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Raízen (RAIZ4), Braskem (BRKM5), Brava energia (BRAV3) e outros destaques desta quarta-feira (3)

03 jun 2026, 9:16 - atualizado em 03 jun 2026, 9:16
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(Foto: Divulgação)

O plano para a reestruturação da Raízen (RAIZ4), a potencial recuperação extrajudicial da Braskem (BRKM5) e a redução de participação do Bradesco na Brava Energia (BRAV3) são alguns dos destaques corporativos desta quarta-feira (3).

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Confira os destaques corporativos de hoje

Raízen (RAIZ4) detalha plano de recuperação que passará por detentores de debêntures e CRAs

A Raízen (RAIZ4) divulgou uma minuta do seu plano de recuperação extrajudicial (RE) que será levado para deliberação em assembleia de titulares de debêntures emitidas pela companhia e pela Raízen Energia, além de certificados de recebíveis do agronegócio (CRA) lastreados em direitos creditórios devidos pela Raízen Energia e sujeitos à recuperação extrajudicial. As assembleias ocorrem nesta quarta-feira (3).

A proposta inclui injeções de capital, reestruturação da dívida, mudanças na governança e uma reorganização societária na Raízen, joint venture entre a Cosan (CSAN3) e a Shell.

Os termos gerais do plano incluem um aporte de R$ 3,5 bilhões pela Shell, a R$ 0,25 no fechamento da operação, além de um potencial aporte adicional de R$ 500 milhões por um veículo controlado pela Aguassanta Investimentos, de Rubens Ometto.

A Raízen propõe três opções na minuta. A chamada “Opção A” converte parte da dívida em ações (45%) e o restante (55%) em novos títulos com prazos mais longos. Nesse caso, o investidor vira acionista e continua credor da empresa.

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Já a segunda proposta prevê que o investidor aceite um desconto de 80% sobre o valor da dívida, recebendo apenas 20% do total, em um único pagamento no futuro previsto para março de 2047.

Por fim, o terceiro plano é voltado para pequenos investidores. Ele oferece pagamento mais rápido em dinheiro, equivalente a 75% da dívida, limitado a R$ 9.750. No entanto, existe um limite global de recursos para esse plano, o que pode levar a rateios caso a demanda seja maior do que o montante disponível.

A reestruturação abrange ainda uma segregação da empresa em Raízen Energia, com foco nas operações de açúcar e etanol, e Raízen Combustíveis, com a separação prevista para 2027.

Raízen (RAIZ4) se aproxima de venda de operação na Argentina por R$ 7 bilhões

A Raízen (RAIZ4) está próxima de vender as suas operações na Argentina por R$ 7 bilhões para um consórcio liderado pela trading suíça Mercuria Energy Group, segundo o jornal Valor Econômico.

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De acordo com a reportagem, o acordo pode ser assinado nos próximos dias e a conclusão da transação deve ocorrer em até três meses. A operação é considerada estratégica para reforçar o caixa da companhia, que atravessa um processo de reestruturação financeira.

Os ativos da Raízen na Argentina incluem uma refinaria, uma fábrica de lubrificantes e uma rede de postos de combustíveis da marca Shell. O conjunto foi adquirido pela empresa em 2018 por US$ 950 milhões.

Braskem (BRKM5) negocia recuperação extrajudicial para antes de julho, diz agência

A Braskem (BRKM5) busca apoio dos seus credores para iniciar um processo de recuperação extrajudicial (RE) antes do pagamento de dívidas previstas para julho, segundo informações da Bloomberg News.

Diferentemente da recuperação judicial (RJ), a extrajudicial permite que empresas em crise financeira renegociem dívidas diretamente com credores, sem a necessidade de seguir todo o processo judicial típico da RJ.

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Dessa maneira, o processo tende a ser mais rápido, menos burocrático e mais barato que a recuperação judicial, focado no acordo voluntário para reestruturar passivos.

Vale destacar ainda que a RE viabiliza uma suspensão de 90 dias no pagamento de dívidas. Durante o período a empresa deve buscar apoio de credores que representem a maioria da dívida para a aprovação de um plano final de reestruturação.

