Radar do mercado

Banco do Brasil (BBAS3), Azul (AZUL53), Copasa (CSMG3) e outros destaques desta quinta-feira (26)

26 fev 2026, 8:17 - atualizado em 26 fev 2026, 8:18
Banco do Brasil agronegócio (1)
(Foto: Reuters/Adriano Machado)

O posicionamento do Banco do Brasil (BBAS3) sobre a alta na inadimplência e o pedido do banco para repactuação  de R$ 4,1 bilhões em dívida híbrida com o Tesouro, a elevação na nota de crédito da Azul (AZUL53) pela S&P e o balanço do quarto trimestre de 2025 e os dividendos da Copasa (CSMG3), são alguns dos destaques corporativos desta quinta-feira (26).

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Confira os destaques corporativos de hoje

Banco do Brasil (BBAS3) nega que alta de R$ 3,6 bilhões na inadimplência esteja ligada à Novonor

O Banco do Brasil (BBAS3) negou que, durante a divulgação do resultado do quarto trimestre de 2025, tenha afirmado que a alta de R$ 3,6 bilhões na inadimplência da sua carteira de títulos e valores mobiliários (TVM) estaria ligada à Novonor, ex-controladora da Braskem, em meio à negociação de venda de participação na petroquímica.

A informação circulou na imprensa e em redes sociais, mas o banco afirmou que em nenhum momento mencionou o nome de cliente ao apresentar o balanço do trimestre e quando tratou do caso específico que impactou os indicadores de inadimplência acima de 90 dias.

O Banco do Brasil relembrou, por meio de esclarecimento enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que os executivos do banco explicaram que a operação questionada, registrada há anos no balanço como TVM com características de crédito, já possuía provisões constituídas em exercícios anteriores e não teve impacto material sobre o lucro do quarto trimestre de 2025.

A operação foi classificada como inadimplente acima de 90 dias naquele trimestre, mas as negociações para sua regularização foram concluídas ao fim de 2025, com previsão de formalização contratual no primeiro trimestre de 2026.

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Banco do Brasil (BBAS3) pede repactuação de R$ 4,1 bilhões em dívida híbrida com o Tesouro

Banco do Brasil (BBAS3) informou na quarta-feira (25) que solicitou aos órgãos competentes a revisão do cronograma de devolução de um Instrumento Híbrido de Capital e Dívida (IHCD) contratado com o Tesouro Nacional em 2012.

O IHCD é um instrumento que combina características de dívida e de capital e foi utilizado para reforçar a estrutura de capital do banco. Na prática, trata-se de um aporte feito pelo Tesouro que precisa ser devolvido conforme um cronograma previamente estabelecido.

Dos R$ 8,1 bilhões originalmente emitidos, ainda restam R$ 4,1 bilhões a serem pagos, de acordo com o calendário aprovado em 2021.

O Banco do Brasil pediu o adiamento desses pagamentos, propondo duas parcelas de R$ 100 milhões em julho de 2026 e julho de 2027, uma parcela de R$ 1 bilhão em julho de 2028 e uma parcela final de R$ 2,9 bilhões em julho de 2029.

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Caso a repactuação seja aprovada, o BB estima preservar 8 pontos-base (bps) de capital em 2026 e também em 2027. Já em 2028 e 2029, o impacto projetado seria um consumo de capital de 8 bps e 22 bps, respectivamente. Até que o pedido seja analisado e eventualmente aprovado, permanece válido o cronograma de devolução definido em 2021.

Azul (AZUL53): S&P eleva nota de crédito para B-

A agência de classificação de risco Standard & Poor’s elevou na quinta-feira (25) a recomendação de crédito da companhia aérea Azul (AZUL53) para B-, ainda em grau especulativo, ante D, definindo a perspectiva como estável.

A melhora na nota ocorreu após a conclusão da reestruturação financeira da companhia aérea sob o processo de recuperação judicial nos Estados Unidos.

A companhia reduziu a dívida em cerca de US$ 1,1 bilhão e as obrigações com leasing em cerca de US$ 1 bilhão, o que representa um corte de 40% na dívida bruta ajustada, afirmou a S&P em comunicado.

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“Esperamos que a alavancagem representada pela dívida sobre Ebitda fique entre 3 e 3,5 vezes este ano ante mais de 6 vezes em 2024 e 2025”, afirmou a S&P.

Copasa (CSMG3) tem aumento de quase 24% no lucro do 4º trimestre

A companhia de saneamento de Minas Gerais, Copasa (CSMG3), teve lucro líquido de R$ 337 milhões no quarto trimestre de 2025, valor 23,9% superior ao registrado no mesmo período de 2024, segundo balanço divulgado na noite de quarta-feira (25).

A empresa apurou lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado de R$ 731 milhões, alta de 14,1%.

Analistas, em média, esperavam lucro líquido de R$ 353 milhões nos três meses encerrados em dezembro e Ebitda de R$ 767 milhões no período, segundo dados da LSEG.

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A receita líquida para o período foi de R$ 1,88 bilhão, representando um crescimento de 6,9%.

A empresa também anunciou na quarta-feira a distribuição de dividendos complementares referentes ao 4T25 no valor de R$ 688,2 mil.

Nubank (ROXO34): Lucro sobe 50% no 4T25 e chega a US$ 894 milhões

Nubank (ROXO34) apurou lucro líquido de US$ 894 milhões no quarto trimestre de 2025, alta de 50% em relação ao mesmo período de 2024, mostra balanço divulgado nesta quarta-feira (25).

