Economia

Programa de renegociação de dívidas terá descontos de até 90% e permitirá uso do FGTS, diz Durigan

27 abr 2026, 16:59 - atualizado em 27 abr 2026, 16:59
Ministro da Fazenda, Dario Durigan, durante entrevista em seu escritório, em Brasília 24 de abril de 2026 REUTERS/Jorge Silva

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira que o programa de renegociação de dívidas em elaboração pelo governo vai viabilizar descontos de até 90% sobre os débitos, com foco em pendências de cartão de crédito, cheque especial e empréstimos sem garantia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em entrevista a jornalistas em São Paulo após reunião com bancos, Durigan afirmou que o programa, previsto para ser anunciado nos próximos dias, ainda permitirá que trabalhadores usem parte do saldo do FGTS para quitar dívidas, mas não especificou valores.

O ministro disse que governo e instituições financeiras chegaram a um “bom consenso” sobre as linhas gerais do plano, ressaltando ter arbitrado pontos específicos do programa para apresentar o desenho final ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva na terça-feira.

“Imagina que você tem uma dívida de R$10 mil, que roda uma taxa de juros de 8% a 10% ao mês, (e vai trocar) por uma dívida muito menor que, por exemplo, pode ser de R$1 mil, com uma taxa de juros muito menor”, afirmou.

Sem entrar em detalhes, ele afirmou que o programa deve contar com linhas de crédito com “juros bem reduzidos”, o que será viabilizado a partir de um aporte do Tesouro Nacional ao Fundo de Garantia de Operações (FGO) para a concessão de garantias da União aos bancos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ele enfatizou que a iniciativa terá tempo determinado de duração e não foi pensada para ser recorrente.

O governo já havia implementado outro programa com esse objetivo entre 2023 e 2024, o Desenrola, que renegociou R$53 bilhões em dívidas de aproximadamente 15 milhões de pessoas. No entanto, dados de endividamento da população seguiram em alta em meio a iniciativas de estímulo ao crédito e taxas de juros elevadas.

“São medidas pontuais e as pessoas não devem contar com a recorrência desse tipo de medida. Nós estamos vivendo uma situação excepcional”, disse.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
Por dentro dos mercados

Receba gratuitamente as newsletters do Money Times

OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar