Produto de cannabis, ‘ozempic natural’ e mais: tudo o que a Anvisa proibiu nesta semana (até agora)
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu ou tomou outras ações fiscais contra diversos produtos nesta semana. Entre os destaques, estão todos os produtos de cannabis de uma empresa, suplementos alimentares e o chamado “ozempic natural”.
Repelentes e suplemento alimentar
No início da semana, a Anvisa publicou três medidas diferentes. A primeira diz respeito à interdição cautelar de três repelentes de insetos.
Nesse caso, a medida é preventiva e tem prazo de até 90 dias, como previsto em lei. Por isso, os produtos estão proibidos de serem fabricados, comercializados e usados até que as investigações sejam concluídas. Os itens e lotes afetados são:
- Repelente com filtro solar FPS 30 Above Protec (Lote 189952)
- Above Protect Repelente de Insetos (Lote 205688)
- Repellere Repelente de Insetos Aerossol (Lote 2601001449)
Já o suplemento alimentar em cápsulas da Omegafor Plus/Vitafor está em processo de apreensão, além de estar proibido de ser fabricado, vendido, divulgado e usado.
A empresa fabricante do produto original informou desconhecer a fabricação do lote B25 2501951 e apresentou denúncia à Polícia Civil de Minas Gerais. Os produtos, com data de validade 08/27, estavam sendo divulgados e vendidos pela internet.
Medicamentos manipulados
Também foram suspensas preparações magistrais elaboradas por duas farmácias de manipulação.
No caso da Puríssima Farmácia de Manipulação S.A, foi comprovada a propaganda e anúncio de venda de produto manipulado sem a devida prescrição por profissional competente pela internet. A medida atinge o produto Puríssima Saúde Personalizada.
A resolução também atinge os medicamentos manipulados pela Citrus Farmácia de Manipulação. Foi comprovada a exposição a propaganda e comercialização de produtos padronizados e não individualizados ao público, sem a devida prescrição por profissional competente por meio do site e redes sociais.
A mesma medida proíbe a divulgação e a venda de todos os produtos derivados de cannabis comercializados pela Vitanabis Intermediação e Serviços. Apesar de serem divulgados na internet, os produtos não têm registro ou autorização na Anvisa.
Além disso, a agência determinou a apreensão de todos os gases medicinais produzidos pela C Alles Ribeiro. A empresa não tem autorização de funcionamento para fabricação de medicamentos. A Anvisa proibiu a fabricação, a importação, a distribuição e a utilização dos itens.
Ozempic Natural e produtos de cannabis
Nesta quinta-feira (6), uma nova resolução foi publicada. Desta vez, a Anvisa determinou a apreensão do Lote KT0S5T4 do medicamento Nebido, fabricado por empresa não identificada.
A detentora do registro do produto, Grünenthal do Brasil Farmacêutica, informou desconhecer o lote, identificado como falsificado. A empresa destacou ainda que há divergências no padrão de impressão dos dados da embalagem analisada. O produto irregular não pode ser vendido, distribuído ou utilizado.
Além disso, os produtos Slim Turbo Premium e Slim CPS Dourado Gold não podem ser fabricados, distribuídos, vendidos, divulgados ou utilizados. Isso porque eles estão sem registro e são fabricados por empresa sem autorização de funcionamento.
O “Ozempic Natural”, da empresa Nelson Aparecido Granzioli, também fica impedido de ser comercializado, distribuído, fabricado, importado, divulgado e utilizado por não possuir registro sanitário junto à Anvisa.
A medida também proibiu todos os produtos de cannabis produzidos da Associação Canábica Nordeste (Acanne). O motivo decorre de suspeitas de que a associação esteja funcionando sem autorização válida, em endereço não confirmado, e comercializando produtos de cannabis sem o registro exigido pelas autoridades brasileiras.
Produtos odontológicos também foram suspendidos. Para conferir a lista completa, basta clicar neste link.
*Com informações da Agência Gov.
*Sob supervisão de Ricardo Gozzi.