Petrobras (PETR4), Cosan (CSAN3), Moura Dubeux (MDNE3) e outros destaques desta sexta-feira (6)
Os resultados do quarto trimestre de 2025 e remuneração da Petrobras (PETR4), o anúncio da Cosan (CSAN3) sobre IPO da controlada Compass e os dividendos da Moura Dubeux Engenharia (MDNE3), são alguns dos destaques corporativos desta sexta-feira (6).
Confira os destaques corporativos de hoje
Petrobras (PETR4) lucra R$ 15,6 bilhões no quarto trimestre de 2025
A Petrobras (PETR4) registrou lucro líquido de R$ 15,6 bilhões no quarto trimestre de 2025, revertendo o prejuízo de R$ 16,9 bilhões registrado no mesmo período do ano anterior. Na comparação com o terceiro trimestre, porém, o resultado representa uma queda significativa frente aos R$ 32,8 bilhões apurados anteriormente.
A receita de vendas somou R$ 127,4 bilhões no período, praticamente estável em relação ao terceiro trimestre, quando foi de R$ 127,9 bilhões. Na comparação anual, houve crescimento frente aos R$ 121,3 bilhões registrados no quarto trimestre de 2024.
Apesar do Brent mais fraco no período, a Petrobras afirma que a receita foi sustentada por volumes robustos e pela dinâmica comercial. “O trimestre refletiu maior volume de petróleo vendido e exportações em nível elevado, além de maiores vendas de derivados no mercado interno”, diz a companhia no relatório.
Do lado negativo, a estatal ressalta que “a queda de 7,8% do Brent no trimestre e as menores vendas de derivados no mercado doméstico — principalmente pela sazonalidade do diesel — pressionaram o desempenho”.
O lucro bruto consolidado ficou em R$ 58,5 bilhões, levemente acima de um ano antes, mas abaixo do trimestre anterior.
Petrobras (PETR4) pagará R$ 8,1 bilhões em dividendos
A Petrobras (PETR4) informou nesta quinta-feira (5) que seu conselho de administração aprovou o encaminhamento à assembleia de acionistas da proposta de distribuição de R$ 8,1 bilhões em remuneração aos acionistas, referentes ao quarto trimestre de 2025.
A proposta será analisada na Assembleia Geral Ordinária (AGO) marcada para 16 de abril de 2026.
Caso a proposta seja aprovada, os proventos serão pagos em duas parcelas, ambas na forma de juros sobre capital próprio: R$ 0,31311454 por ação em 20 de maio de 2026; R$ 0,31311454 por ação em 22 de junho de 2026.
Assim, o total será de R$ 0,62622908 por ação ordinária e preferencial em circulação.
Os valores ainda serão atualizados pela variação da Selic desde 31 de dezembro de 2025 até as datas de pagamento, com incidência de imposto de renda sobre a atualização monetária, conforme a legislação.
Cosan (CSAN3): Compass apresenta pedido de IPO no Brasil
A Cosan (CSAN3) informou ao mercado na noite de quinta-feira (5) o pedido de registro de oferta pública de distribuição secundária de ações da Compass, uma de suas controladas. Se bem-sucedido, esse será o primeiro IPO no Brasil desde setembro de 2021, quando a Vittia (VITT3) abriu capital.
De acordo com o fato relevante, a Compass também apresentou um pedido de migração para o segmento especial de listagem do Novo Mercado da B3, que representa o mais elevado padrão de governança corporativa do mercado brasileiro.
Em fevereiro, a holding já havia anunciado estar avaliando a realização do IPO.
O movimento ocorre em um momento em que a Cosan vem promovendo ajustes em seu portfólio e reforçando o discurso de disciplina financeira, após período marcado por volatilidade das ações e questionamentos sobre o nível de alavancagem consolidado do grupo.
A Compass concentra os ativos de gás natural e energia da Cosan, incluindo participação na Comgás e operações de comercialização e infraestrutura, e é vista como um dos negócios mais estáveis da holding.
Moura Dubeux (MDNE3) anuncia R$ 100 milhões em dividendos
A Moura Dubeux Engenharia (MDNE3) anunciou, na manhã desta sexta-feira (6), que realizará, no dia 13 de março, a distribuição de R$ 100 milhões em dividendos aos acionistas.
