Raízen (RAIZ4), Petrobras (PETR4), Azul (AZUL3) e outros destaques desta quarta-feira (27)
A negociação da dívida bilionária da Raízen (RAIZ4), a reposta da Petrobras (PETR4) sobre interesse em terreno da Refit e a estreia da Azul (AZUL3) na Bolsa de Nova York (Nyse), são alguns dos destaques corporativos desta quarta-feira (27).
Confira os destaques corporativos de hoje
Negociação de dívida de R$ 65 bilhões avança, mas credores da Raízen (RAIZ4) pedem nova captação
A Raízen (RAIZ4) está avançando em seu plano de negociação com credores de sua dívida de R$ 65 bilhões. Entretanto, um acordo ainda depende da empresa atender a uma demanda de parte desses credores por uma nova captação na busca por um plano sustentável de recuperação, segundo reportagem publicada pela coluna Pipeline, do Valor Econômico.
Em recuperação extrajudicial, a Raízen tem até 9 de junho para apresentar o plano com aprovação de 50% dos credores mais um. Segundo a reportagem, a companhia já poderia garantir o quórum necessário com credores locais, mas ainda espera contar com o apoio também dos bondholders, que têm cerca de 40% da dívida.
Diferentes acordos já estiveram em pauta, no entanto, uma solução ainda não está completamente estabelecida, inclusive, com o aporte de R$ 500 milhões de Rubens Ometto em xeque.
O desenho contaria ainda com uma capitalização de R$ 3,5 bilhões da Shell e, mais à frente, a divisão da Raízen em duas companhias, uma voltada para a produção de etanol e outra para a distribuição de combustíveis.
Em ofício à CVM, Petrobras (PETR4) não nega interesse em terreno da Refit
A Petrobras (PETR4) não confirmou, mas também não negou que tenha interesse em ficar com o terreno da refinaria Refit, em Manguinhos, Zona Norte do Rio de Janeiro, que deve ter o processo de desapropriação pelo governo estadual.
Em ofício à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), na noite de terça-feira (26), respondendo a um questionamento após reportagem publicada no Valor Econômico, a petroleira afirmou que não “há qualquer decisão ou informação relevante” sobre o tema “até a presente data”.
“A respeito do tema, a companhia informa que analisa de forma contínua e permanente oportunidades de negócios alinhadas à sua estratégia corporativa, incluindo iniciativas relacionadas ao setor de refino, logística e infraestrutura energética”, afirmou a Petrobras.
Neste fim de semana, o governador em exercício, Ricardo Couto, manifestou interesse em desapropriar o terreno da Refit, considerada uma das maiores devedoras de impostos do Estado. A ideia é que o confisco do terreno onde fica a refinaria seja usado para abater, pelo menos, parte da dívida.
O dono da empresa, Ricardo Magro, é alvo de mandado de prisão e considerado foragido da Justiça no âmbito de uma investigação da Polícia Federal. Segundo as investigações, somente ao Rio, a Refit deve R$ 9,4 bilhões.
Azul (AZUL3) anuncia estreia na NYSE após reestruturação financeira
A Azul (AZUL3) anunciou na noite de terça-feira (26) que teve aprovada a listagem de suas ações ordinárias e ADSs (American Depositary Shares, recibos de ações negociados nos EUA) na NYSE, bolsa ligada à New York Stock Exchange (NYSE).
Segundo fato relevante divulgado pela companhia, a estreia das ADSs está prevista para 1º de junho de 2026, sob o ticker “AZUL”. Com isso, os papéis deixarão de ser negociados no OTC Markets, mercado de balcão dos Estados Unidos.
A empresa afirmou que a listagem representa mais um passo de sua reestruturação financeira, concluída após meses de renegociação com credores, arrendadores e fornecedores. A Azul vinha tentando melhorar sua estrutura de capital desde 2024, em meio à pressão causada pela alta do dólar, aumento do custo do combustível de aviação e elevado endividamento do setor aéreo brasileiro.
Oncoclínicas (ONCO3) diz desconhecer proposta de aporte e mantém recuperação extrajudicial em avaliação
A Oncoclínicas (ONCO3) afirmou na noite de terça-feira (26) que não tem conhecimento sobre uma eventual proposta de capitalização de R$ 500 milhões citada em reportagem do jornal Valor Econômico publicada na semana passada.
Em esclarecimento enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a companhia disse que também não há qualquer definição sobre uma possível operação dessa natureza.
Segundo o Valor, a companhia estaria negociando uma capitalização de pelo menos R$ 500 milhões com três interessados como parte de um plano de reestruturação financeira, que incluiria ainda renegociação de dívidas com desconto e eventual recuperação extrajudicial.
No documento enviado à CVM, a Oncoclínicas afirmou que as conversas conduzidas pela BR Partners com credores seguem em estágio preliminar e que, até o momento, não existe definição sobre eventual alongamento de prazo ou desconto da dívida.
Solução para BRB envolverá empréstimo do FGC com fiança de sindicato de bancos
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou na terça-feira (26) que o acordo para solução da crise financeira do Banco de Brasília (BRB) deve passar por uma operação de crédito feita pelo governo do Distrito Federal com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
Além disso, haverá uma garantia de fiança oferecida por um sindicato de bancos, colocando o fluxo de recursos do DF como contragarantia.
Em entrevista a jornalistas após audiência no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o tema, Durigan disse que a União se comprometeu a flexibilizar critérios do plano de ajuste fiscal do DF, que atualmente limita operações de crédito do ente a R$900 milhões.
Termo da audiência desta terça-feira entre governo federal e governo do Distrito Federal apontou que o acordo prevê que a operação será feita sem garantia da União.
Uma nova reunião no STF para possível conclusão do acordo está prevista para quinta-feira, segundo o ministro.
*Com informações da Reuters