Braskem (BRKM5), Banco do Brasil (BBAS3), Casas Bahia (BHIA3) e outros destaques desta segunda-feira (9)
A aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para entrada da IG4 como acionista na Braskem (BRKM5), o pagamento de proventos pelo Banco do Brasil (BBAS3) e outras empresas, e os esclarecimentos da Casas Bahia (BHIA3) sobre problemas logísticos, são alguns dos destaques corporativos desta segunda-feira (9).
Confira os destaques corporativos de hoje
Braskem (BRKM5) confirma aprovação do Cade à entrada da IG4 como acionista
A Braskem (BRKM5) confirmou nesta sexta-feira (6) que a Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, o ato de concentração relacionado à potencial entrada de um Fundo de Investimento em Participações (FIP) na companhia.
A operação envolve a possível entrada do fundo, sob consultoria especializada da IG4, como acionista direto e/ou indireto da empresa. Caso a operação seja concluída, o FIP assumirá a participação atualmente detida pela Novonor, que está em recuperação judicial.
A transação decorre da aquisição, pelo Shine I Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (Shine I FIDC), de créditos contra empresas do grupo Novonor, atualmente garantidos por alienação fiduciária de ações da Braskem.
A companhia destacou que, com a publicação do despacho da Superintendência-Geral, passa a contar um prazo de 15 dias para eventual avocação do processo pelo tribunal do Cade.
JHSF (JHSF3), Banco do Brasil (BBAS3) e mais 3 empresas pagam dividendos nesta semana
Cinco companhias da bolsa brasileira pagam dividendos e juros sobre capital próprio (JCP) aos acionistas entre os dias 9 a 13 de março.
Na segunda-feira (9), a JHSF realiza pagamento de dividendos de R$ 0,069 para a ação ordinária (JHSF3), com 27 de fevereiro como data de corte.
A Camil também paga dividendos de R$ 0,073 para a ação ordinária (CAML3) no mesmo dia, com base nos acionistas de 2 de fevereiro de 2026.
Na quarta-feira (11), o Banco do Brasil paga juros sobre capital próprio de R$ 0,070 para a ação ordinária (BBAS3), tendo 2 de março de 2026 como data de corte.
Já na sexta-feira (13), duas empresas fazem pagamentos.
- Inter&Co: dividendo de R$ 0,595 para a INBR32, com base na posição de 22 de fevereiro de 2026.
- Bradespar: dividendos de R$ 0,191 por ação ordinária (BRAP3) e de R$ 0,210 por preferencial (BRAP4), com base nos acionistas de 18 de dezembro de 2025. Também serão pagos JCP de R$ 0,614 para BRAP3 e de R$ 0,675 para BRAP4, considerando a mesma data de corte.
| Empresa | Ticker | Tipo de provento | Valor bruto por ação (R$) | Data do pagamento | Data de corte |
|---|---|---|---|---|---|
| JHSF Participações | JHSF | Dividendo | R$ 0,069 | 09/03/26 | 27/02/26 |
| Camil Alimentos | CAML3 | Dividendo | R$ 0,073 | 09/03/26 | 02/02/26 |
| Banco do Brasil | BBAS3 | JCP | R$ 0,070 | 11/03/26 | 02/03/26 |
| Inter&Co | INBR32 | Dividendo | R$ 0,595 | 13/03/26 | 22/02/26 |
| Bradespar | BRAP3 | JCP | R$ 0,614 | 13/03/26 | 18/12/25 |
| Bradespar | BRAP4 | JCP | R$ 0,675 | 13/03/26 | 18/12/25 |
| Bradespar | BRAP3 | Dividendo | R$ 0,191 | 13/03/26 | 18/12/25 |
| Bradespar | BRAP4 | Dividendo | R$ 0,210 | 13/03/26 | 18/12/25 |
Casas Bahia (BHIA3) diz à CVM que está em dia com lojistas e nega problemas logísticos
A Casas Bahia (BHIA3) afirmou na sexta-feira (6) que está em dia com os repasses a lojistas de seu marketplace e negou problemas estruturais em sua operação logística ou financeira após questionamento da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sobre reportagem publicada pelo jornal Valor Econômico.