Segundo fontes a par do assunto ouvidas pela Bloomberg News, a Braskem avalia o pedido de recuperação extrajudicial para assim que tiver o apoio de detentores de um terço da dívida. No entanto, ainda não está descartada a possibilidade de proteção judicial por meio de medida cautelar.

Bradesco (BBDC4) reduz participação na Brava Energia (BRAV3) para 3,04%

A Brava Energia (BRAV3) informou, na noite de terça-feira (2), que o banco Bradesco (BBDC4) reduziu sua participação na companhia para 3,04% do total de ações.

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Segundo comunicado, a redução da participação, que até agora era de 12,18%, decorre da celebração de operações de empréstimo de ações (aluguel de ações), na qualidade de doador.

“A operação de aluguel de ações não implica transferência definitiva da titularidade das ações, a qual retornará a Bradesco após o término dos respectivos contratos”, acrescenta o banco.

Axia Energia (AXIA3) conclui aquisição e assume controle integral da UHE Três Irmãos

A Axia Energia (AXIA3) concluiu a aquisição da participação detida pela Triunfo Participações e Investimentos e pela Mercúrio Participações e Investimentos na Juno Participações e Investimentos, controladora da Tijoá Energia. Com o fechamento da operação, anunciado na terça-feira (2), a companhia passa a consolidar 100% da Usina Hidrelétrica Três Irmãos.

Segundo a antiga Eletrobras, o valor desembolsado na transação foi de R$ 256 milhões, já considerando atualização e ajustes previstos na operação. O negócio havia sido anunciado inicialmente em outubro de 2025 e foi concluído após o cumprimento das condições precedentes.

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Localizada em Andradina (SP), a UHE Três Irmãos possui capacidade instalada de 808 megawatts (MW). Em 2025, a usina registrou receita de R$ 328 milhões e EBITDA de R$ 145 milhões, além de encerrar o período com posição de caixa de R$ 39 milhões. O ativo opera sob o regime de cotas e tem concessão válida até 2044.

PicPay tem lucro de R$ 169 milhões no 1º trimestre, com ROE de 15,5%

O PicPay (PICS) reportou na terça-feira (2) lucro líquido ajustado de R$169 milhões no primeiro trimestre do ano, alta de 92% em relação ao mesmo período de 2025, superando a previsão divulgada pela instituição.

A receita líquida da fintech, controlada pelo Grupo J&F, dos irmãos Batista, aumentou 70%, para R$ 3,5 bilhões, com a margem financeira somando R$ 1,7 bilhão, alta de 76%, na primeira divulgação de balanço desde que a empresa listou suas ações na norte-americana Nasdaq em janeiro.

Projeções divulgadas anteriormente pelo PicPay apontavam lucro líquido ajustado de cerca de R$ 155 milhões para o primeiro trimestre, com margem financeira ao redor de R$ 1,65 bilhão e receita de R$ 3,15 bilhões.

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A rentabilidade sobre o patrimônio (ROE) ajustada ficou em 15,5%, de 24,4% no quarto trimestre do ano passado, em desempenho influenciado pelo IPO, segundo o CEO, Eduardo Chedid.

Petrobras (PETR4) defende transição energética justa e adição energética

A presidente da Petrobras (PETR4), Magda Chambriard, afirmou nesta quarta-feira (3) que a companhia defende uma transição energética justa e a adição energética. Chamou a atenção, porém, para os custos demandados nessa transição.

“Não acreditamos que seja bom jogar fora o que temos construído em prol de um novo que custa caro e muito provavelmente não cabe no bolso, pelo menos de forma tão acelerada, da maioria das nações do mundo”, disse, em participação no XIV Fórum de Lisboa nesta manhã.

A executiva afirmou que a estimativa é que seria necessário R$ 1,2 bilhão nos próximos 25 anos para fazer a transição energética na velocidade apregoada hoje no Brasil.

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*Com informações da Reuters

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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