Radar do mercado

Bradesco (BBDC4), Petrobras (PETR4), Raízen (RAIZ4) e outros destaques desta terça-feira (7)

07 abr 2026, 10:05 - atualizado em 07 abr 2026, 10:05
Bradesco
(Imagem: iStock/Global_Pics)

A aprovação dos acionistas do Bradesco (BBDC4) e Odontoprev (ODPV3) para a união das companhias no setor de saúde, a dança das cadeiras na Petrobras (PETR4), e as informações sobre reunião da Raízen (RAIZ4) com credores, são alguns dos destaques corporativos desta terça-feira (7).

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Confira os destaques corporativos de hoje

Bradesco (BBDC4) e Odontoprev (ODPV3): Acionistas aprovam união entre empresas e novo ticker deve estrear na Bolsa

Os acionistas do Bradesco (BBDC4) e da Odontoprev (ODPV3) deram o sinal verde para o andamento da união entre as companhias no setor de saúde suplementar.

De acordo com comunicados enviados ao mercado na noite de segunda-feira (6), os acionistas de ambas aprovaram a operação em assembleias gerais extraordinárias (AGEs) realizadas na data.

Isso significa que já existe a aprovação definitiva dos acionistas para a combinação de negócios entre da Odontoprev e a Bradesco Gestão de Saúde.

Em fevereiro deste ano, veio à luz do mercado a criação de um conglomerado que reúne todos os negócios de saúde do Bradesco, com a criação da Bradsaúde.

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A nova companhia surge a partir de uma reorganização societária que consolida os negócios de saúde na Odontoprev, companhia da qual o banco agora é acionista direta.

A Odontoprev já formalizou junto à B3 a alteração de seu código de negociação para “SAUD3”, a partir de data que ainda será definida e divulgada, após 30 de abril. Dessa maneira, a companhia deixará o “ODPV3” para trás.

De acordo com o fato relevante da Odontoprev de segunda (6), todas as condições suspensivas as quais a operação esteve sujeita já passaram por verificação, incluindo as autorizações pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) em 30 de março, para a incorporação das ações, e em 2 de abril para a realização da contribuição de ativos.

Petrobras (PETR4) elege novo presidente do conselho e troca diretoria de Logística

A Petrobras (PETR4) informou que seu Conselho de Administração elegeu o conselheiro Marcelo Weick Pogliese, atual secretário da Casa Civil, como presidente do colegiado, depois que Bruno Moretti renunciou ao cargo para ser nomeado ministro do Planejamento e Orçamento.

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Segundo a estatal, a eleição ocorreu em reunião realizada na segunda-feira (6) e o mandato valerá até a próxima Assembleia Geral, que ocorrerá em 16 de abril. Na ocasião, haverá uma nova eleição para escolher os integrantes dos conselhos de administração e fiscal da empresa para o período 2026-2028.

Ainda de acordo com fato relevante da estatal, o conselho também aprovou o encerramento antecipado do mandato do diretor executivo de Logística, Comercialização e Mercados, Claudio Romeo Schlosser, com efeito imediato.

A petrolífera também anunciou que recebeu do seu acionista controlador, a União Federal, a indicação de Guilherme Santos Mello para membro de seu conselho de administração. Segundo a estatal, a indicação foi feita por meio do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI).

Raízen (RAIZ4) tem reunião marcada com credores

Os credores da Raízen (RAIZ4) não gostaram da proposta da companhia de converter 45% da dívida em ações, algo em torno de R$ 29 bilhões, segundo o Valor Econômico.

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De acordo com o site, alguns dos credores da companhia chegaram a enviar uma carta aos acionistas, Cosan e Shell, pedindo um reequilíbrio da proposta para reestruturação.

Uma reunião entre Raízen e credores está marcada para quarta-feira (8) em Nova York, de acordo com o site.

A Raízen teve o pedido de recuperação extrajudicial aceito pela Justiça no dia 12 de março, em um processo que envolve cerca de R$ 65 bilhões em dívidas e já é considerado o maior do tipo no Brasil.

A deterioração financeira da companhia está relacionada ao aumento do endividamento após uma sequência de aquisições e investimentos em novos projetos de energia que não entregaram o retorno esperado, além do impacto do patamar elevado dos juros sobre as despesas financeiras.

