Vale (VALE3), IRB(Re) (IRBR3), Raízen (RAIZ4) e outros destaques desta sexta-feira (13)
Os balanços referentes ao quarto trimestre de 2025 da Vale (VALE3) e IRB(Re) (IRBR3) e o prejuízo seis vezes maior na safra 3T26 da Raízen (RAIZ4) são alguns dos destaques corporativos desta sexta-feira (13).
Confira os destaques corporativos de hoje
Vale (VALE3) tem prejuízo de US$ 3,8 bilhões no quarto trimestre
A Vale (VALE3) registrou prejuízo atribuido aos acionistas de US$ 3,8 bilhões no quarto trimestre de 2025, número maior do que o de US$ 694 milhões mesmo período de 2024 e revertendo o lucro de US$ 2,7 bilhões do terceiro tri.
O resultado, segundo o documento publicado na noite de quinta-feira (12), foi impactado principalmente por despesas relacionadas a Brumadinho, ajustes de streaming (contrato na qual se recebe dinheiro antecipado por parte das vendas) e efeitos fiscais, que elevaram as despesas no período.
A receita líquida de vendas somou US$ 11,1 bilhões no 4T25, alta de 9% na comparação anual e avanço de 6% frente ao terceiro trimestre. O Ebitda proforma atingiu US$ 4,8 bilhões, crescimento de 17% em relação ao 4T24 e de 10% na comparação trimestral, refletindo maior contribuição da divisão de metais básicos e preços mais altos do cobre.
Segundo a companhia, ela entregou “um desempenho operacional e de custos consistente em todos os negócios, alcançando ou superando todos os guidances de 2025 e reforçando nossa disciplina na alocação de capital”.
IRB(Re) (IRBR3) tem lucro de R$ 143 milhões no 4T25 e volta a distribuir dividendos
O IRB(Re) (IRBR3) divulgou noite de quinta-feira (12) que teve lucro líquido de R$ 143 milhões no quarto trimestre de 2025, aumento de 27% na comparação com o mesmo período do ano anterior.
Analistas, em média, esperavam lucro líquido de R$ 145,8 milhões para o período, segundo dados da IBES, da LSEG.
No comunicado ao mercado, a companhia celebra a retomada da rentabilidade em 2025 e revelou que vai votar distribuição de dividendos aos acionistas em reunião do conselho no fim de março.
“A companhia zerou seus prejuízos acumulados e terminou 2025 com R$ 145,7 milhões em reservas de lucros e R$ 10,2 milhões em reservas legais”, disse.
Já o resultado financeiro e patrimonial ficou em R$ 164 milhões no 4T25, alta de 51% na mesma comparação, enquanto o resultado de subscrição foi de R$ 293 milhões, 65% maior em relação ao mesmo período de 2024.
Raízen (RAIZ4) tem prejuízo seis vezes maior e atinge R$ 15,65 bi na safra 3T26
A Raízen (RAIZ4) reportou um prejuízo líquido de R$ 15,65 bilhões no terceiro trimestre da safra 2025/2026 (3T26) contra um prejuízo de R$ 2,57 bilhões no terceiro trimestre da safra 2024/2025 (3T25).
“No 3T 25/26 , o resultado refletiu o impacto pontual (sem efeito caixa) no montante de R$ -11,1 bilhões relacionado a constituição de provisão para não realização (sem efeito caixa ) de determinados ativos”, informou a empresa em comunicado divulgado ao mercado.
A administração da Raízen afirma que, desconsiderado esses impactos não recorrentes, o prejuízo do período teria totalizado R$ 4,5 bilhões.
O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) foi negativo em R 4,4 bilhões, contra um resultado positivo de R$ 2,55 bilhões do 3T25.
Usiminas (USIM5) reverte prejuízo e lucra R$ 129 milhões no 4T25
A Usiminas (USIM3; USIM5) informou, na manhã desta sexta-feira (13), que registrou lucro líquido de R$ 129 milhões no quarto trimestre de 2025 (4T25), revertendo o prejuízo de R$ 117 milhões reportado no mesmo intervalo do ano anterior.
