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Procuradoria do Rio de Janeiro pede falência do Grupo Victor Hugo após identificar dívida de mais de R$ 1,2 bilhão

16 fev 2026, 11:11 - atualizado em 16 fev 2026, 10:25
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(Imagem: Pexels/Ekaterina Bolovtsova)

Em um movimento considerado inédito e de caráter excepcional, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e a Procuradoria-Geral do Estado do Rio de Janeiro (PGE-RJ) ingressaram na Justiça com um pedido de falência contra as principais empresas do Grupo Victor Hugo — Brasilcraft Comércio de Artefatos de Couro, Nimey Artefatos de Couro e Musk Artefatos de Couro. 

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A Justiça do Rio de Janeiro deu andamento ao processo em 4 de fevereiro. O requerimento havia sido protocolado em dezembro de 2025. 

O motivo central da ação envolve uma dívida superior a R$ 1,2 bilhão, acumulado ao longo dos anos pelas empresas do grupo. Desse montante: 

  • quase R$ 900 milhões são devidos à União; 
  • mais de R$ 355 milhões ao estado do Rio de Janeiro. 

Segundo as procuradorias, o grupo se enquadra como devedor contumaz, operando com inadimplência sistemática e uso de estruturas de blindagem patrimonial para evitar a cobrança de tributos. 

A PGFN sustenta que o não pagamento deliberado concedeu ao grupo uma “vantagem competitiva desleal” e privou o poder público de recursos que seriam destinados a políticas sociais. “Estamos protegendo a ordem econômica e a livre concorrência”, afirmou a procuradora-geral da Fazenda Nacional, Anelize Almeida. 

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O órgão ainda ressaltou que o pedido de falência é um recurso extremo e não deve ser banalizado, mas empregado para permitir que as atividades sejam transferidas a novos gestores capazes de manter a operação e cumprir as obrigações tributárias. 

Esquema de evasão e blindagem internacional do Grupo Victor Hugo 

A petição inicial descreve um complexo esquema de evasão de ativos, que envolveria transferência da marca “Victor Hugo” para empresas offshore no Uruguai e Belize, além da utilização de “laranjas” como sócios formais dessas entidades. 

Do mesmo modo, a investigação aponta para simulações de venda de parques industriais e fundos de comércio para dificultar a atuação do Fisco, além de uma tentativa recente (em dezembro de 2025) de migrar ativos nacionais para uma empresa controlada por capital estrangeiro, manobra vista como tentativa de escapar à jurisdição brasileira. 

Para as procuradorias, o conjunto de operações evidencia uma estratégia contínua para ocultar patrimônio e frustar execuções.

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É editor-assistente do Money Times, atua na cobertura de criptomoedas, criptoeconomia e tecnologia para o Crypto Times. Formado em jornalismo pela ECA-USP, graduando em Economia na Unifesp. Foi repórter no Seu Dinheiro, Editora Globo e SpaceMoney.
É editor-assistente do Money Times, atua na cobertura de criptomoedas, criptoeconomia e tecnologia para o Crypto Times. Formado em jornalismo pela ECA-USP, graduando em Economia na Unifesp. Foi repórter no Seu Dinheiro, Editora Globo e SpaceMoney.
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