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Privatização da Copasa (CSMG3) movimenta R$ 8,3 bilhões com venda de ações a R$ 49,03, diz Valor

12 jun 2026, 6:26 - atualizado em 12 jun 2026, 6:26
Copasa
(Imagem: YouTube/TVCOPASAMG)

A privatização da Copasa (CSMG3) movimentou R$ 8,3 bilhões, considerando o lote principal, segundo informado pelo jornal Valor Econômico com base em relatos de fontes. A venda da Copasa é uma das maiores operações do mercado de capitais brasileiro dos últimos anos.

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Na oferta pública, as ações foram precificadas a R$ 49,303 cada, valor acima dos R$ 47,23 mínimos estabelecidos pelo Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG).

A oferta pública secundária envolveu a venda ações de titularidade do Estado de Minas Gerais, que também já havia vendido parte da companhia para a Equatorial por R$ 5,6 bilhões.

A operação marca a transferência do controle da companhia para a iniciativa privada e reduz a participação do Estado de Minas Gerais a cerca de 5% do capital social, além da manutenção da golden share, preservando prerrogativas específicas previstas na legislação e no estatuto social da empresa. Ao todo, a privatização da Copasa rendeu R$ 13,9 bilhões ao governo mineiro.

A oferta pública foi estruturada com a venda de ações detidas pelo governo mineiro e teve coordenação de BTG Pactual, Itaú BBA, Bank of America, Citi e UBS BB.

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Com a conclusão da operação, cerca de 64,6% das ações da Copasa permanecerão em circulação no mercado, em linha com a modelagem aprovada para a desestatização da companhia.

Equatorial já havia sido escolhida como investidora de referência

Antes da precificação da oferta, a Equatorial (EQTL3) informou que sua subsidiária Gerais Saneamento havia sido selecionada como investidora de referência da operação.

Pela estrutura da privatização, a Gerais garantiu uma participação mínima de 30% no capital social da Copasa, tornando-se uma das principais acionistas da companhia após a liquidação da oferta.

A efetivação da participação está vinculada à adesão aos instrumentos previstos na operação, incluindo acordo de acionistas, acordo de não concorrência e restrições à transferência de ações.

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Além da fatia mínima assegurada, a Gerais Saneamento havia solicitado uma alocação adicional equivalente a 12,6% do capital social da companhia. O volume efetivamente alocado será conhecido após a conclusão da distribuição das ações.

Segundo a Equatorial, o investimento está alinhado à estratégia de expansão no segmento de saneamento, amplia sua presença na região Sudeste e fortalece a diversificação geográfica de seus negócios.

Roadshow destacou potencial de crescimento da companhia

Durante a apresentação realizada a investidores antes da oferta, a Copasa destacou perspectivas de crescimento, avanços regulatórios e oportunidades de ganho de eficiência operacional após a privatização.

A companhia afirmou que a mudança na estrutura acionária poderá funcionar como catalisador para melhorias de governança corporativa, maior disciplina na alocação de capital e expansão estrutural das margens ao longo dos próximos anos.

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Entre os principais pontos da tese de investimento esteve a terceira revisão tarifária, que elevou o reajuste para 6,56% e passou a prever mecanismos como a incorporação anual dos investimentos à base regulatória e o reconhecimento de juros durante a construção de ativos.

Segundo a empresa, as mudanças aumentam a previsibilidade dos retornos e fortalecem os incentivos para expansão dos serviços de saneamento.

Universalização do saneamento sustenta perspectiva de expansão

A Copasa também destacou a renovação da concessão de Belo Horizonte até 2073 e o avanço do processo de regionalização do saneamento em Minas Gerais como fatores que ampliam a visibilidade dos fluxos de caixa de longo prazo.

Atualmente, a companhia atende mais de 99% da população de sua área de atuação com abastecimento de água. Já a cobertura de esgoto alcança 80,4%, abaixo da meta regulatória de 90% estabelecida para 2033.

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Na avaliação da empresa, o avanço da universalização dos serviços deverá sustentar o crescimento dos investimentos e da base regulatória de ativos nos próximos anos.

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