Preços do açúcar atingem máxima em cinco meses com aumento do petróleo
Os futuros do açúcar bruto na ICE atingiram máximas de cinco meses na quinta-feira (19), com o aumento das compras especulativas depois que a escalada da guerra entre os EUA e Israel contra o Irã levou os preços do petróleo a um pico de três anos e meio.
O aumento dos preços da energia pode levar as usinas de cana do Brasil, maior produtor, bem como da Índia, a aumentar a produção de etanol e reduzir a produção de açúcar.
O açúcar bruto fechou em alta de 0,57 centavo, ou 3,9%, a 15,37 centavos de dólar por libra-peso, depois de atingir o valor mais alto desde meados de outubro, 15,49 centavos.
Marcando uma grande escalada na guerra, Irã atacou instalações de energia importantes em todo o Oriente Médio após o ataque de Israel ao seu campo de gás gigante de South Pars.
Os especuladores do açúcar estão cobrindo suas posições vendidas com posições compradas, que são essencialmente apostas no aumento dos preços, observou Alberto Peixoto, diretor da AP Commodities.
No entanto, ele acrescentou que “a venda dos produtores é maior do que a compra dos especuladores (em geral)”, sinalizando um limite para o aumento dos preços.
O grupo Sindicom de distribuidores de combustível do Brasil alertou sobre os riscos para o fornecimento de combustível. A Petrobras ainda não aumentou os preços da gasolina, o que interrompeu as importações privadas.
O açúcar branco subiu 3,2%, para US$451,20 a tonelada métrica, tendo atingido seu valor mais alto desde o início de outubro, em US$ 455,80.
Café robusta subiu US$90, ou 2,5%, para US$3.669 a tonelada.
Comerciantes do Vietnã, maior produtor de robusta, disseram que os preços locais subiram, mas continuam abaixo do nível em que os agricultores, cautelosos com os riscos logísticos ligados à guerra do Irã, estão dispostos a vender.