Azul (AZUL53), Multiplan (MULT3), Will Bank e outros destaques desta quarta-feira (21)
A nova oferta de ações da Azul (AZUL53), o vazamento de dados de usuários da Multiplan (MULT3) e a liquidação do Will Bank são alguns dos destaques corporativos desta quarta-feira (21).
Confira os destaques corporativos de hoje
Azul (AZUL53) anuncia nova oferta de ações de até US$ 950 milhões
A Azul (AZUL53) aprovou a atualização do seu plano de negócios, confirmou novos aportes para antecipar a saída do processo de recuperação judicial nos Estados Unidos (Chapter 11) e anunciou que realizará uma nova oferta de ações, que deve diluir ainda mais a base de acionistas da companhia aérea.
De acordo com o fato relevante divulgado na madrugada desta quarta-feira (21), a companhia realizará uma nova oferta pública para captar até US$ 950 milhões.
Nos termos do contrato de compromisso de apoio firmados com determinados stakeholders (partes interessadas na Azul), esta oferta será ancorada por eles e também contará com um ou mais investidores estratégicos, conforme o plano de Chapter 11.
“Conforme adicionalmente previsto no referido plano, as ações emitidas no âmbito da oferta pública – novos recursos serão emitidas a um preço que representa um desconto de 30% em relação ao valor da Companhia definido no Plano do Chapter 11, e tal emissão deverá resultar em diluição adicional aproximada de 80% da base acionária então existente”, coloca a Azul.
Multiplan (MULT3) anuncia invasão de aplicativo e vazamento de dados de usuários
A Multiplan (MULT3), que administra diversos shopping centers no Brasil, confirmouque seu aplicativo, o Multi, sofreu um ataque cibernético no dia 10 de janeiro. Alguns dados dos clientes foram potencialmente acessados pelos invasores.
Em nota oficial, a empresa afirma que entre as informações potencialmente acessadas estão dados cadastrais dos usuários do aplicativo, incluindo a data de validade com os quatro últimos dígitos do cartão de crédito.
No entanto, a Multiplan diz que nem todos os dados coletados pelo app foram vistos. Dados mais sensíveis, como números completos dos cartões de crédito, por exemplo, não foram acessados.
Nas redes sociais, clientes afirmam que receberam uma mensagem de SMS da empresa sobre o vazamento, com um link em que a Multiplan recomenda que os consumidores fiquem atentos a possíveis comunicações suspeitas ou atividades não reconhecidas relativas ao aplicativo. Também diz que, caso tenham dúvidas, os clientes podem entrar em contato por e-mail.
Banco Central decreta liquidação do Will Bank
O Banco Central (BC) decretou, nesta quarta-feira (21), a liquidação extrajudicial da Will Financeira, controlada pelo conglomerado Master e que estava sob regime de administração especial temporária (Raet) desde 18 de novembro do ano passado.
O Will Bank havia sido preservado quando a autoridade monetária determinou a liquidação do Master em meio à avaliação de que havia interessados na aquisição da instituição — o que, no entanto, não se concretizou.
Pouco antes de o caso Master vir à tona com a deflagração da operação Compliance Zero, o apresentador Luciano Huck chegou a aparecer comoum potencial comprador do Will Bank, mas optou por não seguir com o negócio.
CSN (CSNA3): S&P Global corta nota de crédito para ‘B+’
A agência classificadora de riscos S&P Global rebaixou a nota de crédito da CSN (CSNA3) de ‘BB-‘ para ‘B+’ na escala global, tendo em vista os riscos de execução e prazo do plano anunciado pela companhia para redução da alavancagem.
O movimento ocorre após a siderúrgica anunciar o planejamento para venda de parte de seus ativos relevantes, visando reduzir dívidas e fortalecer a saúde financeira da empresa. A pretensão é de diminuir entre R$ 15 bilhões e R$ 18 bilhões do endividamento da companhia ainda neste ano.
Com menos dívidas, a CSN quer focar em negócios mais lucrativos e com maior potencial de crescimento. A empresa espera que essa estratégia permita, em até oito anos, alcançar o potencial de dobrar o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) e atingir uma alavancagem sustentável em torno de uma vez a sua relação dívida líquida/Ebitda
Atualmente, os analistas da S&P Global projetam uma alavancagem ajustada acima de 5,0 vezes em 2026, na ausência da venda de ativos.
“Embora reconheçamos os esforços da empresa para melhorar sua estrutura de capital e reduzir a carga de juros, acreditamos que há riscos para a execução tempestiva dessas transações expressivas, o que pode postergar uma melhoria na alavancagem”, avaliam.
