Embraer (EMBJ3), Azul (AZUL54), Brava Energia (BRAV3) e outros destaques desta quarta-feira (7)
As entregas do quarto trimestre de 2025 da Embraer (EMBJ3), a conclusão da oferta bilionária de ações da Azul (AZUL54) e os dados de produção da Brava Energia (BRAV3) são alguns dos destaques corporativos desta quarta-feira (7).
Confira os destaques corporativos de hoje
Embraer (EMBJ3) quebra mais um recorde em 2025
A Embraer (EMBJ3), que não teve um ano para reclamar, com alta de 65% em 2025, fechou o período com mais uma quebra de recordes, agora de entregas de aviões, ao ‘despachar’ mais 91 aeronaves no quarto trimestre.
O resultado foi superior aos do terceiro trimestre e ao quarto trimestre de 2024, quando as entregas somaram 62 e 75 aeronaves, respectivamente.
No trimestre, foram entregues 32 novos jatos comerciais – 15 do modelo E195-E2, o maior avião do segmento em produção pela Embraer.
Em 2025, a aviação comercial entregou 78 jatos, em linha com as estimativas de 77-85 aeronaves para o ano.
Já a performance da aviação comercial superou o resultado do terceiro trimestre e do quarto trimestre de 2024, quando foram registradas 20 e 31 entregas, respectivamente.
Azul (AZUL54) conclui oferta de ações bilionária como parte de sua reestruturação
A Azul (AZUL54) obteve aprovação de seu conselho de administração para efetivar a oferta pública de distribuição primária de ações ordinárias e preferenciais, protocolada na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no fim de dezembro de 2025.
De acordo com o fato relevante divulgado na noite de terça-feira (6), o aumento de capital da companhia aérea ocorrerá por meio da emissão de 723.861.340.715 novas ações ordinárias, o preço por ação de R$ 0,00013527, e 723.861.340.715 novas ações preferenciais, ao preço por ação de R$ 0,01014509, conforme já anunciado.
Dessa maneira, o montante total da oferta atinge os R$ 7,44 bilhões. Do total, R$ 7,34 bilhões correspondem às ações preferenciais (PN), enquanto R$ 97,9 milhões referem-se às ordinárias (ON).
O novo capital social da Azul é de R$ 14.573.410.376,60, dividido em 1.450.747.686.304 ações, sendo:
- 725.990.305.836 ações ordinárias;
- 724.757.380.468 ações preferenciais, todas nominativas, escriturais e sem valor nominal.
A oferta prioritária teve seu direcionamento para os atuais acionistas da companhia, e a oferta institucional para investidores profissionais.
No processo para melhorar seu balanço, transformando credores em acionistas e reduzindo a dívida em dólar, a aérea caminha no seu processo de reestruturação que deve resultar na saída do processo de recuperação judicial nos Estados Unidos (Chapter 11), que entrou no ano anterior.
Em contrapartida, no entanto, ocorre uma diluição massiva dos acionistas existentes, conforme apontou o Bradesco BBI, em relatório após o anúncio da oferta.
Brava Energia (BRAV3): Produção média cresce 6% em dezembro e 46% em 2025
A Brava Energia (BRAV3) registrou produção média diária de 74,6 mil barris de óleo equivalente (boe) em dezembro de 2026, mostra o relatório de dados não auditados divulgado pela petrolífera nesta quarta-feira (7). O número representa um avanço de 6% ante o mês anterior.
A companhia atribui o resultado do mês ao retorno de Atlanta e Papa-Terra para patamares normalizados de produção, após manutenção programada e intervenções durante o mês de novembro, parcialmente compensado pela parada programada em Parque das Conchas, pela interdição temporária de instalações em Potiguar e a redução na demanda de gás em Manati.
Em dezembro de 2025, a companhia registrou produção média diária de 28,9, mil boe no onshore (em terra firme) e 45,6 mil boe no offshore (em mar).
De acordo com o relatório, a Brava encerrou o ano de 2025 com produção média de 81,3 mil boe por dia, um aumento de 46% em relação ao ano anterior, com destaque para Papa-Terra e Atlanta, que registraram os seus melhores resultados anuais históricos de produção e eficiência operacional.
Smart Fit (SMFT3) acelera expansão e abre 341 academias em 2025
A Smart Fit (SMFT3) encerrou 2025 com a maior expansão anual de sua história, ao adicionar 341 academias à sua rede, um aumento de 12% sobre a ampliação de 305 unidades registrada em 2024, segundo documento apresentado nesta quarta-feira (7).
O número ficou em linha com o guidance divulgado pela companhia, que projetava a abertura de 340 a 360 unidades no ano passado.
Com os novos pontos, a rede passou a contar com 2.084 academias em operação em 16 países ao fim de dezembro. Desse total, 1.683 são próprias, que representam 81% da base, enquanto 401 (19%) operam no modelo de franquias.
Do total adicionado em 2025, 276 são unidades próprias. Em termos geográficos, o Brasil concentrou 161 inaugurações, equivalente a 47% do total, enquanto a região classificada como “Outros Países” respondeu por 110 pontos (32%). O México somou 70 novas academias, ou 21% das adições.
