Banco do Brasil (BBAS3), GPA (PCAR3), Azul (AZUL53) e outros destaques desta terça-feira (3)
A mudança no valor dos juros sobre o capital próprio do Banco do Brasil (BBAS3), o pedido de bloqueio de ações do Casino pelo GPA (PCAR3) em processo de arbitragem, e a elevação do rating da Azul (AZUL53) em escala nacional pela S&P são alguns dos destaques corporativos desta terça-feira (3).
Confira os destaques corporativos de hoje
Banco do Brasil (BBAS3) atualiza valor de JCPs
O Banco do Brasil (BBAS3) atualizou o valor a ser pago em juros sobre o capital próprio, mostra documento enviado ao mercado na segunda-feira (2).
Isso ocorre porque o banco tem como política atualizar os valores de acordo com a taxa básica de juros, a Selic. Segundo o documento, o valor, que antes era de R$ 0,21630429188 passou para R$ 0,22149188952.
Esse pagamento, que equivale a R$ 1,2 bilhão, foi aprovado junto com o resultado do banco. A bolada será paga em 5 de março de 2026.
Em 19 de janeiro, o BB reforçou que irá pagar payout de 30% para o exercício de 2026, por meio do pagamento de juros sobre o capital próprio (JCP) e/ou dividendos.
GPA (PCAR3) pede bloqueio de ações do Casino em processo de arbitragem
O GPA (PCAR3) informou na segunda-feira (2) que entrou com um pedido para bloquear as ações que pertencem ao acionista Casino Guichard-Perrachon, além de eventuais valores obtidos com a venda desses papéis.
Segundo a companhia, a medida tem como objetivo proteger seus direitos e garantias enquanto a disputa está em andamento.
A solicitação foi feita dentro do processo de arbitragem aberto em 6 de maio de 2025, que tinha como objetivo de preservar direitos em processos de cobrança de diferenças no recolhimento de IRPJ (Imposto de Renda Pessoa Jurídica) nos anos de 2007 e 2013, devido a alegação de dedução indevida de amortizações de ágio.
Azul (AZUL53): S&P eleva rating para ‘brBBB-‘ na escala nacional
A Azul (AZUL53) informou na segunda-feira (2) que teve sua nota de crédito elevada pela S&P Global na Escala Nacional Brasil. A agência atribuiu upgrade para “brBBB-”, com perspectiva estável.
De acordo com comunicado divulgado pela companhia, a revisão do rating reflete a saída bem-sucedida da Azul do processo de Chapter 11, acompanhada por uma estrutura de capital significativamente mais leve.
Segundo a S&P, a perspectiva estável está ancorada na expectativa de continuidade do sólido desempenho operacional da empresa, além da manutenção de uma estrutura de capital mais enxuta, com alavancagem controlada.
Na semana passada, a S&P Global já havia elevado o rating global da Azul para B-, ainda em grau especulativo. A revisão anunciada agora, porém, refere-se à Escala Nacional Brasil, cuja nota “brBBB-” não é comparável à global e indica a posição relativa da companhia apenas no mercado doméstico.
Axia Energia (AXIA3) fixa reembolso de R$ 40,62 por ação para preferencialistas que exercerem direito de recesso
A Axia Energia (AXIA3) detalhou na segunda-feira (2) como funcionará o direito de recesso para acionistas que possuem ações preferenciais classes A1 (PNA1) e B1 (PNB1), caso seja aprovada a proposta de migração da companhia para o Novo Mercado da B3.
Se a conversão dessas ações for aprovada nas Assembleias Gerais Especiais (AGESPs), os investidores que votarem contra, se abstiverem ou não participarem da votação poderão pedir a saída da companhia, com direito a receber o valor das ações.
Nesses casos, o reembolso será de R$ 40,62 por ação, com base no valor patrimonial calculado a partir do balanço de 2025.
O direito de retirada vale para todas as ações PNA1 e/ou PNB1 que o investidor possuía ao fim do pregão de 18 de fevereiro de 2026, desde que esses papéis tenham sido mantidos sem interrupção até o momento do pedido.
Pague Menos (PGMN3) protocola pedido de oferta de ações na CVM
A rede de farmáciasPague Menos (PGMN3) protocolou junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) pedido de registro para uma oferta pública primária e secundária de 70 milhões de ações.
Com a inclusão do lote adicional, o volume total poderá ser ampliado em até 78,6%. Considerando o preço de fechamento do pregão de 26 de fevereiro, de R$ 7,20, o follow-on pode movimentar até R$ 900 milhões, já incluindo os papéis extras.
Em fato relevante, a companhia informou que pretende distribuir inicialmente 35 milhões de ações primárias e outras 35 milhões de ações secundárias pertencentes à família Queiroz, fundadora da rede.
Entre os vendedores estão Francisco Deusmar de Queirós, Maria Auricélia Alves de Queirós, Josué Ubiranilson Alves, Mário Henrique Alves de Queirós, Patriciana Maria de Queirós Rodrigues, Carlos Henrique Alves de Queirós e Rosilândia Maria Alves de Queirós Lima.
BRB nega venda de subsidiária por R$ 1,1 bilhão e diz que não há acordo firmado
O Banco de Brasília (BRB) negou que tenha tomado decisão sobre a venda de participação na Financeira BRB, por R$ 1,1 bilhão, após a circulação de notícias apontando a possível transação bilionária.
Em comunicado divulgado na segunda-feira (2), a instituição afirmou que não há “qualquer compromisso firmado, mandato de venda concedido ou negociação vinculante” envolvendo a alienação de fração societária da subsidiária.
A manifestação ocorre depois de reportagens publicadas na imprensa que repercutiram declarações atribuídas ao comando do banco sobre a situação do conglomerado.
Cade autoriza compra pela J&F da Logás, de logística e distribuição multimodal de gás
A superintendência-geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) autorizou a compra pela holding J&F da Logás, empresa que atua na logística e distribuição multimodal de gás, segundo despacho publicado nesta terça-feira (3) no Diário Oficial da União.
A operação envolve a aquisição pela holding dos irmãos Joesley e Wesley Batista de 90% das ações do capital social da Logás, que está sendo vendida pela Macaw Energies Brasil e pelo sócio Márcio Pires Pinheiro, por um valor não revelado.
A Logás é sediada em Betim (MG) e atua na distribuição, abastecimento e logística de gás natural comprimido, liquefeito e renovável. A empresa opera em regiões não atendidas por gasodutos, fazendo o transporte rodoviário do insumo por meio de carretas especiais.
Essa modalidade de distribuição de gás, chamada “off grid”, tem crescido como aposta entre as grandes empresas do setor, como Cosan e Eneva, que vêm buscando estimular o crescimento da demanda por gás em localidades não atendidas por gasodutos.
A J&F, que cresceu rapidamente no setor de geração de energia elétrica nos últimos anos, principalmente com compras de termelétricas a gás, vem ampliando seus negócios também no setor de gás natural, no qual tem presença mais tímida.
*Com informações da Reuters e Estadão Conteúdo