Segundo o comunicado divulgado ao mercado, o valor corresponde ao pagamento conjunto da primeira e da segunda parcela de proventos aprovados pela companhia no final do ano passado.
Na próxima semana, os investidores receberão R$ 1,183670 por ação ordinária, considerando a posição acionária de 30 de dezembro de 2025.
O repasse faz parte de um programa anunciado pela empresa em dezembro. Na ocasião, o conselho de administração da Moura Dubeux aprovou o pagamento de R$ 351 milhões em dividendos, o equivalente a cerca de R$ 4,1626 por papel, com base nas informações financeiras do terceiro trimestre de 2025 (3T25).
O montante foi dividido em sete prestações e será pago entre o primeiro trimestre deste ano (1T26) e o terceiro trimestre de 2027 (1T27).
Embraer (EMBJ3): Lucro recua no 4T25 e atinge R$ 832 milhões
A Embraer (EMBJ3) reportou lucro líquido ajustado de R$ 832 milhões referente ao quarto trimestre de 2025 (4T25), mostra relatório de resultados divulgado nesta sexta-feira (6). A cifra representa um recuo ante o resultado de R$ 1,04 bilhão registrado no mesmo período no ano anterior.
O montante ficou abaixo da expectativa do mercado. Consenso reunido pela Bloomberg apontava para um lucro líquido de US$ 162 milhões no período.
O Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado, que mede o desempenho operacional, foi de R$ 1,61 bilhão, também abaixo do desempenho no quarto trimestre de 2024, quando teve Ebitda de R$ 1,95 bilhão.
A margem Ebitda ajustada atingiu 11,2%, abaixo do desempenho do mesmo período do ano passado, de 14,2%, e levemente abaixo dos 11,7% registrados no último trimestre.
Já o Ebit (lucros antes de juros e impostos) ajustado da fabricante de aeronaves brasileira também encolheu, totalizando R$ 1,24 bilhão no 4T25, ante R$ 1,58 bilhão no mesmo período em 2024.
Brava Energia (BRAV3): Produção média diária cresce para 79,5 mil barris de óleo equivalente
A Brava Energia (BRAV3) registrou produção média diária de 79,5 mil barris de óleo equivalente (boe/d) em fevereiro, mostra o relatório de dados não auditados divulgado pela petrolífera nesta sexta-feira (6). O número representa um avanço ante os 74,1 mil boe/d do mês anterior.
Da produção total, 26,9 mil boe/d se referem à produção onshore (em terra), enquanto 52,4 mil boe/d vêm do offshore (no mar).
A produção de óleo da companhia, que é resultado da fusão entre a 3R Petroleum e a Enauta, ficou em 63,9 mil barris por dia em fevereiro, enquanto a produção de gás natural atingiu 15,6 mil barris equivalentes por dia.
A Brava destaca que a queda de produtividade observada nos últimos meses no ativo Potiguar é reflexo da interdição de instalações na região, decorrente da auditoria concluída pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) em outubro de 2025.
Oncoclínicas (ONCO3): Bruno Ferrari renuncia à presidência e conselho elege CEO interino
A Oncoclínicas (ONCO3) informou na quinta-feira (5) que o fundador da companhia, Bruno Ferrari, renunciou ao cargo de diretor-presidente. Segundo a companhia, o conselho aprovou por unanimidade a eleição de Carlos Gil Moreira Ferreira para assumir o cargo de diretor-presidente de forma interina, até a conclusão do processo de sucessão de Ferrari.
Ferrari ocupava a presidência desde 19 de outubro de 2021, período em que liderou o processo de crescimento orgânico e inorgânico da empresa. Apesar da saída do comando executivo, ele permanecerá como vice-presidente do conselho de administração da companhia.
Segundo a companhia, o CEO interino é médico oncologista e integra a Oncoclínicas desde 2018, quando assumiu a presidência do Instituto Oncoclínicas. Desde 2021, ele também exerce a função de diretor médico da companhia.
A companhia, que passa por uma reestruturação, confirmou em janeiro que contratou a consultoria Spencer Stuart para selecionar potenciais candidatos para ocupar a posição de CEO.
Alpargatas (ALPA4) tem lucro de R$ 197 mi no 4º tri
A Alpargatas (ALPA4) anunciou na quinta-feira (5) lucro líquido de R$ 197 milhões no quarto trimestre de 2025 ante resultado praticamente nulo um ano antes, com expansão de receita e redução no custo dos produtos vendidos, segundo balanço da dona da marca Havaianas.
