Petrobras (PETR4), Azul (AZUL53) Banco Master e outros destaques desta quarta-feira (14)
A produção da Petrobras (PETR4) no campo de Tupi, o capital da Azul (AZUL53) após conversão do bônus de subscrição e a nova operação da Polícia Federal contra Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, são alguns dos destaques corporativos desta quarta-feira (14).
Confira os destaques corporativos de hoje
Petrobras (PETR4) volta a produzir 1 milhão de barris por dia no campo de Tupi
A Petrobras (PETR4) voltou a produzir acima de 1 milhão de barris por dia no campo de Tupi, no pré-sal da Bacia de Santos, como resultado de investimentos para recuperar produtividade do ativo, disse a presidente da petroleira, Magda Chambriard, na terça-feira (13).
O patamar foi alcançado na última sexta-feira, após a Petrobras ter interligado onze poços em Tupi ao longo de 2025, somando um total de 150 poços perfurados no ativo.
“Isso é resultado de um esforço da companhia e do time da empresa que pegou um Tupi — que já foi o maior do Brasil, mas estava em declínio e foi ultrapassado por Búzios — e trouxe de volta a esse patamar”, afirmou Chambriard à Reuters.
“É o resgate de um símbolo para o Brasil, e a Petrobras sempre busca mais”, acrescentou.
O patamar de 1 milhão de barris por dia no campo havia sido alcançado pela primeira vez em 2019.
Capital da Azul (AZUL53) poderá alcançar até R$ 15,7 bilhões após conversão de bônus de subscrição
A companhia aérea Azul (AZUL53) anunciou na terça-feira (13) que seu capital social poderá chegar a R$ 15,7 bilhões após a conversão de bônus de subscrição de ações em operação que faz parte de plano de recuperação judicial da empresa.
A companhia afirmou em fato relevante ao mercado que registrou a intenção de exercício por investidores de 6,198 bilhões de bônus de subscrição de ações preferenciais da empresa e necessidade de emissão de até 96,3 bilhões de novas ações preferenciais.
Além disso, a Azul afirmou que recebeu pedidos de exercício de 445,47 bilhões de bônus de subscrição de ações preferenciais, “que ensejarão a emissão de 6,92 bilhões de novas ações preferenciais” e 450,2 bilhões de bônus de subscrição de papeis ordinários que necessitarão a emissão de 10,39 trilhões de novas ações da empresa.
Com isso, o capital social da empresa de até R$ 15,7 bilhões será dividido em até 591,9 trilhões de ações ordinárias, considerando a conversão obrigatória de papeis preferenciais em ordinários aprovada na segunda-feira.
Banco Master: PF faz nova operação contra Daniel Vorcaro
A Polícia Federal (PF) realiza, na manhã desta quarta-feira (14), buscas em endereços ligados a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, na segunda fase da operação Compliance Zero, que apura um esquema de fraudes na instituição financeira.
Ao todo, são cumpridos 42 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), com bloqueio de valores e bens, como carros e relógios, que somam mais de R$ 5,7 bilhões.
As ordens judiciais têm como foco endereços nos estados de São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.
De acordo com informações da agência de notícias Reuters e do Estadão, alguns parentes de Vorcaro, como a irmã dele, seu cunhado e um primo, estão entre os alvos da ação.
O fundador e ex-executivo da Reag Investimentos, João Carlos Mansur, e o investidor Nelson Tanure também estariam.
BRB vai mudar conselho após operação envolvendo Banco Master e indicações do governo do DF
O Banco de Brasília (BRB) convocou uma assembleia geral extraordinária para deliberar sobre mudanças em seu conselho de administração, após o governo do Distrito Federal — acionista controlador da instituição — indicar novos nomes para o colegiado. A votação está marcada para o dia 19 de fevereiro de 2026, às 10h, em formato totalmente digital.
Segundo comunicados divulgados ao mercado na noite de terça-feira (13), os acionistas irão apreciar as indicações de Edison Antônio Costa Britto Garcia, Joaquim Lima de Oliveira e Sérgio Ricardo Miranda Nazaré para compor o conselho. As posses ocorrerão após a conclusão dos trâmites de governança exigidos pela companhia.
A movimentação ocorre cerca de dois meses depois de uma operação da Polícia Federal que envolveu dirigentes do Banco Master e do próprio BRB. As investigações apuram suspeitas de um esquema que poderia ter provocado prejuízos superiores a R$ 10 bilhões à instituição financeira pública, o que aumentou a atenção do mercado sobre a governança do banco.
