Destaques da Bolsa

Prio (PRIO3) e Petrobras (PETR4) disparam com escalada do conflito no Oriente Médio

02 mar 2026, 11:18 - atualizado em 02 mar 2026, 11:18
prio prio3
O petróleo Brent, referência para o mercado internacional, sobe mais de 1% após acusações de Trump contra o Irã e acordo entre EUA-China (Imagem: REUTERS/Sergio Moraes)

As ações das petroleiras opeam em forte alta no Ibovespa (IBOV) nesta segunda-feira (2), com a disparada do petróleo em reação à escalada do conflito no Oriente Médio. 

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Prio (PRIO3), por exemplo, dispara cerca de 5% e lideram os ganhos do principal índice da bolsa brasileira. PRIO3 também opera como a ação mais negociada da B3, com cerca de 17,7 mil negócios e giro financeiro de 362,9 milhões, por volta de 10h40 (horário de Brasília).



O BTG Pactual aponta que a junior oil é a que tem maior exposição a preços mais altos de petróleo, por ter 100% da produção em óleo e menor nível de hedge, enquanto Petrobras (PETR3;PETR4), Brava Energia (BRAV3) e PetroReconcavo (RECV3) apresentam menor sensibilidade devido a refino, hedge e maior participação de gás natural.

Os papéis da Petrobras (PETR3;PETR4), considerados um dos pesos-pesados do Ibovespa, também figurarm entre as maiores altas e como os papéis mais negociados na B3.

As ações ordinárias PETR3 registram um avanço de 3,96%, a R$ 44,42, e as preferenciais PETR4 tinham alta de 4,25%, a R$ 41— sendo a segunda ação mais negociada do mercado acionário doméstico, com mais de 16,9 mil negócios, no mesmo horário.

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As demais petroleiras acompanham o ritmo de ganhos. Por volta de 10h50, PetroReconcavo (RECV3) subia 2,92%, a R$ 12,68 e Brava Energia (BRAV3) registrava ganho de  3,86%, a R$ 19,36. 

Petróleo dispara com conflito no Irã

Considerado um dos “termômetros” do mercado para medir o apetite e aversão a risco dos investidores, o petróleo ganha força em meio a escalada das tensões geopolíticas — com novos desdobramentos neste fim de semana.

No último sábado (28), os Estados Unidos em conjunto com Israel atacaram o Irã, com a confirmação da morte do líder supremo Ali Khamenei.

O presidente Donald Trump chegou a afirmar que o Irã estaria disposto a negociar. No entanto, o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano, Ali Larijani, negou a informação, indicando que o conflito pode se prolongar.

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Trump também declarou que a companha de bombardeiros contra o Irã continuará, possivelmente por semanas.

Em resposta, a Guarda Revolucionária do Irã assumiu, nesta segunda-feira (2), a autoria de um ataque com mísseis ao gabinete do primeiro-ministro de IsraelBenjamin Netanyahu, e ao quartel-general da Força Aérea israelense.

Segundo a Guarda Revolucionária, os mísseis também atingiram edifícios governamentais em Tel Aviv e instalações militares e de segurança em Haifa e Jerusalém Oriental. Israel não confirmou os ataques.

Os contratos mais líquidos do petróleo iniciaram a sessão no domingo com disparada de mais de 13% em reação ao conflito no Irã.

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Já hoje, por volta de 11h (horário de Brasília), o contrato mais negociado do Brent, com vencimento em maio, operava com salto de 8,5%, a US$ 79,14 o barril na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres. Já o petróleo West Texas Intermediate (WTI), negociado nos Estados Unidos, subia 7,6%, a US$ 72,17 o barril, no mesmo horário.



O principal ponto de atenção é o fechamento do Estreito de Ormuz, controlado pelo Irã – sendo uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo.

Cerca de um quinto do consumo global da commodity passa pelo ‘corredor’, que conecta grandes produtores do Oriente Médio — como Arábia Saudita, Irã, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Catar — aos mercados da Ásia, Europa e América do Norte.

“Embora não haja perda estrutural confirmada de produção, atrasos no transporte, aumento de custos de seguro e riscos de navegação têm reduzido a disponibilidade efetiva de oferta no curto prazo”, afirmaram os analistas do BTG Pactual, Rodrigo Almeida, Gustavo Cunha e Bruno Henriques, em relatório.

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A equipe do BTG projeta o Brent entre US$ 75 e US$ 80 o barril, mas com a possibilidade de superar o teto da expectativa em caso de nova escalada, beneficiando empresas brasileiras do setor de Óleo e Gás.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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