A companhia teve um resultado operacional medido pelo Ebitda, ou lucro antes de juros, impostos e depreciação, ajustado de R$ 211 milhões ante R$ 36 milhões um ano antes. A margem ajustada passou de 3,2% para 16,8%, enquanto Havaianas evoluiu de 2,7% para 17,1%.
A companhia teve receita líquida 11,8% maior no período, a R$ 1,26 bilhão, e o custo dos produtos vendidos caiu quase 17%, a R$623 milhões.
A Alpargatas conseguiu elevar o volume de vendas da Havaianas em mercados fora do Brasil em 82,5%, embora no país a venda tenha recuado 2,2%. O destaque foi nos Estados Unidos, onde o volume passou de 300 mil pares para 1,2 milhão.
Simpar levanta até R$ 2 bilhões em aumento de capital com apoio do BNDES
A Simpar (SIMH3) aprovou um aumento de capital privado que pode movimentar entre R$ 1,4 bilhão e R$ 2 bilhões, com participação da BNDES Participações (BNDESPar), da sua controladora JSP e de investidores institucionais, segundo fato relevante divulgado na quinta-feira (5).
A operação ocorre em conjunto com novas capitalizações da Vamos (VAMO3) e da Movida (MOVI3), suas subsidiárias, que também receberam sinal verde de seus conselhos de administração, em uma estratégia mais ampla de reforço da estrutura de capital do grupo Simpar.
No caso da Simpar, o aumento prevê a emissão de entre 124,5 milhões e 177,9 milhões de novas ações, ao preço de R$ 11,24 por papel, com captação mínima de R$ 1,4 bilhão.
A BNDESPar assumiu compromisso de investir entre R$ 600 milhões e cerca de R$ 679,7 milhões na companhia. A controladora JSP poderá aportar entre R$ 188 milhões e R$ 300 milhões, enquanto investidores institucionais se comprometeram com R$ 500 milhões.
CPFL (CPFE3) tem lucro no 4º tri, anuncia R$ 4,3 bi em dividendos e investimentos até 2030
A CPFL (CPFE3) está conseguindo manter resultados financeiros sólidos, apesar das elevadas perdas na área de geração de energia, e aprovou um plano de investimentos recorde de R$ 31,1 bilhões até 2030, com foco na distribuição de energia, disse à Reuters o CEO da companhia.
A elétrica controlada pela chinesa State Grid anunciou nesta quinta-feira (5) um lucro líquido de R$ 1,565 bilhão no quarto trimestre de 2025, leve queda de 0,6% na comparação anual, mas acima da expectativa média de analistas, de R$ 1,3 bilhão, conforme estimativa IBES, da LSEG.
Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da companhia subiu 4,0% na base anual, para R$ 3,41 bilhões, superando a previsão do mercado de R$ 3,15 bilhões.
Eneva (ENEV3) reverte prejuízo e tem lucro líquido de R$ 57 mi no 4º tri
A Eneva (ENEV3) teve lucro líquido de R$ 57 milhões no quarto trimestre de 2025 versus prejuízo de R$ 1,066 bilhão no mesmo período de 2024, informou a companhia em relatório financeiro na quinta-feira (5).
O Ebitda ajustado, por sua vez, somou R$ 1,49 bilhão no último trimestre de 2025, ante R$ 1,24 bilhão no mesmo período do ano anterior.
O resultado foi impulsionado principalmente pelo desempenho operacional dos ativos, afirmou a companhia, com destaque para o despacho “no mérito” das usinas do Complexo Parnaíba (MA), a antecipação dos contratos regulados do leilão de reserva de capacidade de 2021 (LRCAP 2021) das UTEs Viana, Geramar I e II e Parnaíba IV, além do avanço do negócio de comercialização de gás fora da malha (off-grid).
Gol (GOLL54): Oferta total em fevereiro tem alta de 14,9% em relação a igual mês de 2025
A oferta total (ASK) da Gol (GOLL54) aumentou em 14,9% em fevereiro deste ano, quando comparado com igual mês de 2025. Já o total de assentos cresceu em 10,4% e o número de decolagens cresceu em 10,5%, informou a companhia nesta quinta-feira, 05, em seus resultados prévios de tráfego.
