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Prio (PRIO3) agora é compra, diz Itaú BBA; veja potencial

10 ago 2026, 12:39
prio prio3 (1)
(Imagem: Divulgação)

O Itaú BBA elevou a recomendação das ações de Prio (PRIO3) para compra nesta segunda-feira (10) e vê potencial valorização de 27,1% ante os níveis atuais, com preço-alvo de R$ 73 por papel no fim de 2027.

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Para a equipe de analistas liderados por Monique Greco, a relação de risco-retorno da companhia ficou mais atrativas após a recente correção nos preços das ações. Em agosto, PRIO3 acumula queda de 1,8%.

“Em nossa visão, a ação oferece uma exposição atrativa à alta caso os preços do petróleo se mantenham nos níveis atuais — o preço atual da ação implica um Brent de aproximadamente US$ 61 por barril —, ao mesmo tempo em que sustenta retornos aos acionistas superiores a 20% em cenários mais conservadores de preços das commodities”, escreveram os analista em relatório.

Em reação, PRIO3 opera na ponta positiva do Ibovespa (IBOV). Por volta de 12h (horário de Brasília), a ação subia 3,78%, a R$ 59,61, sendo a quarta maior do índice. No mesmo horário, IBOV caía 0,06%, aos 172.417,28 pontos.

Petrobras: a preferida do setor

O banco ainda ajustou as estimativas para as demais empresas do setor de Óleo e Gás, considerando os resultados do segundo trimestre (2T26), premissas macroeconômicas e a revisão do preço do petróleo Brent para US$ 65 o barril – ante a projeção anterior de US$ 10.

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Para os analistas, embora os acontecimentos geopolíticos possam continuar provocando volatilidade no curto prazo, a forte queda dos preços do petróleo após o cessar-fogo temporário entre Estados Unidos e Irã, de junho, sugere que os fundamentos de oferta e demanda acabarão prevalecendo sobre os prêmios de risco geopolítico no médio e longo prazo.

“O foco do mercado deve retornar gradualmente aos fundamentos subjacentes, que apontam para um mercado de petróleo bem abastecido”, avaliam os analistas do Itaú BBA.

Sendo assim, a equipe reiterou a recomendação de compra de Petrobras (PETR4) e a preferência no setor de Óleo e Gás. O banco, por sua vez, rolou o preço-alvo de R$ 64 por ação no fim de 2026 para R$ 63 em dezembro de 2027 – o que ainda implica em um potencial de valorização de 54,1% sobre o preço de fechamento da última sexta-feira (7).

“Margens de refino internacionais fortes podem oferecer uma proteção significativa contra o risco de queda ao sustentar preços domésticos de combustíveis mais elevados por mais tempo, ajudando a amortecer o impacto de preços mais baixos do petróleo sobre a geração de caixa”, afirmaram os analistas.

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Para PetroReconcavo (RECV3), a recomendação neutra também foi mantida. Já o preço-alvo foi revisado de R$ 16 por ação no fim de 2026 para R$ 12 em dezembro de 2027, o que implica em um potencial de valorização de 17,3% sobre o preço de fechamento anterior.

A equipe do banco destaca que a produção permaneceu abaixo das expectativas no 2T26, o que adiou o ponto de inflexão operacional que poderia sustentar uma reprecificação da ação.

“Embora a companhia tenha priorizado cada vez mais projetos com menor risco de execução, o desempenho da produção em 2026 permaneceu abaixo das expectativas, levando-nos a revisar nossa projeção para 2026 para 24,2 mil barris de óleo equivalente por dia, 7% abaixo das estimativas de reservas 1P, e a assumir uma diferença persistente nos anos seguintes”, avaliaram.

O Itaú BBA não tem recomendação e preço-alvo para Brava Energia (BRAV3), por restrição.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.

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