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Qual é o melhor investimento com liquidez diária?

28/03/2021 - 19:00
Mercados Ações Investimentos Bolsa de Valores
A todo momento estamos sujeitos a imprevistos que podem nos fazer gastar acima do que o orçamento previa (Imagem: Reuters/Shailesh Andrade)

Se você deseja formar o seu fundo de emergência, então precisa conhecer os melhores investimentos com liquidez diária.

A todo momento estamos sujeitos a imprevistos que podem nos fazer gastar acima do que o orçamento previa.

O conserto do carro, o computador que precisou ser trocado às pressas, ou mesmo um fim de semana fora com os amigos podem virar grandes problemas se não tivermos reservas financeiras para cobrir esses gastos.

Mas afinal, qual é o melhor investimento com liquidez diária?

Pensando nisso, a gente separou três sugestões de investimentos com liquidez diária para o seu fundo de emergência.

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No final, falaremos brevemente sobre a conta remunerada, outra opção para os recursos disponíveis na sua conta corrente. Siga a leitura e confira!

CDB com liquidez diária

O CDB (Certificado de Depósito Bancário) é uma das primeiras aplicações que vem à mente quando pensamos em liquidez diária.

Além de ser uma modalidade simples, é também bastante acessível, pois a grande maioria das instituições financeiras exigem valores iniciais baixos para adquirir um CDB.

Esses títulos são emitidos por instituições financeiras para captação de recursos para as suas atividades. Assim, o investidor que adquire um CDB está, na prática, “emprestando” dinheiro ao banco em troca de juros, que poderão ser prefixados ou pós-fixados.

Uma das vantagens do CDB é a proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que garante a cobertura de até R$ 250 mil para o investidor no caso de quebra da instituição financeira.

Tesouro Selic

Entre todos os títulos públicos, o Tesouro Selic é o mais recomendado para quem precisa de liquidez diária.

Essa aplicação também é bastante simples e democrática. Para investir no Tesouro Selic, basta ter uma conta em um banco ou corretora e valor inicial em torno de R$ 100. A aplicação pode ser feita por meio do seu banco ou corretora ou direto no Tesouro, pelo site ou aplicativo do órgão.

Diferentemente do CDB, o Tesouro Selic não possui a proteção do FGC. Porém, conta com a garantia do governo federal, o que, teoricamente, dá ainda mais segurança ao investidor do que o respaldo de bancos ou corretoras.

Mercados Investimentos
Para que valha a pena investir em um fundo DI, a taxa de administração precisa ser baixa (Imagem: Reuters/Jason Lee)

Fundos DI (ou Fundo de Renda Fixa Referenciado DI)

O patrimônio dos fundos DI é formado por títulos públicos e privados atrelados ao CDI e à Taxa Selic. Por isso, o seu rendimento só será conhecido no vencimento da aplicação ou quando o investidor fizer o resgate antecipado.

Esses fundos também possuem liquidez imediata. No entanto, há dois pontos que devem ser avaliados antes de investir:a taxa de administração e o “come-cotas”.

taxa de administração é o valor que remunera o gestor do fundo. Ela é cobrada em todos os fundos de investimento, porém os valores variam de acordo com o tipo de gestão. De forma geral, fundos de gestão ativa tendem a ter taxas de administração mais altas do que os de gestão passiva.

Para que valha a pena investir em um fundo DI, a taxa de administração precisa ser baixa. Isso porque o rendimento deste fundo segue o desempenho do CDI e da Selic, a qual se encontra no menor patamar da história. Logo, qualquer custo adicional pode comprometer o rendimento da aplicação.

Já o come-cotas funciona como um adiantamento da cobrança do imposto de renda (IR), que ocorre duas vezes por ano nos fundos: em maio e em novembro. Essa cobrança acaba comprometendo o rendimento final da aplicação, pois reduz o principal sobre os quais incidem os juros. Logo, acaba sendo outra desvantagem desses fundos.

Os rendimentos da conta remunerada são tributados pelo imposto de renda, que segue a tabela regressiva das aplicações de renda fixa (Imagem: Unsplash/@mathieustern)

Conta remunerada

Por último, a gente apresenta aqui a conta remunerada, que se trata mais de uma facilidade para o investidor do que, propriamente, de um investimento.

A conta remunerada já existe há bastante tempo. No entanto, as instituições financeiras tradicionais costumavam oferecer remunerações pouco interessantes (em torno de 70% do CDI, mais ou menos). Atualmente, esse serviço ganhou novo apelo com os bancos digitais, que passaram a pagar mais pelo dinheiro parado na conta.

Os rendimentos da conta remunerada são tributados pelo imposto de renda, que segue a tabela regressiva das aplicações de renda fixa. Além disso, há também cobrança do IOF, cuja alíquota começa em 96% dos ganhos depois do primeiro dia da aplicação, e reduz até 3% após 29 dias, e deixa de ser cobrado no trigésimo dia.

Na conta remunerada, os recursos parados são aplicados em alguma modalidade conservadora de renda fixa com liquidez diária. Por isso, eles podem ser resgatados a qualquer momento, enquanto proporcionam algum rendimento.

Mas atenção: em termos de rentabilidade, a conta remunerada não pode ser vista como um investimento. Mesmo que ela apresente algum rendimento, ainda assim será bem inferior ao que você teria se investisse em qualquer das três modalidades vistas anteriormente.

Logicamente, ter uma conta remunerada é melhor do que o dinheiro parado sem render nada. No entanto, tende deixar nessa conta o mínimo necessário para os seus gastos do dia a dia. Caso contrário, estará sacrificando a rentabilidade do seu fundo de emergência.

Outro risco que você corre ao deixar mais do que o essencial na conta remunerada é o dinheiro se misturar com a reserva de emergência. Isso não é nada bom, pois você poderá gastar esse dinheiro sem perceber, o que também será ruim para as suas reservas.

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Última atualização por Renan Dantas - 26/03/2021 - 21:56

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