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Com um pé na bolsa, BRK Ambiental vê prejuízo disparar 1100%, a R$ 24 milhões, no 4T25

30 jan 2026, 20:09 - atualizado em 30 jan 2026, 20:13
(Imagem: REUTERS/Paulo Whitaker)

A BRK Ambiental, empresa que protocolou abertura de capital na bolsa em dezembro, encerrou o quarto trimestre de 2025 com aumento no prejuízo, que passou de R$ 2 milhões para R$ 24 milhões, alta de 1100%, mostra documento enviado ao mercado nesta sexta-feira (30).

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Segundo a empresa, o número negativo foi puxado pelo aumento das despesas. Mesmo assim, o CEO, Alexandre Thiollier, diz que o ano simbolizou o início de uma “nova fase para a BRK”.

Em 2025, o prejuízo somou R$ 108 milhões, contra lucro de R$ 7 milhões em 2024.

Por outro lado, a receita da companhia de saneamento subiu 10%, para R$ 1 bilhão, em meio ao aumento de 5,3% na tarifa média.

O Ebitda, que mede o resultado operacional, chegou a R$ 555 milhões,, alta de 14,8%, enquanto a margem Ebitda Ajustado atingiu 55,2% (elevação de 2,3 pontos percentuais).

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“Atingimos recordes de receita, arrecadação, EBITDA, e margens operacionais, sustentados por uma forte disciplina de custos e eficiência operacional”, disse o CEO.

A companhia terminou de 2025 ainda com um resultado financeiro negativo 26,7% maior, a R$ 1,34 bilhão, pressionado por novas dívidas e “aumento dos indexadores”.

A dívida bruta consolidada da BRK totalizou R$ 14,24 bilhões em dezembro, sendo 32% concentrada na holding e 68% nas sociedades de propósito específico (SPEs) montadas pela empresa para administrar diferentes concessões de água e esgoto pelo país.

A alavancagem financeira da BRK terminou o ano passado em 6 vezes, recuando ante o nível de 6,4 vezes do final de 2024.

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Bolsa, aí vamos nós?

A empresa de saneamento pode ser quebrar o jejum de IPOs aqui no Brasil (o PicPay (PICS) abriu capital na Nasdaq). Seria o primeiro desde setembro de 2021, quando a Vittia (VITT3) chegou à bolsa.

De lá para cá, algumas empresas até sondaram a abertura de capital — como a própria BRK —, mas a taxa básica de juros nas alturas afastou qualquer possibilidade.

Segundo apuração do Valor Econômico, a empresa pode levantar cerca de R$ 2,5 bilhões com a oferta. No documento, a companhia diz que a oferta será primária e potencialmente secundária.

“Protocolamos junto à CVM um pedido de registro de oferta pública primária de ações ordinárias da companhia, o que simboliza um importante passo em nossa busca para expandir as fontes de financiamento e oportunidades de
crescimento orgânico e inorgânico”, disse o CEO no comunicado.

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A BRK foi criada em 2008 a partir do spin-off dos ativos do segmento ambiental da Organização Odebrecht.

Atualmente, a companhia já possui toda a estrutura de uma empresa de capital aberto, com divulgação de resultados trimestrais e site de Relações com Investidores.

Considerado um setor mais seguro e resiliente, a BRK presta serviços de água e esgoto e está presente em mais de 100 municípios, em estados como Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Goiás, Tocantins, Pernambuco, Sergipe, Maranhão e Pará.

É a segunda maior empresa privada de saneamento do Brasil. Ao fim de 2023, a BRK contava com aproximadamente 6.000 funcionários.

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Editor-assistente
Formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, cobre mercados desde 2018. Ficou entre os jornalistas +Admirados da Imprensa de Economia e Finanças das edições de 2022, 2023 e 2024. É também setorista de setor financeiro. Antes, atuou na assessoria de imprensa do Ministério Público do Trabalho e como repórter do portal Suno Notícias, da Suno Research.
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