AgroTimes

JBS (JBSS3) no mercado de ovos, problemas logísticos afetam Minerva (BEEF3), SLC (SLCE3) e mais; os destaques do Agro Times

02 fev 2025, 10:00 - atualizado em 02 fev 2025, 10:10
caminhoes-logistica-agro
(Imagem: Reuters/Paulo Whitaker)

A última semana do mês de janeiro foi movimentada no agronegócio, começando pela entrada da JBS (JBSS3) no mercado de ovos, em busca de reforçar a diversificação geográfica e de proteínas da empresa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A Jalles Machado (JALL3) também foi destaque, com o Citi atualizando estimativas para os resultados da empresa no terceiro trimestre da safra 2024/25 (3T25). O banco recomenda compra e projeta salto de quase 100% das ações.

O setor agrícola acompanha com atenção os novos elementos do mercado de milho e a certeza para a supersafra de soja. Ainda sobre commodities, em evento do UBS, o CEO da SLC Agrícola (SLCE3) apontou o fator que definirá o crescimento dos grãos no Brasil.

Ainda nesta semana, o Copom decidiu elevar a taxa básica de juros para 13,25%, que, apesar de esperado, traz dúvidas sobre onde investir na bolsa. Para o Bradesco BBI, o preço-alvo dos frigoríficos mudou, mas uma das ações é a “queridinha” do momento.

Os temas que mais se destacaram nesta semana

5º lugar – JBS (JBSS3) sobe após entrada no mercado de ovos; analistas reiteram recomendação de compra – Money Times

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As ações da JBS (JBSS3) reagiram de forma positiva ao acordo que tornou o frigorífico acionista da Mantiqueira Alimentos, que opera no mercado de ovos. O negócio prevê a realização de investimento pela JBS mediante subscrição de ações de 48,5% do capital social total e 50% das ações com direito a voto da Mantiqueira.

Analistas do Goldman Sachs já disseram que esperavam uma boa reação do mercado e reforçaram a tese de investimento na empresa frigorífica. “A operação diversifica ainda mais o mix da JBS por meio de um negócio em crescimento, com implicações marginais em seu balanço. Reiteramos nossa classificação de compra”, afirmam.

Vale ressaltar que a transação está sujeita às condições usuais, como aprovações regulatórias, para que seja concretizada.

4º lugar – Ágora atualiza prévias para Klabin (KLBN11) e Suzano (SUZB3) e altera preço-alvo para ambas; é hora de comprar? – Money Times 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A Ágora Investimentos atualizou as perspectivas para o setor de papel e celulose em relatório divulgado nesta semana. A expectativa é de que a demanda global por celulose cresça em 1,3 milhão de toneladas em 2025, com a Suzano (SUZB3) sendo a empresa melhor posicionada para se beneficiar do momento.

A corretora vê a Suzano como a melhor opção do setor e recomenda compra dos papéis, com um novo preço-alvo de R$ 85,00, que representa um potencial de alta de cerca de 36%.

Segundo os analistas, a empresa deve turbinar seu desempenho no ano, com o crescimento da produção, decorrente da nova fábrica da empresa em Ribas do Rio Pardo, no Mato Grosso do Sul (MS), anteriormente chamada de Projeto Cerrado

Top 3 do agro

3º lugar – ‘Vivemos pico de gargalo em contêineres nos portos’, afirma CEO da SLC Agrícola (SLCE3) – Money Times 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O CEO da SLC Agricola (SLCE3), Aurélio Pavinato, afirmou na última terça-feira (28) que apesar dos avanços quanto aos gargalos logísticos nos portos brasileiros, o Brasil vive um pico do gargalo de contêineres.

O comentário ocorreu durante o painel “Brazilian Agriculture: A Global player in a Connected World”, que também contou com a participação do CFO da Minerva Foods (BEEF3), Edison Ticle, e Erasmo Battistella, CEO da Be8, no primeiro dia do Latin America Investment Conference (LAIC), evento do UBS.

Para 2025, segundo projeções da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Brasil vai colher uma safra próxima de 322 milhões de toneladas de grãos. Na visão do CEO da SLC, isso deve gerar gargalos.

2º lugar – Louis Dreyfus diz que carga de farelo de soja retornou do porto para reprocessamento – Money Times

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Uma carga de farelo de soja da Louis Dreyfus Company destinada à exportação a partir do porto de Paranaguá, no Sul do Brasil, foi devolvida para reprocessamento em uma das fábricas da empresa, disse o processador de grãos à Reuters nesta quarta-feira (29).

A LDC se recusou a fornecer detalhes como o cronograma da recusa da carga, tamanho da mesma ou seu destino, bem como a natureza do problema com o produto.

No entanto, uma pessoa com conhecimento do assunto disse que o farelo de soja da LDC foi enviado por caminhões para o porto, mas posteriormente rejeitado na semana passada por conter impurezas.

1º lugar – Questão tributária torna logística irracional no Brasil, afirma CFO da Minerva (BEEF3) – Money Times 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O CFO da Minerva Foods (BEEF3), Edison Ticle, enxerga que o Brasil conta com dois problemas estruturais, a parte logística e tributária. O executivo afirmou que a empresa sofreu muito com a crise de contêineres, já que o frigorífico exporta 70% da sua produção em carnes congeladas.

“Disparado aqui é o mais caro e o menos eficiente (o aparato logístico). O que a gente procurou fazer? Como a gente usa muitos portos, resolvemos sair um pouco de Santos e do Sul. Tentando desenvolver algumas alternativas mais pro Norte”, disse.

A fala também ocorreu durante o painel Brazilian Agriculture: A Global player in a Connected World, no Latin America Investment Conference (LAIC), promovido pelo UBS.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

Repórter estagiário no Money Times, graduando em jornalismo pela Universidade de São Paulo (USP). Cobre empresas, mercados e agronegócio desde 2024.
gustavo.silva@moneytimes.com.br
Repórter estagiário no Money Times, graduando em jornalismo pela Universidade de São Paulo (USP). Cobre empresas, mercados e agronegócio desde 2024.