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Pré-Mercado: O fiscal brasileiro e a política monetária americana

George Wachsmann
24/01/2022 - 9:23
Fed apresentando sua política monetária para os mercados na quarta-feira / O Rei Leão (1994)

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Bom dia, pessoal!

A semana é agitada, marcada principalmente pela primeira reunião de política monetária do banco central dos Estados Unidos em 2022.

É um mau momento para prever o que o Fed fará. A inflação das manchetes é alta e não cairá por um tempo, o que provoca mais ansiedade entre os agentes de mercado.

Lá fora, neste início de semana, os mercados asiáticos operam de maneira mista, sem uma direção única, mas optando principalmente por um tom negativo em meio a preocupações com a reunião do Fed.

Depois de caírem bem na semana passada, os futuros americanos caem novamente nesta manhã.

As Bolsas europeias acompanham o tom, com instabilidade política na Itália, que começa seu processo eleitoral, no Reino Unido, que pode perder seu primeiro-ministro, e na Ucrânia, que pode ser invadida.

Aqui no Brasil, acompanhamos essa dinâmica internacional, mas temos conseguido nos desvencilhar dessa realidade.

Para a semana, destaque para o IPCA-15 e dados do mercado de trabalho.

A ver…

Brasília esquentando os motores para voltar à ativa

A semana marca a última de recesso do Congresso Nacional, que volta ao trabalho no dia 2 de fevereiro, podendo trazer um ingrediente adicional de volatilidade para os mercados.

Para os próximos dias, partidos de esquerda devem entrar com recurso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedindo prolongamento do prazo para formação das federações partidárias — há um interesse de Lula em conseguir a federação para a eleição e para um eventual governo, o que garantiria maior governabilidade.

Sobre as eleições, duas novas pesquisas de intenção de voto serão divulgadas nesta semana.

Terça-feira (25) é feriado na cidade de São Paulo, mas haverá pregão na Bolsa brasileira, já que a prefeitura paulistana antecipou o feriado em 2021, para tentar conter o avanço da Covid-19 naquele momento.

Paralelamente, podemos ter um mau humor no início da semana à espera do Orçamento no Diário Oficial.

Entende-se que Jair Bolsonaro tenha aprovado a peça vetando apenas R$ 3,1 bilhões, bem abaixo do valor estimado pela equipe econômica.

O movimento pode impactar juros e Bolsa.

Mais uma semana difícil em 2022

Depois de mais um dia difícil, o Nasdaq e o S&P 500 fecharam a sexta-feira (21) com sua pior perda semanal (-7,6% e -5,7%, respectivamente) desde a semana que terminou em 20 de março de 2020, no início das quarentenas de pandemia.

Desta vez, porém, é a rapidez com que o Federal Reserve está traçando um curso para a normalidade, com taxas de juros mais altas, que tem provocado o sell-off.

Sobre isso, os formuladores de política monetária do Fed se reúnem nesta semana, com seu posicionamento a ser publicado na quarta-feira (26), seguido pela famosa coletiva de imprensa do presidente Jerome Powell, que poderá trazer ainda mais volatilidade.

O Fed manteve por bastante tempo sua política de juros zero e compra ativa de títulos, iniciada em março de 2020.

O vírus e suas variantes persistem, mas a economia se recuperou em grande parte, com a inflação subindo para 7% devido a uma combinação de restrições de oferta e aumento de demanda. A ideia seria de normalização agora.

Outra temática desta semana é a temporada de resultados, com mais de 100 empresas do S&P 500 divulgando seus números para o quarto trimestre de 2021.

A IBM é destaque de segunda-feira, seguida por Microsoft, Verizon, American Express, General Electric e Johnson & Johnson na terça-feira.

Tesla, AT&T, Intel e Boeing entregam os dados na quarta-feira, enquanto Apple, Visa, McDonald’s e Mastercard o fazem na quinta-feira antes que a Chevron feche a semana na sexta-feira.

Tensão na Ucrânia

As tensões sobre a Ucrânia aumentaram novamente neste fim de semana, com os EUA ordenando a evacuação das famílias dos diplomatas.

Os temores de uma invasão russa da Ucrânia estão aumentando, levando analistas a avaliar as possíveis ondas de choque do mercado financeiro.

A Europa depende muito do gás russo que transita pela Ucrânia.

Uma invasão provavelmente arruinaria a aprovação das operações do recém-concluído oleoduto Nord Stream 2, que deve trazer mais gás natural diretamente para a Alemanha, ignorando a Ucrânia.

Ao mesmo tempo, o presidente russo, Vladimir Putin, é visto usando a ameaça de uma invasão como alavanca, já que Moscou exige que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) nunca ofereça adesão à Ucrânia ou à Geórgia. As conversas na semana passada entre a Rússia, os EUA e a Otan não conseguiram produzir um avanço.

A invasão russa e a anexação da península da Crimeia, na Ucrânia, em 2014, causaram arrepios nos mercados globais.

Naquela época, as ações americanas ficaram estressadas durante o processo, mas se livraram da história rapidamente.

Quando se trata de ações, as crises geopolíticas passadas mostram que é melhor não vender em meio ao pânico.

Anote aí!

A agenda de dados está um pouco esvaziada hoje. O dia começa com PMI (industrial, serviços e composto) na Alemanha, na zona do euro e nos EUA.

Os mercados globais especulam sobre a próxima reunião do Federal Reserve dos EUA. Por aqui, acompanhamos o IPC-S da semana, além do tradicional Relatório Focus.

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, participa de encontros com líderes corporativos, podendo dar sinais de sua política monetária.

Muda o que na minha vida?

Tudo o que é ligado a tecnologia, inclusive as criptomoedas, tem tido um início de ano muito complicado.

O Nasdaq, por exemplo, pesado em tecnologia, entrou mais profundamente no território de “correção”, indicando que caiu mais de 10% em relação ao pico de novembro passado.

Mais de 70% das ações da Nasdaq caíram pelo menos 20% em relação a uma alta recente, o que significa que estão tecnicamente em um mercado “em baixa” (bear market). Mais da metade das ações da Nasdaq caíram 40% ou mais.

Ao mesmo tempo, tem sido um inverno frio para o mundo cripto. US$ 1,17 trilhão foram varridos do valor de mercado das criptomoedas desde o pico do bitcoin em novembro.

O token em si caiu 40% de sua alta histórica e atingiu uma baixa de seis meses ontem (23).

Essa venda pesada de ativos caros e mais arriscados está ligada ao aumento dos rendimentos dos títulos e à decisão do Fed de reduzir suas medidas de estímulo da era da pandemia para combater a inflação em espiral.

Esta semana pode trazer ainda mais volatilidade aos mercados, com resultados de Big Techs e com o Fed atualizando seu cronograma de aumento da taxa de juros na conclusão de sua reunião na quarta-feira.

Um abraço,

Jojo Wachsmann

Última atualização por Lucas Eurico Simões - 24/01/2022 - 9:23

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