Quão satisfeitos estão os trabalhadores brasileiros em 2026? Veja o que diz o mais novo estudo FGV IBRE
O FGV IBRE conduziu ao longo do ano passado mais uma pesquisa destinada a medir a satisfação da população brasileira no trabalho. Os dados da oitava edição da sondagem, referente a janeiro de 2026, foram divulgados nesta sexta-feira (13).
A Pesquisa Sondagem do Mercado de Trabalho também aborda outras questões, como:
- O que contribui para insatisfação
- A probabilidade de perder o emprego nos próximos 6 meses
- No caso de desemprego, se os participantes teriam acessos a programas do governo ou benefícios sociais
Segundo o relatório, 78,1% dos participantes dizem que se sentem satisfeitos ou muito satisfeitos com o trabalho atual. Este número positivo foi o mais alto desde o início das pesquisas, em junho de 2025.
78,1% estão satisfeitos com o trabalho, mas o que falta para ser 100%?
Os respondentes que se identificaram com a categoria de insatisfeitos, em qualquer grau, deram os motivos da insatisfação.
Não é surpresa que o principal motivo citado foi a remuneração, pois também foi o mais escolhido nas edições anteriores. Em janeiro, o dado foi de 60,5%.
Além dele, também tiveram destaque a questão de saúde mental (24,8%) e carga horária elevada (21,9%). A opção menos escolhida foi ‘trabalhando menos do que gostaria’ (5,8%) seguida por ‘distância para o trabalho’ (7,5%).

O que os dados podem representar para o mercado de trabalho em 2026
Os dados referentes ao trimestre encerrado em janeiro ocorreram entre os dias 1 de novembro e 31 de janeiro.
Rodolpho Tobler, economista do FGV IBRE, disse que a evolução do mercado de trabalho nos últimos anos parece ter refletido sobre os dados de satisfação do trabalho, que seguem avançando.
“Os primeiros dados de 2026 devem continuar indicando um mercado de trabalho aquecido, mas a tendência para o ano é de desaceleração, acompanhado pelo ritmo mais fraco da atividade econômica. Nesse sentido, a percepção sobre satisfação tende a registrar ritmo semelhante, abaixo do observado em 2025”, afirmou.