Carteira Recomendada

Quais FIIs comprar em setembro? Veja a carteira recomendada pelo BB

01 set 2026, 15:01
fundos imobiliários fiis dividendos
Fundos imobiliários pagam dividendos de até R$ 40 por cota - (Imagem: Sidney de Almeida/rparobe/iStock - Montagem: Giovanna Figueredo)

O BB Investimentos decidiu seguir com a mesma carteira recomendada de fundos imobiliários de agosto em setembro, não realizando nenhuma troca. Ao todo, a instituição selecionou 16 FIIs, divididos igualmente entre uma estratégia voltada à geração de renda e outra focada no potencial de valorização das cotas.

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Cada fundo representa 6,25% da carteira consolidada. Para os próximos meses, o banco segue priorizando gestores consolidados, fundos de crédito com menor risco e portfólios de imóveis diversificados e protegidos por contratos de longo prazo.

“Seguimos cautelosos para o segundo semestre, com preferência por fundos considerados top players”, afirmam os analistas André Oliveira e Victor Penna.

Segundo o BB, a queda recente das cotas fez com que fundos considerados mais qualificados passassem a negociar com descontos superiores às próprias médias históricas, abrindo uma possível janela de entrada para investidores com horizonte de médio e longo prazo.

Quais são os FIIs recomendados para setembro?

A carteira de renda, voltada à distribuição de dividendos e à menor volatilidade, reúne:

FundoSegmento
Riza Terrax (RZTR11)Agronegócio
Guardian Real Estate (GARE11)Híbrido
TRX Real Estate (TRXF11)Híbrido
Kinea Hedge Fund (KNHF11)Multiestratégia
Kinea Índices de Preços (KNIP11)Recebíveis
Pátria Recebíveis Imobiliários (HGCR11)Recebíveis
XP Crédito Imobiliário (XPCI11)Recebíveis
XP Malls (XPML11)Shoppings
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Já a carteira de ganho busca fundos com teses consideradas sólidas, mas que negociam com desconto por questões pontuais ou pelo ambiente macroeconômico:

FundoSegmento
BTG Pactual Logística (BTLG11)Logística
Pátria Logística (HGLG11)Logística
Riza Arctium (RZAT11)Logística
Vinci Logística (VILG11)Logística
Pátria Securities (PSEC11)Multiestratégia
Pátria Crédito Imobiliário (PCIP11)Recebíveis
REC Recebíveis Imobiliários (RECR11)Recebíveis
Capitânia Shoppings (CPSH11)Shoppings

O KNIP11 é destinado exclusivamente a investidores qualificados. Caso não seja possível investir no fundo, o BB sugere distribuir o valor entre os outros fundos de crédito da carteira.

Juros, inflação e eleição mantêm cautela

A decisão de não alterar as recomendações ocorre após um mês negativo para os fundos imobiliários. O Ifix recuou 1,46% em agosto, aos 3.762 pontos, depois de chegar a caminhar para o pior desempenho mensal desde novembro de 2022.

Em 2026, o índice acumula queda de 0,33%, embora ainda avance 9% em 12 meses.

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No cenário doméstico, o BB destaca a deflação de 0,40% registrada pelo IPCA-15 de agosto, resultado mais favorável que a expectativa de queda de 0,32%. A leitura, acompanhada de núcleos sem sinais de reaceleração, renovou as apostas em uma nova redução da Selic.

O banco pondera, contudo, que ainda existem riscos relacionados aos preços das commodities, principalmente o petróleo, além das incertezas fiscais e eleitorais.

No exterior, a política monetária dos Estados Unidos também exige cautela. Dados mistos de atividade, emprego e inflação, combinados ao tom mais duro do Federal Reserve, mantêm os juros americanos em patamares restritivos e pressionam moedas de países emergentes.

Carteira de ganho supera o Ifix em agosto

Entre as duas estratégias, a carteira de ganho apresentou o melhor desempenho no último mês. A seleção avançou 0,14% em agosto, superando a queda de 1,46% do Ifix.

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Em 12 meses, a carteira acumula valorização de 10,89%, contra 8,23% do índice no mesmo período.

O principal destaque foi o Vinci Logística (VILG11), que subiu 3,97%. Segundo o BB, o movimento não esteve ligado a um fato isolado, mas à perspectiva criada pela venda de ativos ao HGLG11, que gerou caixa para novas aquisições e lucro a ser distribuído aos cotistas.

O Pátria Logística (HGLG11) também teve desempenho positivo, com alta de 1,43%. O banco destaca a qualidade do portfólio, a futura incorporação do LVBI11 e o potencial de reciclagem dos imóveis. A venda de um galpão em Itapevi (SP), inclusive, permitiu ao fundo elevar sua projeção de dividendos para o segundo semestre.

Na ponta negativa, o Pátria Securities (PSEC11) caiu 3,67%. Apesar do recuo, o BB mantém a recomendação diante da adaptação do portfólio para uma possível incorporação pelo RBRX11 e da elevação recente dos dividendos.

TRXF11 pesa sobre carteira de renda

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Já a carteira de renda recuou 1,79% em agosto, desempenho abaixo do Ifix. Ainda assim, acumula ganhos de 1,38% em 2026 e de 8,20% nos últimos 12 meses.

O dividend yield anualizado da estratégia ficou em 12,52% em agosto, ante 12,88% do índice.

O destaque positivo foi o Guardian Real Estate (GARE11), que avançou 3,60% e liderou a carteira pelo segundo mês consecutivo. Para o BB, o fundo combina portfólio diversificado, contratos longos e atípicos, caixa líquido e dividendos atrativos.

A aquisição de um galpão locado ao Carrefour, próximo à cidade de São Paulo, também foi bem recebida pelo mercado.

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Já o TRX Real Estate (TRXF11) despencou 12,06% e foi o principal detrator da carteira. A queda ocorreu após o fundo anunciar uma oferta de até R$ 10 bilhões para financiar novas aquisições.

Embora os ativos avaliados fossem considerados de qualidade, o mercado temeu que a operação pressionasse os resultados recorrentes, provocasse excesso de oferta de cotas e diluísse os investidores minoritários. Parte das perdas foi recuperada depois que algumas negociações previstas foram canceladas.

Outro destaque positivo foi o Pátria Recebíveis Imobiliários (HGCR11), que estreou na carteira em agosto e subiu 2,39%. O fundo possui exposição relevante ao CDI e, segundo o BB, oferece maior estabilidade na distribuição de dividendos.

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Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduada em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduada em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.

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