Radar do mercado

Vale (VALE3), Embraer (EMBJ3), Sabesp (SBSP3) e outros destaques desta quarta-feira (28)

28 jan 2026, 9:38 - atualizado em 28 jan 2026, 9:38
Locomotiva da Vale abastecida com Diesel R em Vitória (ES) (Judeu Marc / Divulgação Vale)
(Judeu Marc/Divulgação Vale)

Os dados de produção da Vale (VALE3) referentes ao quarto trimestre de 2025, o recorde na carteira de pedidos da Embraer (EMBJ3) e a compra de participação em empresa de saneamento pela Sabesp (SBSP3) são alguns dos destaques corporativos desta quarta-feira (28).

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Confira os destaques corporativos de hoje

Vale (VALE3) supera expectativas e produz 90,4 milhões de toneladas de minério

Vale (VALE3) produziu 90,4 milhões de toneladas de minério de ferro no quarto trimestre de 2025, segundo relatório divulgado na terça-feira (27). O volume representa alta de 6% na comparação anual, mas queda de 4,2% frente ao terceiro trimestre, movimento já esperado pelo mercado por conta da sazonalidade do período chuvoso.

Na comparação com o mesmo período de 2024, o avanço foi sustentado pelo melhor desempenho dos sistemas Sudeste e Sul, além do ramp-up dos projetos Capanema e VGR1. Já na base trimestral, a retração reflete o menor ritmo operacional típico do fim de ano, após um terceiro trimestre mais forte.

No acumulado de 2025, a produção de minério de ferro somou 336,1 milhões de toneladas, crescimento de 2,6% em relação a 2024, ficando próxima do teto do guidance atualizado da companhia.

As vendas de minério de ferro totalizaram 84,9 milhões de toneladas no quarto trimestre, avanço de 4,5% na comparação anual, mas queda de 1,3% frente ao 3T25.

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Governo de Minas autuará a Vale (VALE3)

O governo de Minas Gerais informou ter identificado danos ambientais decorrentes do vazamento de água e lama de duas estruturas de drenagem (sumps ou sumidouros) da mineradora Vale (VALE3) na cidade de Congonhas. De acordo com o governo mineiro, houve carregamento de sedimentos e assoreamento de córregos na região.

A Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) de Minas Gerais determinou que a Vale cumpra uma série de medidas emergenciais, incluindo ações de limpeza e monitoramento do curso d’água atingido.

A mineradora também deverá apresentar plano de recuperação para limpeza das margens, desassoreamento e outras ações necessárias para a recuperação do córrego.

A Vale será autuada pelo governo mineiro por “intervenções que resultaram em poluição e danos aos recursos hídricos e ao meio ambiente, além de possível prejuízo à saúde e ao bem-estar da população” e por “não comunicar o acidente ambiental dentro do prazo legal de até duas horas após a ocorrência”.

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Embraer (EMBJ3): Carteira de pedidos bate recorde e atinge US$ 31,6 bilhões em 2025

A Embraer (EMBJ3) anunciou na terça-feira (27) que sua carteira de pedidos firmes no final de 2025 atingiu o recorde de US$31,6 bilhões, com uma expansão de 20% no quarto trimestre sobre o mesmo período de 2024.

A companhia afirmou em comunicado ao mercado que a carteira de encomendas da aviação comercial, a mais rentável da companhia, somou US$14,5 bilhões, uma expansão de 42% sobre o quarto trimestre do ano anterior, mas uma queda de 5% ante o terceiro trimestre do ano passado, em função da renegociação dos pedidos da Azul no âmbito de seu processo de recuperação judicial.

No 4T25, a unidade de negócios entregou 32 novas aeronaves, totalizando 78 unidades no ano — resultado em linha com as estimativas de 77 a 85 aeronaves para o período. Como resultado, a Aviação Comercial encerrou 2025 com um sólido índice book-to-bill de 2,8x.

Sabesp (SBSP3) compra participação da Iguá em empresa de saneamento

Sabesp (SBSP3) informou na terça-feira (27) que celebrou um contrato com a Iguá Saneamento para a aquisição de 90% do capital social da Saneamento de Mirassol (Sanessol). 

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Segundo a empresa, o acordo foi formalizado por meio de um Contrato de Compra e Venda de Ações e Outras Avenças, prevendo a transferência de ações ordinárias que correspondem ao controle da companhia.

