

Fritando

Não é segredo para ninguém que a CPI da Covid, solicitada pelo STF, tenha deixado um gosto amargo nos políticos da capital federal. Há um clima de fritura no ar, daqueles em que algo já está começando a ser queimado.

Isso porque uma investigação das ações e omissões do Executivo federal em véspera de vetos ao Orçamento e um ano antes da eleição complicam a vida de muita gente.

Um dos temores é que os desdobramentos da CPI sobre a questão fiscal impeçam eventuais movimentações da equipe econômica de Bolsonaro ainda em 2021, as quais estavam sendo lidas como positivas. Há também a possibilidade de prefeitos e governadores serem incluídos, ao menos é o que pede o governo.

Com uma inflação dos últimos 12 meses que estoura o teto da banda superior da meta de inflação, economistas mais ortodoxos temem que caminhemos para uma situação de “dominância fiscal”.

Ou seja: uma trajetória fiscal insustentável, alto endividamento e elevada inflação sustentada, o que impediria uma correção da estabilidade dos preços por meio de elevação da taxa de juros — a dívida ficaria mais cara. Ainda há esperanças.

O Executivo ainda tem chance de conseguir colocar ordem na casa e dar voz a Paulo Guedes, mas o jogo é difícil. Até onde vão puxar a corda política e fiscal?

Na esteira da mesmice

A entrevista concedida por Jerome Powell, presidente do Fed dos EUA, durante o fim de semana não surpreendeu ninguém ao não trazer nada de novo.

Muito dificilmente a autoridade monetária apresentaria qualquer ideia contrária ao que vinha falando quase que diariamente sobre a política do Fed.

Haverá crescimento e as taxas de juros de curto prazo (Fed Funds Rate) permanecerão paradas, pelos menos é isso que se espera para este ano, sem qualquer surpresa para os mercados.

Nem o layout da primeira peça de infraestrutura de Joe Biden foi o suficiente para mudar a postura do Fed.

A ampla proposta lança os esforços da Casa Branca na reparação da infraestrutura física do país e pressiona por investimentos significativos no combate à mudança climática, bem como em pesquisa e desenvolvimento. O total deste primeiro texto? US$ 2,3 bilhões.

Claro, entre o desenho inicial e a aprovação ainda temos um longo caminho.

Em grande parte, a proposta será financiada por meio de aumentos de impostos sobre empresas, incluindo um aumento da alíquota corporativa de seu nível atual de 21% para 28%.

Aumentos no imposto mínimo global, fim dos subsídios federais para empresas de combustíveis fósseis e a exigência de que as corporações multinacionais paguem a alíquota de imposto dos EUA também estão em discussão.

A ainda bagunçada cadeia de suprimentos

As cadeias de suprimentos globais ainda estão uma bagunça e isso é um grande problema para os preços globais. Graças à pandemia, elas foram quebradas, provocando a escassez de produtos em demanda e componentes de manufatura cruciais.

O movimento força os consumidores a pagarem mais, ao mesmo tempo em que pesa sobre a recuperação econômica, um problema que preocupa cada vez mais os governos.

O coronavírus afetou as cadeias globais no ano passado à medida que as restrições fechavam fábricas e interrompiam o fluxo normal de comércio.

Desde então, uma demanda reprimida dos consumidores por bens duráveis sobrecarregou os fornecedores e tornou difícil para os consumidores encontrarem os produtos que gostariam de comprar.

A consequência? A inflação dos preços aos produtores tem aumentado.

Foi assim no Japão, no indicador de março. O mesmo impacto ficou evidente nos preços ao produtor dos EUA na semana passada.

Anote aí!

O dia começou positivo para a agenda econômica, com dados de vendas no varejo da Zona do Euro vindo acima do esperado: alta de 3,0% na margem, contra 1,5% da mediana.

Os investidores ainda tentam descobrir quando as restrições serão afrouxadas e quando o consumidor terá uma recuperação ainda mais forte.

O dia também contará com diversas falas de autoridades monetárias, nos EUA, Reino Unido e União Europeia.

Não há, porém, expectativa de mudança no discurso flexível. No Brasil, IPC-Fipe da primeira quadrissemana de abril, Boletim Focus e Balança Comercial marcam a segunda-feira.

Novidades de Brasília e novas informações de Roberto Campos Neto, que fala em evento hoje, podem trazer volatilidade ao mercado.

Muda o que na minha vida?

Será que caminhamos para o fim do dinheiro como o conhecemos?

O uso decrescente de dinheiro significa que a “participação de mercado” dos bancos centrais na criação de dinheiro e a influência econômica que ela oferece estão em declínio.

O fim de uma era? Talvez. Mas não se preocupe.

Tais mudanças costumam ser geracionais quando acontecem, não implicando em mudanças instantâneas nos padrões econômicos — o que deporia contra o próprio objetivo do Banco Central de prover estabilidade para a moeda.

Diante da problemática, os bancos centrais estão pensando em introduzir suas próprias moedas digitais. Como o dinheiro, esses seriam passivos do banco central — as moedas digitais atuais, geradas pelo setor privado, são passivos de bancos do setor privado com risco de crédito.

É provável que cada moeda digital do banco central tenha características de design exclusivas.

Os bancos centrais terão que rever o funcionamento do sistema financeiro para garantir que ainda haja uma função para os bancos do setor privado, uma vez que a digitalização da moeda acaba por excluir o intermediário da dinâmica econômica.

Fique de olho!

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Última atualização por Lucas Simões - 12/04/2021 - 8:25

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