Em comunicado ao mercado divulgado nesta quinta-feira (5), a companhia disse que respondeu um ofício enviado pela autarquia, que pedia esclarecimentos sobre a matéria intitulada “Exclusivo: Casas Bahia atrasa pagamento a lojistas, adia entregas e recorre aos Correios”.
Segundo a empresa, a reportagem aborda três pontos principais: supostos atrasos em repasses a lojistas, alavancagem e investimentos operacionais, e aumento dos prazos de entrega de mercadorias.
A Casas Bahia afirmou que está “absolutamente corrente” com todos os repasses devidos a lojistas do marketplace. De acordo com o comunicado, eventuais atrasos pontuais registrados no passado ocorreram por questões sistêmicas envolvendo pagamentos via Pix, mas já foram integralmente solucionados.
A empresa também classificou as informações mencionadas na reportagem como “defasadas e desatualizadas”, destacando que mantém o compromisso de realizar repasses pontuais a seus parceiros e fortalecer as operações de comércio eletrônico.
MRV&Co (MRVE3) reverte prejuízo e lucra R$ 116 milhões no 4T25
A MRV&Co (MRVE3), conglomerado que reúne as marcas MRV, Resia, Urba e Luggo, fechou o quarto trimestre (4T25) com lucro líquido ajustado de R$ 116 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 153 milhões registrado no mesmo período do ano anterior.
Apesar do balanço positivo, o grupo encerrou 2025 com prejuízo líquido ajustado de R$ 867 milhões, acima da perda de R$ 128 milhões vista em 2024.
O critério “ajustado”, cabe ressaltar, exclui itens considerados não recorrentes ou sem efeito no caixa, como a recompra de ações da companhia mediante instrumento financeiro derivativo (equity swap).
A MRV Incorporação, principal divisão de negócios da empresa, registrou lucro líquido de R$ 268 milhões no 4T25, uma alta de 243% frente aos R$ 48 milhões reportados um ano antes.
No acumulado de 2025, a unidade apurou um lucro líquido de R$ 611 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 132 milhões em 2023 e superando o saldo positivo de R$ 274 milhões observado em 2024.
Simpar (SIMH3) aprova programa de recompra de ações e instrumentos derivativos
O conselho de administração da Simpar (SIMH3) aprovou um novo programa de recompra de ações da companhia e autorizou a diretoria a firmar instrumentos derivativos de liquidação exclusivamente financeira, sem desembolso imediato de caixa e impacto na alavancagem, mostra fato relevante divulgado ao mercado nesta segunda-feira (9).
A aprovação de um programa de recompra pode ter diversas motivações, como a crença pela empresa de que as ações estão baratas, a distribuição de ações aos executivos como bônus sem a emissão de novos papéis e a geração de valor ao acionista.
No caso dos derivativos, tratam-se de instrumentos financeiros que derivam de outro ativo, podendo ser os juros, moedas, commodities, entre outros. De acordo com o comunicado, no caso da Simpar os derivativos poderão ser referenciados em ações da própria companhia e de suas controladas: Movida (MOVI3), Vamos (VAMO3), JSL (JSLG3) e Automob (AMOB3).
Na prática, isso significa que a companhia não precisa desembolsar caixa para comprar ações, mas, por meio dos derivativos, poderá ter exposição à variação do preço desses ativos, podendo registrar ganhos ou perdas conforme o desempenho das ações.
O programa de recompra e os derivativos compõem estratégia da Simpar de aumentar a sua exposição, ainda que de forma sintética, às ações de emissão da companhia e das suas controladas, tendo em vista o cenário macroeconômico atual.
Além disso, a companhia visa incrementar a estrutura de capital das controladas e dela mesma, bem como a redução do custo de capital, conforme o comunicado.