A empresa aérea destaca também para a demanda total (RPK), que subiu 15,1% na comparação anual, além da taxa de ocupação, que foi 83,2% em fevereiro, leve crescimento de 0,2 ponto porcentual maior em relação ao ano anterior.
De acordo com a Gol, o mercado doméstico também apresentou alta em fevereiro ante igual mês de 2025, com a oferta (ASK) avançando 17,6% e a demanda (RPK), 18,7%. A taxa de ocupação doméstica alcançou 82,7%, 0,7 ponto porcentual acima de fevereiro do ano anterior. Já o volume de decolagens aumentou 10,7% e o total de assentos cresceu 10,5%.
Alupar (ALUP11) tem lucro líquido regulatório de R$ 340 milhões no 4T25, alta de 51,1%
A transmissora Alupar (ALUP11) registrou lucro líquido regulatório de R$ 340 milhões no quarto trimestre deste ano. O valor representa um avanço de 51,1% na comparação com igual período de 2024, quando obteve R$ 225 milhões. No ano, o lucro líquido regulatório foi de R$ 1,28 bilhão, alta anual de 19,3%.
Já o lucro líquido consolidado IFRS foi de R$ 431,5 milhões de outubro a dezembro, montante que equivale a uma alta anual de 3,2%.
O critério regulatório, porém, costuma ser mais usado por avaliar melhor o fluxo de caixa da empresa, já que o resultado em IFRS traz a valor presente todas as receitas futuras garantidas pelos contratos de concessão. No ano todo, o lucro líquido IFRS foi de R$ 1,73 bilhão, redução de 6,8% ante 2024.
Ainda no quarto trimestre de 2025, a empresa registrou lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebtida, na sigla em inglês) regulatório de R$ 709,4 milhões, aumento de 8,5% frente ao verificado em igual etapa do ano passado. Já o Ebitda IFRS foi de R$ 782,6 milhões, ampliação de 0,3% sobre o valor obtido em período equivalente de 2024.
Lucro do Fleury (FLRY3) cresce quase 15% no ano, para R$ 96,3 milhões
O grupo de medicina diagnóstica Fleury (FLRY3) reportou na quinta-feira (5) lucro líquido de R$ 96,3 milhões no quarto trimestre do ano passado (4T25), crescimento de 14,7% em relação ao mesmo período de 2024, com expansão de dois dígitos em receitas e manutenção de margem operacional.
A receita bruta da companhia aumentou 12,2% ano a ano, a R$2,2 bilhões, com a receita de serviços ao consumidor (B2C) crescendo 13,4% — ou 10,2% em termos orgânicos. Na operação com outras empresas (B2B), subiu 4,1%.
A marca Fleury registrou uma alta de 8,6% na receita, enquanto as demais marcas no Estado de São Paulo tiveram aumento de 25,5%, sendo 12% orgânico, enquanto a receita em Minas Gerais subiu 21,3% (14,4% orgânico). No Rio de Janeiro, cresceu 14,1%.
A linha de despesas operacionais e equivalência patrimonial mostrou alta de 9%, para R$275,4 milhões, mas recuou como percentual da receita líquida para 13,4% no quarto trimestre de 2025, de 13,7% no mesmo período do ano anterior.
O resultado operacional medido pelo Ebitda somou R$ 455,9 milhões, alta de 12,5% ano a ano, com a margem nessa métrica ficando em 22,1%, de 22% um ano antes. Projeções compiladas pela LSEG apontavam Ebitda de R$453 milhões.
Tenda (TEND3): Lucro líquido quintuplica e atinge R$ 104,6 milhões
A Tenda (TEND3), uma das maiores construtoras do Minha Casa Minha Vida (MCMV), teve lucro líquido consolidado de R$ 104,6 milhões no quarto trimestre de 2025. O resultado equivale a cinco vezes o lucro registrado no mesmo período de 2024, de R$ 21,3 milhões.
A melhora no resultado da construtora veio após ampliar os lançamentos e as vendas ao longo dos últimos trimestres, com aumento da receita e diluição de custos, o que levou à melhora das margens.
Esses ganhos vieram da Divisão Tenda (baseada em empreendimentos em concreto), que teve um lucro de R$ 154,9 milhões. A margem bruta ajustada da Tenda foi de 36,2% no trimestre, alta de 4 pontos porcentuais na comparação anual.
*Com informações da Reuters e Estadão Conteúdo