Radar do mercado

Azul (AZUL53), Axia Energia (AXIA3), Natura (NATU3) e outros destaques desta quinta-feira (19)

19 fev 2026, 9:54 - atualizado em 19 fev 2026, 9:54
Azul
(Imagem: iStock/Matheus Obst)

A conclusão da oferta de ações da Azul (AZUL53), a proposta da Axia Energia (AXIA3) para migrar para o Novo Mercado e a venda da Avon Rússia pela Natura (NATU3) são alguns dos destaques corporativos desta quinta-feira (19).

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Confira os destaques corporativos de hoje

Azul (AZUL53) conclui oferta de R$ 4,98 bilhões e homologa aumento de capital

Azul (AZUL53) informou ao mercado a conclusão da sua oferta pública primária de ações, que totalizou R$ 4,987 bilhões. Com isso, o conselho de administração da aérea aprovou e homologou o aumento de capital, dentro do limite autorizado, mediante a emissão de 45.477.707.683.900 novas ações, ao preço de R$ 0,000109656646388772000.

Devido ao novo aumento de capital, o novo capital social da Azul é de R$ 21,7 bilhões, dividido em 54.730.851.778.811 ações ordinárias, já refletindo os efeitos do grupamento.

Na última semana, a Azul obteve aprovação em Assembleia Geral Extraordinária para o grupamento de todas as ações da companhia na proporção de 75 ações para 1 ação.

A oferta de ações é mais um entre os passos do plano de recuperação judicial da aérea nos Estados Unidos (Chapter 11), que visa captar recursos e a capitalização de créditos ligados ao financiamento DIP (Debtor in Possession).

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O preço por ação segue os termos do plano e foi fixado com um desconto de 30% sobre o valor econômico post-money da Azul definido no Plano (US$ 1,78 bilhão). A oferta foi dirigida majoritariamente a acionistas com direito prioritário e a investidores profissionais; detentores de ADRs não puderam participar da oferta prioritária.

Axia Energia (AXIA3) propõe migração ao novo mercado da B3

Axia Energia (AXIA3), antiga Eletrobras, convocou assembleia para o dia 1 de abril de 2026 com o intuito de deliberar uma proposta de migração da companhia para o Novo Mercado da B3, mostra fato relevante divulgado na noite de quarta-feira (18).

O Novo Mercado reúne as empresas com maior nível de governança. Se aprovada a proposta, a Axia passará a ter sua base acionária composta apenas por ações ordinárias (que dão direito a voto), uma das exigências para integrar o segmento.

Atualmente, a companhia conta com as ações AXIA3 (ordinárias, que devem permanecer se a proposta for adiante), AXIA5 (preferenciais classe A1), AXIA6 (preferenciais classe B1) e AXIA7 (preferenciais classe C).

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A empresa informou que recebeu autorização da B3 para “tratamento excepcional” das ações preferenciais classe A1 (PNA1), classe criada na operação que permitiu a distribuição de R$ 30 bilhões em reservas de lucro da companhia elétrica por meio de bonificação de ações.

Natura (NATU3) vende Avon Rússia por R$ 166,3 milhões

Natura (NATU3) anunciou ao mercado nesta quinta-feira (19) a venda da Avon Rússia por 2,52 bilhões de rublos russos, equivalente a cerca de aproximadamente 26,9 milhões de euros. Em real, o valor fica em torno de R$ 166,3 milhões.

Com isso, a companhia conclui a estratégia de simplificação corporativa da Natura e consolida o foco no crescimento de seu negócio na América Latina.

Em janeiro deste ano, a companhia concluiu aa venda de sua participação na Natura &Co UK Holdings Limited, holding responsável pelo negócio Avon International, para a Regent LP.

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A companhia recebeu os recursos da transação em 17 de fevereiro, de acordo com o fato relevante.

Unipar (UNIP6) firma acordo com Casa dos Ventos para compra de energia e participação em usinas solares

Unipar (UNIP6) informou ao mercado que sua controlada indireta, Unipar Indupa do Brasil, celebrou contrato de compra de energia elétrica com a Ventos de São Norberto Energias Renováveis, empresa do grupo Casa dos Ventos.

O acordo prevê a aquisição de 33 megawatts médios (MWm) pelo prazo de 15 anos, com início de suprimento estimado para 2028. O contrato, estruturado na modalidade de Power Purchase Agreement (PPA), ocorre no contexto da criação de uma joint venture entre a Unipar Indupa e a Casa dos Ventos.

A parceria estabelece à Unipar Indupa o direito de adquirir, após o cumprimento de condições precedentes, participação equivalente a 9,8% do capital total da Ventos de São Norberto Energias Renováveis.

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O rombo de R$ 5 bilhões e a nova disputa entre Mastercard e empresas de maquininhas

A liquidação em janeiro passado da fintech Will Bank, subsidiária do também liquidado Banco Master, trouxe de volta uma discussão de mais de uma década sobre quem arca com os custos e assume os riscos do “arranjo de pagamentos”, como é chamado o sistema de empresas que fazem os cartões operarem.

A bandeira americana Mastercard, parceira do Will Bank, tem avisado às companhias de maquininhas – também chamadas de credenciadoras ou adquirentes (como a Rede e a Cielo) – que não vai pagar a conta sozinha além das garantias que conseguir executar com o Will Bank.

Quando um emissor de cartão, no caso dos bancos ou fintechs, enfrenta problemas, é liquidado ou deixa de operar, os pagamentos para os lojistas podem ser interrompidos.

A bandeira (como a Mastercard, neste caso), que fecha os contratos com o emissor e recebe o pagamento da fatura dos clientes, leva até 30 dias para fazer o pagamento para a credenciadora, que, por sua vez, antecipa os pagamentos para os lojistas e aguarda receber da bandeira.

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*Com informações do Estadão Conteúdo

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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