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Da provocação de Haddad ao mercado à conta do Master no Banco do Brasil (BBAS3): o que bombou na semana

14 fev 2026, 9:25 - atualizado em 14 fev 2026, 9:25
haddad tarifas donald trump eua
(Imagem: Reuters/Ueslei Marcelino)

As falas de Fernando Haddad em um de seus últimos eventos como ministro da Fazenda e a conta do Banco Master que já bate na porta do Banco do Brasil (BBAS3) são alguns dos assuntos que ganharam destaque entre os leitores.

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Entre os temas mais lidos aqui no Money Times, estão também a crise do vinho na argentina e as reservas cambiais do Japão. Confira o que mais repercutiu nos últimos dias:

‘Quem não acreditou, perdeu dinheiro’, diz Haddad

Os sucessivos recordes do Ibovespa e a recente desvalorização do dólar têm animado o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Prestes a deixar o cargo, ele relembrou a reação negativa do mercado à sua indicação para comandar a pasta, há cerca de três anos.

Em fala na CEO Conference 2026, do BTG Pactual, ele cutucou os investidores: “é do jogo não confiar, mas quem não acreditou, perdeu dinheiro”.

“Teve gente que se desesperou. Devem ter vendido ações e se arrependido, já que hoje o Ibovespa está perto dos 190 mil pontos. Ou comprado dólar a R$ 6, sendo que podia ser a R$ 5,20 hoje”, afirmou.

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O ministro fez um balanço dos últimos três anos à frente da pasta, avaliou o cenário que ficará de legado à próxima gestão e comentou sobre os temas que vêm mexendo com os mercados nos últimos dias.

A conta do Banco Master chega para o Banco do Brasil

Banco do Brasil (BBAS3) deve desembolar aproximadamente R$ 5 bilhões devido à liquidação extrajudicial do Master, disse o vice-presidente de Gestão Financeira e Relações com Investidores, Marco Geovanne Tobias.

O dinheiro sairá diretamente do caixa da instituição estatal para reforçar o Fundo Garantidor de Crédito (FGC), pressionado pelos pagamentos bilionários aos credores de empresas ligadas ao conglomerado de Daniel Vorcaro. 

Diante do impacto provocado pelas garantias honradas aos investidores do Master, o FGC decidiu acelerar a recomposição de sua liquidez.

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Crise do vinho na Argentina

Argentina vive uma crise econômica que se arrasta há anos. A relativa melhora recente de indicadores macroeconômicos não foi acompanhada pelo consumo de vinho, um dos principais produtos culturais do país.  

Pelo contrário: Segundo dados do Instituto Nacional de Vitivinicultura (INV), o consumo per capita de vinho na Argentina caiu para 15,77 litros anuais, o registro mais baixo em várias décadas de medição (chegava a 90 litros por pessoa ao ano em 1970). 

Nos últimos cinco anos, a queda do consumo de vinho foi de 22,6%. O último ano positivo foi 2020, início da pandemia, quando o isolamento obrigatório obrigou muitos argentinos a ficar em casa, cozinhar e recuperar alguns prazeres, como beber vinho. 

Reservas cambiais do Japão

As enormes reservas em moeda estrangeira do Japão, um caixa estratégico prioritário para futuras intervenções no iene, voltaram a ser alvo de escrutínio à medida que a primeira-ministra Sanae Takaichi busca fontes de financiamento para bancar um plano controverso de suspender o imposto sobre consumo após sua vitória eleitoral esmagadora.

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O foco sobre o estoque de US$ 1,4 trilhão, muito maior que o orçamento anual do Estado, destaca a intensa pressão sobre Tóquio para identificar fontes alternativas de financiamento para um déficit estimado de 5 trilhões de ienes (US$ 31,99 bilhões) por ano em arrecadação, uma perspectiva que tem inquietado os mercados financeiros.

Lucro do Banco do Brasil surpreende

Banco do Brasil (BBAS3) terminou o quarto trimestre de 2025 com lucro líquido ajustado de R$ 5,7 bilhões, queda de 40% ante mesmo período de 2024, mostra documento enviado ao mercado na quarta-feira (11).

Apesar disso, a cifra ficou bem acima do esperado pelas projeções de analistas. Média da Bloomberg aguardava R$ 4,5 bilhões. Em relação ao terceiro trimestre, o número subiu 51%.

Um conjunto de fatores, que incluem a piora da inadimplência do agronegócio e a nova resolução da CMN nº 4.966/2021, que endureceu e obrigou os bancos a elevarem as provisões para calotes, fez o banco passar de queridinho do mercado para um grande ponto de interrogação.

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Desde do terceiro trimestre do ano passado, o BB vem sentido efeitos da falta de pagamento no agronegócio, já que o setor passa por uma alta expressiva do número de recuperações judiciais no setor.

*Com Reuters

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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