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Trata-se do maior lucro da história do roxinho, que renova recordes trimestre a trimestre.

Apesar disso, a ação tem o pior desempenho entre papeis de financeiras na América Latina em 2026 em meio ao temor com a inteligência artificial.

Já retorno anualizado sobre o patrimônio líquido (ROE) atingiu 33%, alta de quatro pontos percentuais. Um número bem maior que o Itaú (ITUB4), que fechou o trimestre com ROE de 23%.

Para a fintech, esses resultados não são acidentais. Eles refletem as prioridades e escolhas feitas pelo Nu ao longo do ano, aliadas a “uma execução disciplinada”.

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Rede D’Or (RDOR3) tem alta de 39,2% no lucro do 4º trimestre

Rede D’Or (RDOR3), maior rede de hospitais listada em bolsa do país, teve lucro líquido de R$ 1,2 bilhão no quarto trimestre  de 2025, montante 39,2% maior que o resultado obtido no mesmo período de 2024 e em linha com as estimativas do mercado, segundo balanço divulgado na quarta-feira (25).

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) foi de R$ 2,8 bilhões, o que representa uma alta de 38,7% em base anual. O valor ficou levemente acima da expectativa média do mercado, que apontava para um Ebitda de R$ 2,7 bilhões, segundo dados compilados pela LSEG.

A margem Ebitda foi de 19% no 4T25, alta de 3,7 p.p. sobre o resultado sazonal. A Rede D’Or apurou ainda crescimento de 11,8% na receita líquida, para R$ 14,6 bilhões.

Segundo a empresa, ao final de 2025, a rede operava 79 hospitais, dos quais 76 hospitais próprios e 3 sob gestão, somando 13.555 leitos totais, alta de 3,8% sobre um ano antes (501 leitos a mais). A taxa de ocupação dos leitos hospitalares da Rede D’Or atingiu 76,9% no 4T25, 1,1 p.p. acima da ocupação apurada no 4T24.

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Tecnisa (TCSA3) aceita proposta do BTG e vai vender metade de sua participação no Jardim das Perdizes

O conselho de administração da Tecnisa (TCSA3) aceitou a proposta vinculante do Grupo BTG Pactual para a compra de participação de 26,09% na Windsor Investimentos Imobiliários, responsável pelo empreendimento imobiliário Jardim das Perdizes. O valor do acordo é de R$ 260,9 milhões a serem pagos à vista.

Segundo comunicado divulgado pela empresa na quarta-feira (25), a transação ainda “poderá ou não” ser concretizada, a depender de cumprimento de condições precedentes, como aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Por meio da Windsor Investimentos Imobiliários, a Tecnisa detém 52,5% do capital social do empreendimento localizado no bairro da Barra Funda, Zona Oeste de São Paulo.

Além da Tecnisa, a Hines, Zeev Chalom Horovitz, Joseph Meyer Nigri e Renato Meyer Nigri também possuem participação no empreendimento.

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Kepler Weber (KEPL3): Lucro avança 28,5% no 4T25, para R$ 64,8 milhões

Kepler Weber (KEPL3) reportou um crescimento de 28,5% no seu lucro líquido no quarto trimestre de 2025 (4T25), saindo de R$ 50,4 milhões para R$ 64,8 milhões.

No mesmo comparativo, o Ebitda da companhia recuou 17,7%, totalizando R$ 67,5 milhões. A receita operacional líquida saiu de R$ 460,1 milhões para R$ 398,7 milhões, queda de 13,3%. O lucro por ação (LPA) avançou 30,9%, de R$ 0,2855 para R$ 0,3736.

No acumulado de 2025, a receita líquida totalizou R$ 1,5 bilhão, com retração de 7,3% em relação a 2024, refletindo a dinâmica mais cautelosa de investimentos.

Apesar disso, o ano registrou o terceiro maior volume de toneladas embarcadas dos últimos dez anos, evidenciando a solidez da demanda.

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Shell está pronta para maior apoio à Raízen (RAIZ4), dizem fontes

Shell, parceira da joint venture mais saudável na problemática produtora de açúcar e etanol Raízen (RAIZ4), está disposta a injetar capital significativo para recapitalizar a empresa e evitar uma recuperação judicial, segundo três pessoas familiarizadas com o assunto.

A Raízen, uma das maiores produtoras de açúcar do mundo e também importante distribuidora de combustíveis no Brasil, encontra-se em grave situação financeira após registrar um prejuízo líquido de R$ 15,6 bilhões no terceiro trimestre, em meados de fevereiro, quando também alertou para uma “incerteza relevante” sobre a capacidade da empresa de continuar operando.

A companhia viu sua dívida líquida aumentar exponencialmente, atingindo R$ 55,3 bilhões em 31 de dezembro, após uma infeliz combinação de grandes investimentos, condições climáticas instáveis ​​e incêndios nos canaviais, que levaram a menores rendimentos agrícolas e volumes de moagem reduzidos.

Até a semana passada, a Shell estava disposta a injetar R$ 2,5 bilhões na Raízen, mas desde então indicou que ofereceria até R$ 3,5 bilhões, montante sujeito a certas condições, de acordo com duas das fontes.

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*Com informações da Reuters e Estadão Conteúdo

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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