O resultado veio acima das expectativas do mercado. Analistas consultados pela IBES, da LSEG, projetavam prejuízo líquido de R$ 20 milhões para o período.
Apesar do desempenho positivo no fim do ano, a companhia encerrou 2025 com prejuízo líquido acumulado de R$ 2,91 bilhões.
A empresa teve um resultado operacional medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado de R$ 417 milhões no 4T25, queda de 19% sobre o 4T24. A margem, neste caso, passou de 8% para 7%.
A receita líquida atingiu R$ 6,17 bilhões entre outubro e dezembro, retração de 5% frente aos R$ 6,48 bilhões registrados no mesmo intervalo de 2024.
Telefônica Brasil (VIVT3) pagará R$ 325 milhões em juros sobre capital próprio
A Telefônica Brasil (VIVT3), dona da Vivo, aprovou a distribuição de R$ 325 milhões em Juros sobre Capital Próprio (JSCP), conforme decisão do Conselho de Administração, de acordo com fato relevante de quinta-feira (12).
Do total anunciado, haverá retenção de imposto de renda na fonte à alíquota de 17,5%, o que resulta em um montante líquido estimado de R$ 268,1 milhões a ser pago aos acionistas. A base de cálculo foi o balanço patrimonial da companhia de 31 de janeiro de 2026, segundo a companhia.
O valor bruto por ação será de R$ 0,10, com desconto de cerca de R$ 0,02 referente ao imposto, resultando em um valor líquido aproximado de R$ 0,08 por ação.
A Telefônica acrescentou que terão direito ao provento os acionistas com posição registrada até o final do pregão do dia 23 de fevereiro de 2026. A partir do dia seguinte, 24 de fevereiro, as ações passam a ser negociadas na condição “ex-juros”.
XP tem lucro 10% maior no 4T25, a R$ 1,33 bilhão
A XP (XPBR31) anunciou alta de 10% em 12 meses de seu lucro líquido ajustado no quarto trimestre de 2025, para R$ 1,33 bilhão. Em relação ao terceiro trimestre, o resultado ficou estável.
A receita bruta atingiu R$ 5,239 bilhões no mesmo período, representando um aumento de 12% em relação ao quarto trimestre de 2024 e de 7% frente ao terceiro trimestre.
De acordo com a XP, o avanço da receita bruta reflete maior diversificação no varejo e aceleração do banco de atacado.
O EBT ajustado atingiu R$ 1,55 bilhão, aumento de 20% na comparação anual e de 16% no trimestre. A margem EBT subiu para 31,3% no quarto trimestre, alta de 252 pontos-base em 12 meses e de 271 pontos-base no trimestre.
O retorno sobre patrimônio líquido ajustado (ROAE) ficou em 22,8% no quarto trimestre, uma queda de 59 pontos-base frente ao quarto trimestre de 2024 e de 20 pontos-base no trimestre.
Jalles (JALL3) reverte prejuízo e lucra R$ 55,4 milhões no 3T26
A Jalles (JALL3) reverteu prejuízo de R$ 73,5 milhões no terceiro trimestre da safra 2024/2025 e lucrou R$ 55,4 milhões no terceiro trimestre da safra 2025/2026 (3T26).
O Ebitda ((Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização, na sigla em inglês) ajustado recuou 10,3% no mesmo comparativo, em R$ 346,1 milhões.
A receita líquida recuou 30,4%, saindo de R$ 740,4 milhões para R$ 515,3 milhões.
Nos nove meses da safra 2025/2026, a relação dívida líquida Ebitda da Jalles ficou 1,2 vezes, contra 1,5 vezes do mesmo período do ciclo passado.
“O terceiro trimestre da safra 2025/26 seguiu, em grande medida, o compasso observado no trimestre anterior, com ampliação do diferencial de preços entre etanol e açúcar, o que levou um número maior de usinas a ajustar seu mix produtivo em direção ao etanol”, disse a companhia no comunicado divulgado na noite desta quinta-feira (12).
*Com informações do Estadão Conteúdo