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6 ações para ficar de olho com a queda dos juros em 2027, segundo o Itaú BBA

20 set 2026, 10:00
juros futuros, DIs, taxa de juros
(Imagens: iStock/Andrii Yalanskyi)

OItaú BBA indicou, em relatório, seus setores favoritos para um cenário de queda de juros e desaceleração da economia brasileira em 2027.

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A preferência dos analistas são as empresas chamadas bond proxies: empresas que apresentam características semelhantes aos títulos de renda fixa no longo prazo. Essas companhias dependem menos do ciclo econômico, possuem geração de caixa mais previsível e podem se valorizar quando os juros reais caem.

O BBA destaca empresas de infraestrutura, serviços públicos e shopping centers como exemplos desse grupo.

O relatório afirma que juros mais altos favorecem investimentos em renda fixa. Por outro lado, quando os juros caem, os investidores passam a buscar alternativas, enquanto o custo de capital das empresas diminui. Isso pode favorecer a avaliação de algumas ações, o que é o caso das bond proxies.

Nesse sentido, o banco aponta seus setores e ações favoritos:

  • Energia Elétrica e Saneamento: Eneva (ENEV3), considerando um potencial de alta de 13%;
  • Energia Elétrica: Axia Energia (AXIA3), defendidas pelo dividend yield médio de 12,5% entre 2026 e 2029;
  • Energia Elétrica: Energisa (ENGI11) e Equatorial (EQTL3), com potenciais de valorização de 70% e 66%, respectivamente;
  • Shopping Centers: Multiplan (MULT3), pelos ativos voltados ao público de maior renda e TIR real próxima de 11%;
  • Transportes: Ecorodovias (ECOR3), considerando tráfego resiliente e receitas corrigidas pela inflação;
  • Telecomunicações: Vivo (VIVT3), por maior exposição à alta renda e dividend yield próximo de 8% em 2026, mas com recomendação neutra.
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O BBA ainda aponta riscos para algumas empresas. Rumo (RAIL3) e Hidrovias do Brasil (HBSA3) podem enfrentar pressão nos resultados caso o fenômeno El Niño afete os volumes de grãos em 2027.

Os analistas mantêm posição neutra para Vivo e TIM (TIMS3) devido ao aumento da competição e às dúvidas sobre a recuperação do mercado.

A TIM apresenta dividend yield estimado de cerca de 12%, mas com evolução mais fraca na base de assinantes, o que justifica a preferência pela Vivo.

*Com supervisão de Renan Sousa

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Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.
Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.

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