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Preocupado com a queda do Ibovespa? JPMorgan e BofA elegem as ações ‘para todos os climas’

13 jun 2024, 17:20 - atualizado em 13 jun 2024, 17:26
ibovespa
(Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)

Em meio a um cenário que se desenha pior que o esperado, com a taxa básica de juros estacionada nos dois dígitos, o JPMorgan vê as ações do Itaú (ITUB4) e BTG (BPAC11) como ‘boas para todos os climas’.

Os analistas se reuniram com diversos investidores no Rio de Janeiro e São Paulo para verificar o ‘termômetro’ em relação aos papéis financeiros.

Segundo o banco, muitos têm preferencia pela dupla de ações. Porém, para o JP o Itaú parece mais imune aos juros altos, negociado a 6,8 vezes o preço sobre o lucro para 2025 e 9% de rendimento de dividendos.

“Na nossa opinião, se o Itaú decepcionar no crescimento dos empréstimos, poderemos ver mais dividendos. Se surpreenderem no crescimento dos empréstimos, poderemos ver uma melhor dinâmica de lucros”, dizem.

Para o BTG, os analistas explicam que o banco vem ganhando participação de mercado na maioria dos produtos, mas é mais dependente de taxas de juros.

“Ainda assim, o seu crescente excesso de capital e os recentes investimentos minoritários na Pershing Square, gestora americana de Bill Ackman, foram temas constantes, uma vez que eram alvos potenciais de fusões e aquisições”, discorrem.

Proteção para todos os gostos

Já o Bank of América observa bancos com grande capitalização, como Banco do Brasil (BBAS3), Itaú (ITUB4) e Santander (SANB11), atraentes, combinando receitas diversificadas, financiamento abundante, boa capacidade de controlar custos e balanços sólidos. “São portos seguros durante condições de mercado voláteis”, destaca.

A queda dos papéis no ano (Itaú cai 6,8%, Santander 15% e Banco do Brasil 2,26%), na verdade, cria uma oportunidade, com avaliações em linha com a média histórica de 10 anos para o Itaú e o Banco do Brasil, e bem abaixo para o Santander e o Bradesco.

“Porém, o BofA ainda vê o Bradesco com vários desafios de execução, o que nos impede de ficarmos mais otimistas”, coloca.

Editor-assistente
Formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, cobre mercados desde 2018. Ficou entre os 50 jornalistas +Admirados da Imprensa de Economia e Finanças das edições de 2022 e 2023. É editor-assistente do Money Times. Antes, atuou na assessoria de imprensa do Ministério Público do Trabalho e como repórter do portal Suno Notícias, da Suno Research.
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Formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, cobre mercados desde 2018. Ficou entre os 50 jornalistas +Admirados da Imprensa de Economia e Finanças das edições de 2022 e 2023. É editor-assistente do Money Times. Antes, atuou na assessoria de imprensa do Ministério Público do Trabalho e como repórter do portal Suno Notícias, da Suno Research.
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