Sabesp (SBSP3) retifica valor por ação dos R$ 1,79 bilhão que pagará em JCP
A Sabesp (SBSP3) retificou o valor por ação dos R$ 1,79 bilhão em juros sobre o capital próprio (JCP) que anunciou em meados de dezembro de 2025, mostra comunicado enviado ao mercado na noite de terça-feira (6).
O ajuste nos cálculos reflete a estrutura da companhia após o aumento de capital aprovado em reunião do conselho de administração realizada em 18 de dezembro de 2025. Além disso, desconsidera as 3.554.430 ações ordinárias mantidas em tesouraria.
Dessa maneira, o valor bruto por ação foi corrigido de R$ 2,63053993 para R$ 2,567766478. O pagamento está marcado para 30 de abril deste ano.
Farão jus aos proventos os acionistas com posição acionária na companhia em 23 de dezembro de 2025. Desde o dia 26 de dezembro do mesmo ano, as negociações ocorrem “ex-direito”.
Usiminas (USIM5): Cade aprova compra de fatia da siderúrgica pela Ternium
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou sem restrições a compra pela Ternium de todas as ações da Usiminas (USIM5) detidas pelo Grupo NSC, composto pela Nippon Steel e Mitsubishi, mostra comunicado da siderúrgica enviado ao mercado nesta quarta-feira (7).
Firmado em novembro de 2025, o acordo prevê a compra pela Ternium de 153.135.207 ações vinculadas ao acordo de acionistas detidas pelo Grupo NSC, que representam 31,67% do total das ações vinculadas e 21,71% do total de ações ordinárias da Usiminas.
O preço por ação é de aproximadamente US$ 2,06, conforme acordado entre as partes para as operações de opções, definidas em acordo de acionistas de 2023.
Já à época do anúncio da operação, a Previdência Usiminas e os restantes membros do Grupo T/T (Ternium Argentina, Prosid Investments e Confab Industrial) deram sinal positivo à operação, sem exercício de sua preferência.
Sequoia (SEQL3) aprova aumento de capital de R$ 105,9 milhões
A Sequoia Logística (SEQL3) aprovou um aumento de capital no valor de R$ 105,9 milhões, decorrente da conversão facultativa de debêntures em ações, mostra comunicado divulgado ao mercado nessa terça-feira (6).
A operação foi deliberada pelo conselho de administração em 29 de dezembro de 2025 e ocorreu dentro do limite de capital autorizado da companhia, com exclusão do direito de preferência dos acionistas.
Com a conversão, foram emitidas 601.569 ações ordinárias, ao preço de R$ 0,88 cada, considerando valores ex-grupamento.
Os papéis são nominativos, escriturais e sem valor nominal, e passam a ter os mesmos direitos dos demais já em circulação.
Axia (AXIA3) vai tentar derrubar liminar sobre provisionamento para PLR
A Axia Energia (AXIA3), anteriormente conhecida como Eletrobras, afirmou na terça-feira que vai recorrer de liminar que determinou que a empresa provisione R$ 750 milhões relacionados à participação nos lucros e resultados (PLR) de funcionários.
“A companhia adotará todas as medidas judiciais cabíveis para buscar a revogação da decisão liminar – a qual foi deferida parcialmente – e, ao final, a improcedência dos pedidos formulados”, afirmou a empresa em comunicado ao mercado que responde a questionamento da B3 sobre reportagem publicada pelo jornal Valor Econômico em 2 de janeiro que cita a cifra.
“As ações partem de premissas que não são compatíveis com o tratamento jurídico-societário e contábil aplicável às operações citadas, uma vez que a bonificação de ações não se confunde com distribuição de dividendos”, acrescentou a companhia.
Méliuz (CASH3) recebe auto de infração de R$ 30,7 milhões da Receita Federal e contesta
O Méliuz (CASH3) informou ao mercado nesta quarta-feira (7) que tomou conhecimento de autuação pela Receita Federal por glosa de créditos de PIS e Cofins relativos ao exercício de 2021, no valor de R$ 30,7 milhões. Do montante, R$ 13,6 milhões correspondem ao valor principal e R$ 17,1 milhões, a multas e juros.
A glosa de crédito ocorre quando o Fisco desconsidera créditos tributários utilizados pelo contribuinte, impedindo uma compensação ou restituição.
O PIS e o Cofins são contribuições federais que incidem sobre a receita, e empresas podem deduzir ou aproveitar créditos em determinadas operações. O questionamento pode ocorrer se o órgão avaliar que não houve cumprimento de todos os requisitos legais.
A companhia afirma no fato relevante discordar integralmente do entendimento da Receita Federal e entende possuir fundamentos jurídicos sólidos e consistentes para defender sua posição, contando, inclusive, com precedentes favoráveis.
“Ressalta-se que o modelo de negócios do Méliuz foi desenvolvido de forma pioneira no mercado brasileiro, o que confere à matéria características específicas”, diz o fato relevante.
*Com informações da Reuters