A Sanessol atua na prestação de serviços públicos de água e esgoto e detém o contrato de concessão para o abastecimento de água e o esgotamento sanitário no município de Mirassol, no interior do Estado de São Paulo. A empresa atende uma população de aproximadamente 65 mil habitantes.

De acordo com a Sabesp, a operação está alinhada ao seu plano estratégico e representa um avanço na ampliação de sua atuação no setor de saneamento no Brasil.

A conclusão da operação está condicionada ao cumprimento de condições precedentes típicas desse tipo de transação, incluindo a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

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Sabesp (SBSP3) contrata financiamento de US$ 1,5 bilhão

Sabesp (SBSP3) anunciou a contratação de financiamento junto ao Inter-American Investment Corporation no valor total de US$ 1,5 bilhão, conforme fato relevante divulgado na noite de terça-feira (27).

De acordo com o documento, os recursos obtidos serão destinados a projetos relacionados com as metas de universalização do saneamento básico no estado de São Paulo, incluindo a construção e melhorias de estações de tratamento de esgoto e a expansão de sistemas de coleta.

O financiamento está dividido em financiamento A de US$ 150 milhões em parcela única com vencimento em 2038 e financiamento B de US$ 1,35 bilhão, vinculado a uma emissão de dívida de “blue bonds” e que será desembolsado em duas parcelas com vencimentos em 2031 e 2036, respectivamente.

Gol (GOLL54) ganha mais tempo da B3 para tirar grupamento de ações do papel

Gol (GOLL54) ganhou um fôlego extra para resolver uma das distorções mais visíveis deixadas pelo seu processo de reestruturação: o preço unitário extremamente baixo das suas ações preferenciais. A companhia informou na terça-feira (27) que a B3 prorrogou para 30 de abril de 2026 o prazo para o reenquadramento da cotação dos papéis acima de R$ 1,00.

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Na prática, a decisão afasta, ao menos por enquanto, a necessidade imediata de um grupamento de ações. Segundo a Gol, a extensão do prazo foi concedida em razão do processo de reorganização societária já anunciado, que prevê a incorporação da própria Gol Linhas Aéreas Inteligentes e da Gol Investment Brasil S.A. pela Gol Linhas Aéreas S.A.

A operação deve culminar na saída da companhia do Nível 2 de governança corporativa da B3, o que altera o enquadramento regulatório das ações.

CSN (CSNA3) esclarece sobre negociações para desinvestimentos

CSN (CSNA3) esclareceu ao mercado que não existe nenhuma negociação concreta com compradores para o desinvestimento em seu negócio de siderurgia, após o Valor Econômico noticiar contatos informais da companhia com concorrentes para mapear potenciais interesses.

Fontes ouvidas pelo jornal apontavam que a CSN pode se desfazer de até 100% da operação siderúrgica, dando andamento ao plano de revisão estratégica de ativos.

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Em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a CSN destacou que a notícia se refere ao anúncio de plano de desinvestimentos comunicado pela companhia e que a informação de que já existem eventuais compradores e participações definidas para desinvestimento trata-se de mera especulação, uma vez que ainda não existe avanço significativo em um projeto que acabou de ser anunciado.

“Sobre o potencial interesse de vender o segmento de siderurgia, o comunicado foi categórico ao dizer que o estágio atual envolve a ‘avaliação de alternativas/parcerias com foco na maximização da geração de caixa no curto prazo’, sem que haja, até o momento, qualquer conclusão que enseje uma comunicação formal “, diz a CSN.

A companhia destaca que sequer houve contratação de assessor financeiro para essa operação específica, o que evidencia o estágio ainda inicial dessa avaliação.

BRB esclarece sobre ativos do Will Bank

O Banco de Brasília informou, em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que o Banco Master transferiu carteiras ao BRB como compensação pelas carteiras podres vendidas à instituição, das quais parte dos ativos foram originados pelo Will Bank.

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“Esses ativos encontram-se atualmente em processo de avaliação (valuation), a fim de que o BRB possa verificar sua real condição e eventual adequação dos valores envolvidos”, diz o documento.

Segundo o BRB, as informações, que foram mencionadas em matéria do Estadão do dia 21 de janeiro, baseiam-se em documentos externos e não refletem comunicações oficiais da companhia. “Até o momento, não há qualquer conclusão técnica ou documental que sustente as inferências apresentadas pelo veículo de imprensa.”

*Com informações do Estadão Conteúdo e Reuters

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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