Vale (VALE3), Embraer (EMBJ3), Sabesp (SBSP3) e outros destaques desta quarta-feira (28)
Os dados de produção da Vale (VALE3) referentes ao quarto trimestre de 2025, o recorde na carteira de pedidos da Embraer (EMBJ3) e a compra de participação em empresa de saneamento pela Sabesp (SBSP3) são alguns dos destaques corporativos desta quarta-feira (28).
Confira os destaques corporativos de hoje
Vale (VALE3) supera expectativas e produz 90,4 milhões de toneladas de minério
A Vale (VALE3) produziu 90,4 milhões de toneladas de minério de ferro no quarto trimestre de 2025, segundo relatório divulgado na terça-feira (27). O volume representa alta de 6% na comparação anual, mas queda de 4,2% frente ao terceiro trimestre, movimento já esperado pelo mercado por conta da sazonalidade do período chuvoso.
Na comparação com o mesmo período de 2024, o avanço foi sustentado pelo melhor desempenho dos sistemas Sudeste e Sul, além do ramp-up dos projetos Capanema e VGR1. Já na base trimestral, a retração reflete o menor ritmo operacional típico do fim de ano, após um terceiro trimestre mais forte.
No acumulado de 2025, a produção de minério de ferro somou 336,1 milhões de toneladas, crescimento de 2,6% em relação a 2024, ficando próxima do teto do guidance atualizado da companhia.
As vendas de minério de ferro totalizaram 84,9 milhões de toneladas no quarto trimestre, avanço de 4,5% na comparação anual, mas queda de 1,3% frente ao 3T25.
Governo de Minas autuará a Vale (VALE3)
O governo de Minas Gerais informou ter identificado danos ambientais decorrentes do vazamento de água e lama de duas estruturas de drenagem (sumps ou sumidouros) da mineradora Vale (VALE3) na cidade de Congonhas. De acordo com o governo mineiro, houve carregamento de sedimentos e assoreamento de córregos na região.
A Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) de Minas Gerais determinou que a Vale cumpra uma série de medidas emergenciais, incluindo ações de limpeza e monitoramento do curso d’água atingido.
A mineradora também deverá apresentar plano de recuperação para limpeza das margens, desassoreamento e outras ações necessárias para a recuperação do córrego.
A Vale será autuada pelo governo mineiro por “intervenções que resultaram em poluição e danos aos recursos hídricos e ao meio ambiente, além de possível prejuízo à saúde e ao bem-estar da população” e por “não comunicar o acidente ambiental dentro do prazo legal de até duas horas após a ocorrência”.
Embraer (EMBJ3): Carteira de pedidos bate recorde e atinge US$ 31,6 bilhões em 2025
A Embraer (EMBJ3) anunciou na terça-feira (27) que sua carteira de pedidos firmes no final de 2025 atingiu o recorde de US$31,6 bilhões, com uma expansão de 20% no quarto trimestre sobre o mesmo período de 2024.
A companhia afirmou em comunicado ao mercado que a carteira de encomendas da aviação comercial, a mais rentável da companhia, somou US$14,5 bilhões, uma expansão de 42% sobre o quarto trimestre do ano anterior, mas uma queda de 5% ante o terceiro trimestre do ano passado, em função da renegociação dos pedidos da Azul no âmbito de seu processo de recuperação judicial.
No 4T25, a unidade de negócios entregou 32 novas aeronaves, totalizando 78 unidades no ano — resultado em linha com as estimativas de 77 a 85 aeronaves para o período. Como resultado, a Aviação Comercial encerrou 2025 com um sólido índice book-to-bill de 2,8x.
Sabesp (SBSP3) compra participação da Iguá em empresa de saneamento
A Sabesp (SBSP3) informou na terça-feira (27) que celebrou um contrato com a Iguá Saneamento para a aquisição de 90% do capital social da Saneamento de Mirassol (Sanessol).
Segundo a empresa, o acordo foi formalizado por meio de um Contrato de Compra e Venda de Ações e Outras Avenças, prevendo a transferência de ações ordinárias que correspondem ao controle da companhia.
A Sanessol atua na prestação de serviços públicos de água e esgoto e detém o contrato de concessão para o abastecimento de água e o esgotamento sanitário no município de Mirassol, no interior do Estado de São Paulo. A empresa atende uma população de aproximadamente 65 mil habitantes.