JHSF (JHSF3) atualiza valor de dividendos e confirma pagamento mensal até o fim de 2026
A JHSF Participações (JHSF3) informou, na noite de terça-feira (20), o valor atualizado dos dividendos intermediários que serão pagos aos acionistas ao longo de 2026.
No total, a companhia distribuirá R$ 550 milhões, o equivalente a R$ 0,82252 por ação, conforme comunicado divulgado ao mercado.
Os proventos serão pagos em 12 parcelas mensais, sendo R$ 45,8 milhões por mês, o que corresponde a R$ 0,06854 por papel, considerando a base acionária atual.
O primeiro repasse terá como data-base 20 de janeiro, com as ações sendo negociadas “ex-dividendos” a partir de 21 de janeiro. O pagamento ocorrerá em 29 de janeiro. O mesmo cronograma se repete ao longo do ano.
Segundo a companhia, os valores ainda podem sofrer ajustes durante o período, em função do programa de recompra de ações em vigor e do eventual exercício de planos de opção de ações, que alteram o número de papéis com direito aos proventos.
Dexco (DXCO3) vende 1,2 mi de metros cúbicos de madeira em pé
A Dexco (DXCO3) informou que vendeu 1,2 milhão de metros cúbicos de madeira em pé para um grupo do setor, segundo fato relevante divulgado na terça-feira (20).
A empresa disse que a operação está em linha com sua estratégia de desalavancagem e que a venda foi gerada através da maior produtividade das florestas e de aquisições, não impactando o maciço florestal dedicado à produção de painéis de madeira.
ªO ativo florestal adicional foi adquirido em parte através da utilização de terras próprias como pagamento, terras essas que permanecerão sob gestão e propriedade da Dexco na produção de floresta nos próximos anos”, informou a empresa.
Recentemente, o Itaú Unibanco anunciou que vai investir cerca de R$ 200 milhões em uma sociedade de propósito específico (SPE) da Dexco no setor florestal.
Tenda (TEND3) reorganiza diretoria e cria área de Digital e Marketing na holding
A construtora Tenda (TEND3) anunciou na terça-feira (20) uma reorganização estratégica em sua Diretoria Executiva, com o objetivo de ampliar a eficiência operacional de suas unidades de negócio — Tenda e Alea — e acelerar a captura de sinergias corporativas.
Luis Gustavo S. Martini, que ocupava o cargo de diretor executivo da Alea, passa a assumir a nova Diretoria Executiva de Digital e Marketing da holding, abrangendo tanto a Tenda quanto a Alea.
O executivo possui mais de 20 anos de experiência à frente de unidades de negócio e iniciativas de inovação, com passagens por empresas como Wine, Natura e Amazon. Martini é engenheiro mecânico formado pela USP, mestre pelo ITA e pós-graduado em Marketing pela FGV.
Com a mudança, os demais diretores da Alea passam a se reportar diretamente ao CEO da Tenda, Rodrigo Osmo. De acordo com a companhia, a nova estrutura tem como objetivo promover uma gestão mais integrada e ágil entre as duas operações.
Após bloquear Will Bank, Mastercard “toma” 31,8% das ações Westwing (WEST3)
A Westwing (WEST3) informou ao mercado, na noite de terça-feira (20), que a Mastercard Brasil passou a deter 31,87% do seu capital social, o equivalente a 3,54 milhões de ações.
O movimento, no entanto, não representa uma entrada estratégica da Mastercard como acionista no e-commerce de decoração, e vem após a empresa de cartão de crédito, mais cedo, ter parado de aceitar compras com cartões ligados ao Will Bank, do Grupo Master.
O fato relevante da Westwing não aponta qual foi a origem dos papéis agora sob tutela da Mastercard. Fonte ouvida pelo Money Times, porém, afirma que a fatia herdada pela empresa é do Banco Master e de Nelson Tanure. A WNT e a Trustee, gestoras de recursos apontadas pela Polícia Federal (PF) como ligadas aos dois, detinham, respectivamente, 39,4% e 5,6% do capital social da Westwing.
Tanure, desde a semana passada, vem sofrendo uma série de reveses: tornou-se alvo da segunda fase da operação Compliance Zero, que apura irregularidades no Banco Master — investigação que levou à apreensão de seu celular pela Polícia Federal —, teve seus bens bloqueados após ser apontado como sócio oculto da instituição financeira e vem se desfazendo de posições em companhias.
*Com informações do Estadão Conteúdo e Reuters