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Pré-mercado: Riscos estão no radar para fechar o mês de maio (ou quase)

24/05/2021 - 8:55
Refletindo sobre a possibilidade de uma terceira onda no Brasil / Um Estranho no Ninho (1975)

Bom dia, pessoal!

Damos início à última semana cheia de maio (tecnicamente, o mês só termina na segunda-feira que vem, dia 31).

Lá fora, nesta semana, a possibilidade de redução das compras de ativos por parte do Federal Reserve (Fed) ainda repercute; por isso, nos próximos dias, o deflator PCE (medida de preços mais acompanhada pelo banco central americano) e a possível revisão do PIB da terra do Tio Sam serão fatores macro determinantes.

Os investidores ainda estão preparados para mais volatilidade com ativos de risco, principalmente após a queda das criptomoedas, em especial o bitcoin, que caiu mais de 50% desde seu último topo em abril.

Várias decisões sobre taxas de bancos centrais são esperadas na região esta semana – na Nova Zelândia, Coréia do Sul e Indonésia.

Riscos pandêmicos na Ásia e no Brasil fazem parte do noticiário. A ver…

Terror sem fim: e se houvesse uma terceira onda?

Há um ruído sobre a real possibilidade de uma terceira onda da pandemia, uma vez que já é detectado um aumento dos casos derivado das recentes flexibilizações – a vacinação mais lenta do que o esperado e este risco afetam a percepção de recuperação econômica.

Para piorar, a vida em Brasília não faz as coisas mais fáceis, em meio à CPI da Pandemia, na qual o relator Renan Calheiros (MDB-AL) poderá apresentar relatório preliminar dos primeiros 30 dias de trabalho da Comissão.

Outras especulações incluem a possível extensão do auxílio emergencial, se necessário for, mesmo sem o esperado avanço das reformas no Congresso e diante das pressões inflacionárias, que propiciam uma continuidade do movimento de normalização da Selic.

Lideranças congressistas tentam acordo para remanejamento de verbas do Orçamento da União e dos vetos presidenciais. Pelo lado positivo, pelo menos, é aguardada a continuidade da discussão da reforma tributária com Paulo Guedes e os presidentes das casas legislativas brasileiras, enquanto a Comissão de Constituição de Justiça (CCJ) pode votar a reforma administrativa.

No Senado, a definição do relator da MP da Eletrobras também poderá movimentar a semana – a luta pela privatização se dará verdadeiramente no Senado.

Maconha e criptos

No aspecto legislativo americano, vale ficar de olho na nova legislação sobre a maconha a ser apresentada no Congresso para discussão – pode verdadeiramente mudar o jogo para melhor no setor. Estamos fazendo uma série documental sobre o assunto que se encerra hoje, com o lançamento do primeiro fundo com gestão ativa aberto ao público geral que é 100% investido em cannabis.

De todo modo, por lá, permanecem as preocupações de que a inflação pode fazer com que os bancos centrais recuem seus esforços para apoiar o crescimento, ainda que o Fed já tenha dito que espera qualquer aumento na inflação como sendo temporário.

O mercado, por sua vez, começa a vislumbrar mais adiante, além da recuperação, preocupado com as possíveis mudanças nos impostos e o impacto que podem ter no crescimento – por enquanto, aparentemente, o resultado líquido da fórmula democrata de estímulos e meios de financiá-los parece positivo.

Também na cabeça dos investidores está o bitcoin, cujo preço tornou-se muito instável recentemente, depois de problemas regulatórios e de falas pouco animadoras de um de seus principais entusiastas, como já conversamos em cartas passadas.

Curiosamente, o setor de criptomoedas verá nesta semana um de seus maiores eventos do ano, quando a conferência da CoinDesk acontecer. Lael Brainard do Fed, Cathie Wood da ARK Invest, Michael Saylor da MicroStrategy e Ray Dalio da Bridgewater estão todos na lista de palestrantes.

A presença de Brainard, do Fed, é de destaque, uma vez que há discussões sobre a viabilidade de os bancos centrais constituírem suas próprias moedas digitais em meio à perda do poder de compra do Bitcoin.

Moedas digitais de bancos centrais e as consequências do estouro de uma eventual bolha podem ser tópicos interessantes.

Claro, como não poderia deixar de ser, falas com novidades sobre possíveis próximas posturas do BC também serão avaliadas.

Team Taper com chá da tarde

Os membros do comitê de política monetária do Banco da Inglaterra, inclusive o governador Andrew Bailey, estão conversando hoje com membros do Parlamento do Reino Unido (participa de sessão no Comitê do Tesouro) sobre a possibilidade de desaceleração do ritmo de compra de títulos do mercado, reduzindo efetivamente o pico do balanço patrimonial do BoE como parcela do PIB – em conjunto com o Fed (EUA), o BCE (Europa) e o BoJ (Japão), o BoE é um dos principais bancos centrais do mundo e seus movimentos são tidos como referência.

