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Pré-mercado: Dialogar com a China se prova mais difícil do que o esperado

George Wachsmann
27/07/2021 - 8:59
Clima tenso de cautela na véspera da conclusão da reunião do Fed / Fargo, 2ª temporada (2015)

Bom dia, pessoal!

Na véspera da divulgação da decisão do Comitê de Política Monetária (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve (Fed), marcada para amanhã (28), os mercados operam em cautela, elevando marginalmente as expectativas para uma sinalização adicional mais conservadora sobre o processo de “tapering” (redução do nível de compra de ativos) – o movimento tende a acentuar a volatilidade sobre o câmbio.

A Ásia tem mais um dia difícil, ainda reagindo aos temores regulatórios proporcionados pelo governo chinês.

A Europa acompanha o tom negativo, em paralelo aos futuros americanos. O dia promete ser problemático para os ativos de risco em nível global e o Brasil pode ser refém desse nocional.

A ver…

Vibrações de Brasília

A temporada de resultados promete decolar nesta semana no Brasil, com nomes como CSN (hoje) e Vale (amanhã) preparados para agitar os ânimos do investidor local.

Enquanto isso, na esteira do que vem sendo a principal notícia política dos últimos dias, Bolsonaro inicia as alterações em seus ministérios, reunindo-se nesta manhã com o senador Ciro Nogueira (PP), que ocupará a Casa Civil; na sequência, o poder Executivo deverá anunciar formalmente as demais mudanças na Esplanada dos Ministérios.

O movimento foi lido como positivo pelo mercado pela elevação de aproximação com o Legislativo. O lado negativo, porém, é o custo desse apoio calcado principalmente no Centrão.

Por isso, Bolsonaro já começa a mudar o tom sobre o fundão, sinalizando apoio à proposta de R$ 4 bilhões (ainda 100% acima dos R$ 2 bilhões anteriormente previstos).

Tensões sino-americanas

As relações entre as duas potências, EUA e China, devem permanecer como preocupação para os investidores, principalmente depois da reunião de segunda-feira (26) entre as autoridades (que visava a continuidade das negociações ao redor de um acordo comercial), marcada por diversos impasses.

O clima ficou mais tenso depois dos ataques regulatórios do Partido Comunista Chinês sobre diversos setores, em especial o de tecnologia (no último fim de semana, foram as ações educacionais que sentiram mais).

A posição da China como o maior fabricante do mundo lhe dá vantagem econômica agora, mas a localização e a digitalização provavelmente reduzirão esse domínio na próxima década.

Os investidores devem se preparar para a continuidade das tensões.

Fora a problemática geopolítica, Wall Street se debruçará com entusiasmo sobre os balanços de alguns pesos-pesados, com Alphabet, Apple e Microsoft hoje, após o fechamento.

As três empresas estão entre as cinco maiores globalmente em valor de mercado, com um valor combinado de US$ 6,4 trilhões.

Outros nomes como General Electric, Invesco, Mondelez International, Starbucks e Visa também anunciam seus resultados hoje.

Uma questão humanitária

Segundo as estimativas mais recentes de um estudo conjunto entre a OMS, a Universidade de Oxford e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), os países mais pobres deixarão de adicionar US$ 38 bilhões ao PIB mundial projetado em 2021.

O motivo? Justamente o que já vínhamos falando por aqui: a desigualdade no processo de imunização.

Em outras palavras, tais nações não alcançaram o mesmo ritmo de vacinação contra o coronavírus que economias avançadas, impedindo uma reabertura mais pujante como a verificada em inúmeros países do Ocidente e que deveria se aprofundar neste segundo semestre.

A questão de cunho humanitário lança preocupação para os próximos anos, nos quais as campanhas de vacinação deverão seguir acontecendo.

Anote aí!

O dia está agitadíssimo. A Zona do Euro começa com a apresentação da oferta monetária (M3), que, apesar de ter vindo acima do esperado, não dá suporte para as Bolsas europeias nesta manhã (o dado é tido como secundário e dificilmente inverteria a lógica negativa sobre os ativos).

Ainda lá fora, além da temporada de resultados pegando fogo, os EUA apresentarão seus dados de pedidos de bens duráveis ​​e de capital, sinalizando gastos com investimentos – a tendência geral dos investimentos pós-pandemia deverá ser tema-chave para compreender os próximos 12 a 24 meses de resultados corporativos.

Por fim, vale ainda conferir o índice de confiança do consumidor para julho, a ser divulgado amanhã (28), com estimativa de consenso para uma leitura de 124 pontos, inferior aos 127,3 de junho (o mais alto para o índice desde o início da pandemia).

No Brasil, os dados do setor externo devem melhorar o superávit na conta corrente em julho – mediana de US$ 5,150 bilhões –, bem como são grandes as expectativas para a sondagem da construção de julho (INCC-M de e Confiança da Construção de julho).

Muda o que na minha vida?

A Casa Branca e o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) debatem se devem indicar novamente que os americanos vacinados usem máscaras.

O motivo? As infecções pela variante Delta estão aumentando em todo o país, com mais de 40 mil novos casos de Covid-19 por dia (contra 11 mil em junho).

A taxa de vacinação também está diminuindo em todo o país, caindo para cerca de 500 mil doses por dia, enquanto as hospitalizações atingiram níveis não vistos desde o início da primavera.

Vale recordar que o CDC simplificou suas diretrizes de uso de máscara para os totalmente vacinados há dois meses, dizendo que eles não precisavam usá-las ou praticar o distanciamento social.

A consequência? 52% dos americanos dizem que usam máscara regularmente em público, contra 84% em maio.

Agora, porém, a agência está revendo ativamente a questão do uso de máscaras e as políticas de saúde pública à medida que o vírus e a pandemia continuam a evoluir – muita coisa mudou desde 13 de maio, principalmente devido à variante Delta, muito mais transmissível, presente em 83% dos novos casos.

Inegavelmente, a volta das máscaras teria um efeito negativo sobre os ativos de risco.

Isso mostra que a doença ficará entre nós por muito mais tempo do que pensávamos, mesmo com a vacinação.

O movimento dos EUA, se confirmado, poderá ter desdobramentos sobre outros países que sequer flexibilizaram o uso de máscaras, como o Brasil. Não tem jeito.

Quer realmente virar a página da pandemia? Então temos que vacinar mais as pessoas.

Fique de olho!

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Lembrando que toda operação no mercado de renda variável possui risco e que, antes do investimento, recomenda-se a verificação se a aplicação é adequada ao seu perfil. Leia o Prospecto e os fatores de risco antes de investir.

Um abraço,

Jojo Wachsmann

Última atualização por Lucas Eurico Simões - 27/07/2021 - 8:59

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