De acordo com a Sabesp, a operação está alinhada ao seu plano estratégico e representa um avanço na ampliação de sua atuação no setor de saneamento no Brasil.
A conclusão da operação está condicionada ao cumprimento de condições precedentes típicas desse tipo de transação, incluindo a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
Sabesp (SBSP3) contrata financiamento de US$ 1,5 bilhão
A Sabesp (SBSP3) anunciou a contratação de financiamento junto ao Inter-American Investment Corporation no valor total de US$ 1,5 bilhão, conforme fato relevante divulgado na noite de terça-feira (27).
De acordo com o documento, os recursos obtidos serão destinados a projetos relacionados com as metas de universalização do saneamento básico no estado de São Paulo, incluindo a construção e melhorias de estações de tratamento de esgoto e a expansão de sistemas de coleta.
O financiamento está dividido em financiamento A de US$ 150 milhões em parcela única com vencimento em 2038 e financiamento B de US$ 1,35 bilhão, vinculado a uma emissão de dívida de “blue bonds” e que será desembolsado em duas parcelas com vencimentos em 2031 e 2036, respectivamente.
Gol (GOLL54) ganha mais tempo da B3 para tirar grupamento de ações do papel
A Gol (GOLL54) ganhou um fôlego extra para resolver uma das distorções mais visíveis deixadas pelo seu processo de reestruturação: o preço unitário extremamente baixo das suas ações preferenciais. A companhia informou na terça-feira (27) que a B3 prorrogou para 30 de abril de 2026 o prazo para o reenquadramento da cotação dos papéis acima de R$ 1,00.
Na prática, a decisão afasta, ao menos por enquanto, a necessidade imediata de um grupamento de ações. Segundo a Gol, a extensão do prazo foi concedida em razão do processo de reorganização societária já anunciado, que prevê a incorporação da própria Gol Linhas Aéreas Inteligentes e da Gol Investment Brasil S.A. pela Gol Linhas Aéreas S.A.
A operação deve culminar na saída da companhia do Nível 2 de governança corporativa da B3, o que altera o enquadramento regulatório das ações.
CSN (CSNA3) esclarece sobre negociações para desinvestimentos
A CSN (CSNA3) esclareceu ao mercado que não existe nenhuma negociação concreta com compradores para o desinvestimento em seu negócio de siderurgia, após o Valor Econômico noticiar contatos informais da companhia com concorrentes para mapear potenciais interesses.
Fontes ouvidas pelo jornal apontavam que a CSN pode se desfazer de até 100% da operação siderúrgica, dando andamento ao plano de revisão estratégica de ativos.
Em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a CSN destacou que a notícia se refere ao anúncio de plano de desinvestimentos comunicado pela companhia e que a informação de que já existem eventuais compradores e participações definidas para desinvestimento trata-se de mera especulação, uma vez que ainda não existe avanço significativo em um projeto que acabou de ser anunciado.
“Sobre o potencial interesse de vender o segmento de siderurgia, o comunicado foi categórico ao dizer que o estágio atual envolve a ‘avaliação de alternativas/parcerias com foco na maximização da geração de caixa no curto prazo’, sem que haja, até o momento, qualquer conclusão que enseje uma comunicação formal “, diz a CSN.
A companhia destaca que sequer houve contratação de assessor financeiro para essa operação específica, o que evidencia o estágio ainda inicial dessa avaliação.
BRB esclarece sobre ativos do Will Bank
O Banco de Brasília informou, em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que o Banco Master transferiu carteiras ao BRB como compensação pelas carteiras podres vendidas à instituição, das quais parte dos ativos foram originados pelo Will Bank.
“Esses ativos encontram-se atualmente em processo de avaliação (valuation), a fim de que o BRB possa verificar sua real condição e eventual adequação dos valores envolvidos”, diz o documento.
Segundo o BRB, as informações, que foram mencionadas em matéria do Estadão do dia 21 de janeiro, baseiam-se em documentos externos e não refletem comunicações oficiais da companhia. “Até o momento, não há qualquer conclusão técnica ou documental que sustente as inferências apresentadas pelo veículo de imprensa.”
*Com informações do Estadão Conteúdo e Reuters