A esse grupo de bancos centrais que já planeja a redução do afrouxamento quantitativo (QE, na sigla inglês), a exemplo do que já tem sido feito no Canadá, se dá o nome de Team Taper, em referência ao pânico de 2013 que desencadeou uma alta nos rendimentos do Tesouro dos EUA, depois que os investidores descobriram que o Federal Reserve estava lentamente colocando os freios em seu programa de flexibilização quantitativa (QE).

Provavelmente, o BoE é o próximo a assumir a possibilidade de compra de ativos. Por último deverão ficar o BCE e o BoJ.

Anote aí!

A agenda está um pouco esvaziada hoje, para além dos dados já apresentados acima.

Na Ásia, os mercados já reagem às vendas das lojas japonesas em abril – apesar de em linha com a expectativa, os riscos permanecem enquanto o governo se prepara para estender um “estado de emergência” para conter infecções por coronavírus em algumas áreas, além do prazo inicialmente estipulado de 31 de maio.

Como a Índia também não ajuda nesta perspectiva, dado que o número de mortos já passa de 300 mil por lá, há possibilidade de pressão negativa derivada do continente asiático sobre os ativos de risco globais.

No Brasil, vale acompanhar o calendário de Brasília, enquanto o dia apenas guarda o tradicional relatório Focus com as projeções dos economistas. IPC-S da terceira quadrissemana de maio, às 8 horas, e a balança comercial semanal, na parte da tarde, são dados aguardados também.

Muda o que na minha vida?

Nos EUA, os bancos estão emprestando menos do que deveriam.

Bancos cheios de dinheiro (muita liquidez) geralmente são uma coisa boa, já que isso costuma significar muitos empréstimos, mas há outra coisa acontecendo no sistema financeiro dos EUA.

Nos últimos trimestres, os grandes bancos detalharam a demanda por empréstimos mais fraca do que o esperado e adiaram o cronograma da esperada recuperação creditícia.

Na ausência de empréstimos, os depósitos extras podem ser caros para os bancos, pressionando seus índices regulatórios e, eventualmente, exigindo que eles mantenham mais capital.

Em resposta, bancos recentemente aconselharam grandes clientes corporativos a transferir seus depósitos para fundos “money market” (equivalentes aos nossos fundos de liquidez aqui no Brasil).

Seria vantajoso mover estrategicamente os depósitos para fundos “money market”, uma vez que os instrumentos são administrados por meio de suas divisões de gestão de ativos (asset management) e não estão inclusos nos índices de alavancagem e regulatórios.

Os quatro maiores bancos dos EUA (JPMorgan, Citi, Bank of America e Wells Fargo) revelaram que os depósitos coletivamente cresceram 15%, mas seus empréstimos combinados caíram 10%.

Na verdade, o índice de empréstimos sobre depósitos agora está em 61,5% para todos os bancos dos EUA, o menor índice em 48 anos, devido à escala de estímulo fiscal americano.

Os consumidores e as empresas simplesmente não estão gastando rápido o suficiente em relação ao que está chegando, muito por conta do tamanho do programa de Biden.

Não é tão claro quanto esse movimento pode durar, mas pode ser a tendência por um tempo – cogita-se pensar que poderia levar até sete anos ou mais para que o balanço do Fed começasse a cair mais significativamente e para que houvesse menos caixa no sistema.

A situação também pode melhorar se o crescimento dos empréstimos ou a demanda voltar mais rápido do que a maioria dos bancos atualmente espera.

Fique de olho!

Chegou o grande dia!

Está no ar o terceiro e último episódio do documentário Cannabis Act: O decreto de bilhões de dólares.

A tese está completa.

Ao final deste episódio, duas coisas terão acontecido com você:

i) a primeira é que você nunca mais vai ver este tema como antes. Você vai saber a dimensão e tudo o que a indústria da cannabis representa, incluindo todos os benefícios que ela já proporciona e que ainda vai proporcionar para a medicina, consequentemente para a vida das pessoas.

ii) a segunda — e mais importante — é que você já vai poder investir, por meio do primeiro fundo 100% investido em cannabis com gestão ativa acessível ao público em geral.

Investir em cannabis é uma possibilidade de buscar retornos muito expressivos no longo prazo, e você vai ver isso na prática. Mas vale lembrar que nenhuma rentabilidade pode ser garantida, e este é um investimento de alto risco.

E para isso você precisa clicar no botão abaixo e assistir ao episódio.

[QUERO ASSISTIR AO ÚLTIMO EPISÓDIO]

Um abraço,

Jojo Wachsmann

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Última atualização por Lucas Eurico Simões - 24/05/2021 - 9:09

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