Mercados

Preços do petróleo sobem pelo quinto dia consecutivo e Brent encosta novamente nos US$ 100

23 jul 2026, 4:49
petróleo
(Foto: AlterYourReality/iStock)

Os preços do petróleo sobem pelo quinto dia consecutivo nesta quinta-feira (23), em meio ao aumento das preocupações com a disponibilidade da oferta após ataques a navios-tanque no Mar Vermelho pelos houthis do Iêmen e confrontos entre os Estados Unidos e o Irã que voltaram a praticamente fechar o Estreito de Ormuz.

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Os contratos futuros do petróleo Brent avançavam US$ 3,69, ou 3,92%, para US$ 97,76 às 4h45 (horário de Brasília), o maior nível desde 8 de junho, depois de terem encerrado a sessão anterior com alta superior a US$ 3, a US$ 94,07, pouco abaixo da máxima de seis semanas.

O petróleo West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, subia US$ 2,67, ou 3,07%, para US$ 89,50, após a alta de 3% registrada nesta quarta-feira (22).



A Guarda Revolucionária do Irã informou que um navio-tanque de petróleo pegou fogo após uma explosão ao tentar seguir uma rota que descreveu como minada, na porção sul do Estreito de Ormuz, próximo à costa de Omã, enquanto outros dois navios retornaram.

Em comunicado, a Guarda afirmou que o estreito está sob seu controle e “completamente fechado” enquanto continuarem as ações dos Estados Unidos na região, alertando que nenhum navio-tanque terá permissão para entrar ou sair sem coordenação com o Irã.

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Além da renovação do conflito pelo controle dessa importante via marítima, os houthis, alinhados ao Irã, abriram uma nova frente ao atacar embarcações que transportavam petróleo saudita no estreito de Bab el-Mandeb e tentar impor um bloqueio naval à Arábia Saudita.

Os preços do petróleo enfrentam um risco incomum decorrente de interrupções simultâneas tanto no estreito de Bab el-Mandeb quanto no Estreito de Ormuz, afirmou Priyanka Sachdeva, analista sênior de mercado da Phillip Nova.

“Os prêmios de risco geopolítico voltaram, mas uma alta sustentada dos preços exigirá evidências de interrupções prolongadas no transporte marítimo ou de paralisações significativas no fornecimento.”

Os houthis afirmaram ter realizado uma operação militar contra dois navios-tanque sauditas, e relatos de segurança marítima informaram que uma das embarcações identificadas pelo grupo, o navio-tanque Encelia, de bandeira saudita, foi atingida no Mar Vermelho.

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Os houthis disseram ainda que forçaram cerca de dez navios a recuar e retornar após alertarem as embarcações para que não navegassem em direção aos portos sauditas.

A Reuters não conseguiu verificar imediatamente esse relato.

O bloqueio naval imposto pelos houthis à Arábia Saudita no Mar Vermelho ameaça interromper o fornecimento global de energia para além do Golfo, enquanto o porta-voz da Guarda Revolucionária do Irã também alertou companhias de navegação, em uma publicação em rede social, de que a rota sul do Estreito de Ormuz está minada.

A nova ameaça à passagem pelo Mar Vermelho pode interromper o fluxo de até 5 milhões de barris de petróleo por dia e afetar a principal rota utilizada pelo petróleo do Golfo para contornar o Estreito de Ormuz, afirmou Saul Kavonic, chefe de pesquisa em energia da MST Marquee.

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As Forças Armadas dos Estados Unidos informaram que concluíram sua 12ª noite consecutiva de ataques contra o Irã, poucas horas depois de o presidente Donald Trump prometer destruir uma ponte ou uma usina de energia iraniana toda vez que o Irã disparar contra um navio no Estreito de Ormuz, aumentando ainda mais a tensão na guerra contra o Irã.

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A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
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