Vendas líquidas da Moura Dubeux (MDNE3) crescem 34% no 4T25
A incorporadora Moura Dubeux (MDNE3) registrou crescimento de 34,1% nas vendas e adesões líquidas no quarto trimestre de 2025 (4T25), alcançando R$ 698 milhões, e disse que está avaliando uma potencial oferta de ações que poderia chegar a R$ 500 milhões.
Segundo relatório divulgado na noite de quarta-feira (13), as vendas da construtora encerraram 2025 com volume recorde de R$ 3,51 bilhões, representando crescimento de 47% em relação a 2024.
Durante o quarto trimestre, o grupo lançou 3 projetos que totalizaram um valor geral de vendas (VGV) líquido de R$ 988,4 milhões, mais do que o dobro dos R$ 460 milhões registrados no mesmo período em 2024.
No ano, foram lançados 17 empreendimentos, com VGV líquido de R$ 4,59 bilhões.
Já o índice de vendas sobre oferta (VSO) líquidas, um indicador da velocidade das vendas, foi de 16,8% no 4T25, recuando 2,7 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano anterior.
SLC Agrícola (SLCE3) anuncia ajuste do preço final da aquisição da Sierentz Agro Brasil
A SLC Agrícola (SLCE3) anunciou nesta terça-feira (13) que o preço final de compra da Sierentz Agro Brasil foi ajustado de US$ 135,244 milhões para US$ 129 milhões.
Em primeiro de julho de 2025 foi realizado o pagamento da primeira parcela, correspondente a 60% do valor da transação no montante de US$ 81,146 milhões, que correspondeu a R$ 442,338 milhões na data do desembolso.
Como o valor total da transação foi reduzido, o valor pago a maior será descontado da segunda parcela. A segunda parcela será paga em abril de 2026 e a terceira em abril de 2027.
No fim de 2025, a SLC aprovou, em Assembleia Geral Extraordinária (AGE) um aumento de capital social no valor de R$ 914,2 milhões, por meio de bonificação de ações aos acionistas.
JBS (JBSS32) vende participação em joint venture de snacks de carne
A JBS (JBSS32) vendeu sua participação na Meat Snack Partners, uma joint venture mantida com a Jack Link’s desde 2010, conforme documento enviado ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), na terça-feira (13).
A Jack Link’s adquiriu a totalidade da participação de 50% que a JBS detinha na Meat Snack, obtendo o controle total da empresa. Nenhum detalhe financeiro foi divulgado.
A JBS e os controladores pediram ao Cade aval à venda em rito acelerado.
MRV Incorporação (MRVE3) fecha 4º tri com alta em vendas e geração de caixa ajustada de R$ 102 milhões
A MRV&Co (MRVE3) reportou na terça-feira (13) que sua unidade MRV Incorporação teve vendas líquidas de R$ 2,76 bilhões nos últimos três meses do ano passado, alta de 5,9% em relação ao mesmo período de 2024 e expansão de 17,8% no trimestre.
De acordo com a prévia operacional da construtora, os lançamentos da divisão – que inclui as marcas MRV e Sensia – somaram quase R$ 2,85 bilhões, queda de 3% ano a ano, mas alta de 20,9% frente ao trimestre imediatamente anterior.
O valor médio das vendas ficou em R$ 264 mil, de R$ 254 mil um ano antes e R$267 mil no terceiro trimestre.
Também referindo-se à MRV Incorporação, a companhia afirmou que a geração de caixa ajustada alcançou R$102,3 milhões no quarto trimestre, de R$14,2 milhões no terceiro e R$262,6 milhões um ano antes.
Rio Tinto contrata três bancos para assessorar na possível aquisição da Glencore
A Rio Tinto contratou o JPMorgan e dois outros consultores para sua potencial aquisição da Glencore, um negócio que poderia criar a maior mineradora do mundo no valor de mais de US$ 200 bilhões, disse à Reuters uma fonte com conhecimento da situação.
Os outros bancos que a Rio Tinto contratou são o Evercore e o grupo australiano de serviços financeiros Macquarie, disse a pessoa. As posições são altamente valorizadas, já que os bancos disputam uma parte dos possíveis mais de US$100 milhões em honorários de consultoria que tal negócio poderia gerar.
A possível transação representa a mais recente tentativa de consolidação no setor global de mineração, já que as empresas correm para garantir reservas de metais, incluindo cobre, necessárias para a transição energética e a inteligência artificial.
*Com informações da Reuters