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Fleury (FLRY3) define datas de pagamento de R$ 362 milhões em dividendos

O Fleury (FLRY3) divulgou ao mercado a agenda de distribuição dos dividendos aprovados pelo seu conselho de administração em novembro de 2025.

O total da distribuição é de R$ 362 milhões, correspondentes ao valor bruto de R$ 0,66420132870 por ação. De acordo com a agenda, o pagamento se dará da seguinte forma:

  • O montante de R$ 220 milhões, correspondente ao valor bruto por ação de R$ 0,40365826606, excluídas as ações em tesouraria, será pago em 05 de maio de 2026;
  • O montante de R$ 71 milhões, correspondente ao valor bruto por ação de R$ 0,13027153132, excluídas as ações em tesouraria, será pago em 02 de setembro de 2026; e
  • A última parcela de R$ 71 milhões, correspondente ao valor bruto por ação de R$ 0,13027153132, excluídas as ações em tesouraria, será pago em 02 de setembro de 2027.

Vale ressaltar que a data de corte para ter direito a receber os dividendos ocorreu em 2 de dezembro de 2025. Dessa maneira, não é mais possível garantir uma fatia dos valores.

Para os acionistas com ações depositadas na B3, os valores serão creditados conforme procedimentos adotados pela Bolsa, que os repassará aos acionistas titulares por intermédio dos seus agentes de custódia.

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Para os demais acionistas, o pagamento será efetuado de acordo com o cadastro no Banco Bradesco.

Prio (PRIO3) abre terceiro poço em Wahoo, com produção de 10 mil barris/dia

A Prio (PRIO3) informou na segunda-feira (6) a abertura do terceiro poço produtor do campo de Wahoo, cuja produção estabilizou em 10 mil barris de óleo por dia.

Segundo a companhia, a vazão dos poços foi reduzida anteriormente, limitando a produção do campo a 32 mil barris de óleo por dia com três poços produtores.

Após a abertura do quarto poço — prevista para o fim de abril —, a produção do campo deverá ser limitada a 40 mil barris de óleo por dia, afirmou a empresa.

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No último dia 27, a Prio já havia informado a abertura do segundo poço produtor do campo de Wahoo, localizado na Bacia de Campos. Na ocasião, a companhia disse que a produção estabilizou em 12 mil barris de óleo por dia.

Hapvida (HAPV3) anuncia troca de CEO

O CEO da Hapvida (HAPV3), Jorge Pinheiro, anunciou que deixará o comando da companhia após 27 anos para assumir uma posição no conselho de administração. A transição foi comunicada em carta ao mercado e ocorre após críticas recentes à governança da empresa pela gestora Squadra Investimentos.

Pinheiro afirmou que a mudança marca o encerramento de um ciclo e o início de uma nova fase para a companhia. Segundo ele, a empresa entra em 2026 “mais leve e focada”, após concluir as grandes integrações, com prioridade em eficiência, qualidade e experiência do usuário.

O executivo reconheceu, contudo, que os resultados financeiros recentes ficaram abaixo do potencial da companhia. “Poderíamos ter feito mais e melhor. Essa consciência nos move”, afirmou em carta ao mercado.

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MRV&Co (MRVE3) tem geração de caixa de R$ 387 milhões no 1T25

A MRV&Co (MRVE3) fechou o primeiro trimestre com geração de caixa de R$ 387 milhões, em desempenho influenciado pela venda de ativos da operação nos Estados Unidos e pelo resultado da operação de incorporação brasileira, mostraram dados da construtora na segunda-feira (6).

A MRV Incorporação registrou nos primeiros três meses do ano uma geração de caixa de R$96 milhões, acima dos quase R$ 80 milhões registrados no quarto trimestre de 2025 e revertendo o consumo de caixa de R$68,6 milhões um ano antes.

Após ajustes, entre eles a exclusão da cessão de carteira e a mudança de critério de pagamento da Caixa Econômica Federal, em que o depósito do valor das unidades repassadas só é feito após o registro em cartório, a MRV Incorporação registrou um consumo de caixa de R$24,2 milhões.

A MRV&Co ressaltou, porém, que o montante represado na Conta Transitória da Caixa, em função da mudança de critério de pagamento, apresentou uma redução de R$88 milhões no primeiro trimestre ante os três meses anteriores, somando R$240 milhões.

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A companhia ainda registrou um descasamento de 1.518 unidades entre produção (9.747 unidades) e repasse (8.229 unidades) no período.

*Com informações da Reuters

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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