TIM (TIMS3), Hapvida (HAPV3), Evertec (EVTC31) e outros destaques desta terça-feira (3)
O anúncio da Evertec (EVTC31) sobre a aquisição da Dimensa, empresa de infraestrutura para o mercado financeiro da Totvs (TOTS3) e B3 (B3SA3), a confirmação da TIM (TIMS3) quanto às trativas com a IHS Fiber Brasil para possível recompra da I-Systems e a entrega do imóvel onde funcionava o Hospital Nova Serrana (MG) pela Hapvida (HAPV3) são alguns dos destaques corporativos desta terça-feira (3).
Confira os destaques corporativos de hoje
Evertec (EVTC31) compra a Dimensa, da Totvs (TOTS3) e B3 (B3SA3)
A multinacional de tecnologia financeira Evertec (EVTC31) anunciou na segunda-feira (2) a compra da joint-venture Dimensa, formada a partir de ativos da Totvs (TOTS3) e B3 (B3SA3), por R$ 950 milhões.
A Dimensa foi criada em 2021 pela empresa de software corporativo Totvs (67,5%) e pela operadora da bolsa de valores de São Paulo, B3 (32,5%). A companhia oferece serviços de processamento de cartões, análise de crédito e sistemas de gestão bancária. A empresa atende mais de 15 mil instituições financeiras e possui cerca de 1.000 funcionários no Brasil.
O anúncio veio seis meses após a Evertec comprar 75% de participação na brasileira Tecnobank, em uma transação de R$ 787 milhões.
A aquisição da Dimensa representa a quarta aquisição da Evertec no país, após a integração da PaySmart e da Sinqia em 2023 e a aquisição da Tecnobank em 2025.
TIM (TIMS3) confirma negociações com a IHS Fiber Brasil para possível recompra da I-Systems
A TIM (TIMS3) confirmou na segunda-feira (2) que mantém tratativas não vinculantes com a IHS Fiber Brasil relacionadas à potencial aquisição de participação na I-Systems. A empresa destacou, porém, que, até o momento, não há acordo sobre preço, estrutura da operação ou estimativa de prazo para eventual conclusão.
Segundo a agência Reuters, a operadora brasileira de telecomunicações estaria em negociações para recomprar uma fatia de 51% da rede de fibra óptica I-Systems, em um negócio que poderia alcançar cerca de US$ 170 milhões, o equivante a R$ 900 milhões. A operação daria à TIM o controle operacional total da empresa, de acordo com fontes da agência.
A TIM havia vendido essa participação em 2021, quando a empresa ainda se chamava FiberCo, para a IHS Towers, companhia independente de infraestrutura de comunicações.
Em fato relevante, a TIM afirmou que avalia de forma contínua alternativas estratégicas que possam contribuir para o fortalecimento de seus serviços de banda larga e para o aprimoramento de sua infraestrutura de telecomunicações, com foco em eficiência e qualidade.
Hapvida (HAPV3) entregará imóvel onde funcionava Hospital Nova Serrana (MG) à Prefeitura da cidade
A Hapvida (HAPV3) informou que entregará à Prefeitura Municipal de Nova Serrana, em Minas Gerais, o imóvel onde funcionou o Hospital Nova Serrana. A entrega será feita mediante o recebimento de aproximadamente R$ 41,2 milhões.
Segundo a operadora de saúde, a entrega do imóvel não afetará o seu atendimento na localidade, visto que a unidade está desativada desde setembro de 2025. Ou seja, os beneficiários da região já recebiam atendimento de outras unidades assistenciais das redes própria e credenciada.
Azul (AZUL53) lança oferta de ações para captar até R$ 5 bilhões em meio à reestruturação nos EUA
A Azul (AZUL53) protocolou pedido de registro de oferta pública de distribuição primária de ações ordinárias na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A operação pode movimentar até R$ 5 bilhões, de acordo com as estimativas divulgadas pela empresa.
Segundo a aérea, a oferta faz parte do plano de reestruturação da companhia nos Estados Unidos, conduzido sob o Chapter 11, e tem como objetivo tanto a captação de novos recursos quanto a capitalização de créditos ligados ao financiamento DIP (Debtor in Possession, em inglês).
A operação será voltada aos acionistas da empresa, via oferta primária, e a investidores profissionais, no âmbito da oferta institucional. Também haverá colocação privada das ações no exterior.
Na prática, a oferta visa transformar parte do endividamento ligado ao processo de recuperação judicial em capital próprio e trazer investidores de perfil institucional e de longo prazo para viabilizar o plano. Para acionistas, a principal implicação é a diluição potencial.
Fleury (FLRY3) aprova recompra de até 2,3 milhões de ações
O Grupo Fleury (FLRY3) anunciou a aprovação do programa de recompra pelo seu conselho de administração envolvendo até 0,42% do total de ações da empresa e até 0,52% das ações em circulação, segundo fato relevante divulgado na noite desta segunda-feira (2).
A companhia prevê recomprar até 2.300.000 de ações em um programa de 12 meses, com o objetivo de lastrear o plano de ações diferidas e o plano de matching da companhia.
As ações recompradas poderão ser mantidas em tesouraria, alienadas ou canceladas sem redução do capital social da companhia, acrescentou a Fleury.
“O Conselho de Administração entende que a situação financeira atual da Companhia é compatível com a execução do Programa de Recompra nas condições aprovadas, não vislumbrando nenhum impacto no cumprimento das obrigações assumidas, nem no pagamento de dividendos obrigatórios”, informou a empresa.
CPFL Energia (CPFE3) aprova incorporação da CPFL Geração pela CPFL Brasil
A CPFL Energia (CPFE3) aprovou a incorporação da CPFL Geração pela CPFL Brasil em assembleias gerais das sociedades envolvidas na operação.
A incorporação faz parte da reorganização societária do Grupo CPFL. Com o movimento, todo o patrimônio líquido da CPFL Geração passará para a CPFL Brasil.
C&A (CEAB3) informa que Morgan Stanley passa a deter 4,9% das ações da companhia
A C&A (CEAB3) informou que o Morgan Stanley passou a deter 4,9% do total de ações da companhia, segundo comunicado. Em correspondência anexada ao comunicado, o Morgan Stanley disse que não objetiva alterar a composição do controle ou estrutura administrativa da companhia.
CSN (CSNA3): Fitch rebaixa empresa para “BB-“
A agência de recomendação de crédito Fitch rebaixou nesta segunda-feira os IDRs (Issuer Default Ratings) da CSN (CSNA3) de “BB” para “BB-“, e seu rating nacional de longo prazo de “AAA(bra)” para “AA-(bra)”, além de ter colocado todos os ratings em observação negativa, removendo a observação metodológica.
“O rebaixamento reflete os índices de alavancagem bruta e líquida persistentemente altos da CSN, os desafios da empresa para reverter a geração negativa de fluxo de caixa livre (FCF) e os altos riscos de refinanciamento da holding”, afirmou a Fitch.
Já a observação negativa se deve aos riscos de mais ações negativas de rating se as medidas para refazer a estrutura de capital da CSN por meio de desinvestimentos não forem completamente implementadas.
*Com informações de Reuters e Estadão Conteúdo