BusinessTimes

Prévia da XP até que foi boa, mas prefira B3 e Vinci Partners, aponta BTG; ações caem 5,8%

19 jul 2021, 18:44 - atualizado em 19 jul 2021, 18:51
XP Investimentos Corretoras
Segundo o BTG, o principal destaque da corretora ficou por conta das entradas liquidas (net inflows) que bateram R$ 75 bilhões (Imagem: LinkedIn/ XP Inc.)

A prévia da XP Inc (XP) do segundo trimestre foi positiva mas não suficiente para mudar a recomendação do BTG Pactual sobre as ações, que permanece neutra. O preço-alvo é de US$ 40.

Em rápido comentário enviado a clientes e obtido pelo Money Times, o banco afirma que, neste momento, os papéis da B3 (B3SA3) e da Vinci Partners (VINP) são melhores opções no setor de corretagem e gestão de ativos.

As ações da XP negociadas na Nasdaq fecharam em forte queda de 5,8%, a US$ 39,30.

Segundo o BTG, o principal destaque da corretora ficou por conta das entradas liquidas (net inflows) que bateram R$ 75 bilhões, ajudado por um forte desempenho do private.

Outro ponto positivo ficou por conta do cartão de crédito da XP, lançado recentemente e que já possui um volume financeiro de pagamentos recebidos (TPV, na sigla em inglês) de R$ 2 bilhões.

Apesar disso, o número de clientes veio abaixo do esperado pelo banco. A base cresceu 33% ano a ano e 5% frente ao primeiro trimestre, para 3,14 milhões. Já a média mensal de adição de clientes foi de 49 mil no período ante os 72 mil no primeiro trimestre.

Ao todo, a XP alcançou R$ 817 bilhões em ativos sob custódia no final do segundo trimestre, alta de 88% ano a ano e de 14% em relação aos três meses anteriores.

Tal desempenho foi puxado pela entrada líquida de R$ 298 bilhões no período, uma alta de 159% na comparação anual e de 9% na base trimestral. A conta para o volume de AUC também inclui R$ 83 bilhões em apreciação do mercado.

A carteira de crédito somou 6,8 bilhões de reais no final de junho, uma expansão de 43% frente ao trimestre anterior.

Com Reuters

Editor-assistente
Formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, cobre mercados desde 2018. Ficou entre os 50 jornalistas +Admirados da Imprensa de Economia e Finanças das edições de 2022 e 2023. É editor-assistente do Money Times. Antes, atuou na assessoria de imprensa do Ministério Público do Trabalho e como repórter do portal Suno Notícias, da Suno Research.
Linkedin
Formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, cobre mercados desde 2018. Ficou entre os 50 jornalistas +Admirados da Imprensa de Economia e Finanças das edições de 2022 e 2023. É editor-assistente do Money Times. Antes, atuou na assessoria de imprensa do Ministério Público do Trabalho e como repórter do portal Suno Notícias, da Suno Research.
Linkedin