Internacional

Quatro sinais que assustam bancos argentinos em meio à pandemia

22 abr 2020, 14:12 - atualizado em 22 abr 2020, 14:12
Fachada do banco central da Argentina
Os lucros do sistema financeiro caíram 20% em fevereiro em relação ao mês anterior (Imagem: REUTERS/Agustin Marcarian)

Sinais de alerta para os bancos argentinos se acumulam à medida que a economia entra em colapso e o governo tenta evitar mais um default da dívida.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os lucros do sistema financeiro caíram 20% em fevereiro em relação ao mês anterior, mesmo com a inflação em 48%, segundo dados publicados pelo banco central. E as coisas podem piorar.

“Esperamos que as condições operacionais já desafiadoras dos bancos argentinos, juntamente com a crise da dívida soberana e o impacto econômico do coronavírus, causem uma deterioração ainda maior nos fundamentos dos bancos”, disse Marcelo De Gruttola, analista da Moody’s, em entrevista.

Existem pelo menos quatro indicadores que preocupam o setor.

1. Empréstimos duvidosos

Com a retração da economia e o confinamento devido ao coronavírus, empresas e famílias enfrentam mais dificuldade para pagar as dívidas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“O aumento dos empréstimos duvidosos é o que mais nos preocupa”, disse Mariela Díaz Romero, economista sênior da consultoria Econviews, em Buenos Aires.

“Os pagamentos em atraso estão em níveis muito altos e continuarão a aumentar porque a economia deve encolher 6,5% neste ano.”

2. Forte regulamentação

O banco central ordenou que instituições financeiras paguem uma taxa mínima de 26,6% para contas de poupança conhecidas como depósitos a prazo de varejo, além de colocar um teto de 24% para o rendimento de empréstimos a pequenas e médias empresas.

“Se taxas máximas forem definidas para o crédito, enquanto os depósitos são obrigados a pagar um rendimento mais alto, os resultados se deteriorarão”, diz Juan José Ciro, diretor financeiro do Banco CMF.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

3. Queda dos depósitos

O colapso do peso incentivou poupadores a fechar depósitos a prazo em pesos e comprar dólares, caso isso seja possível.

Como resultado, “os bancos não têm financiamento de longo prazo na Argentina”, disse De Gruttola.

4. Colapso do peso

A taxa de câmbio não oficial da Argentina atingiu uma mínima histórica na semana passada depois que o presidente Alberto Fernández indicou que o país poderia imprimir dinheiro para estimular a economia.

A chamada taxa blue-chip swap era negociada a apenas 110 pesos por dólar na segunda-feira, depois de terminar março em 81,5. A taxa havia subido para 104 pesos na terça-feira.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O colapso do peso reduzirá ainda mais os lucros dos bancos em dólar.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Por dentro dos mercados

Receba gratuitamente as newsletters do Money Times

OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar