Vale (VALE3), TIM (TIMS3), Caixa Seguridade (CXSE3) e outros destaques desta segunda-feira (2)
O pedido do Ministério Público Federal (MPF) para bloquear R$ 1 bilhão da Vale (VALE3) após vazamento de mina em Minas Gerais, a recompra da TIM (TIMS3) na participação majoritária em unidade de fibra óptica e a distribuição de proventos pela Caixa Seguridade (CXSE3) são alguns dos destaques corporativos desta segunda-feira (2).
Confira os destaques corporativos de hoje
MPF pede bloqueio de R$ 1 bilhão da Vale (VALE3) após vazamento de mina em MG
O Ministério Público Federal pediu o bloqueio de R$ 1 bilhão da Vale (VALE3), conforme informou a companhia neste domingo (1º), após vazamento da mina de Fábrica, localizada entre as cidades mineiras de Ouro Preto e Congonhas. A medida visa garantir recursos para a reparação
No comunicado ao mercado, o MPF apresentou uma tutela cautelar antecedente sob argumento de prevenir o agravamento de supostos danos ambientais. Integrantes do governo estadual de Minas Gerais informaram na quinta-feira (29) que, além da água, os rejetos da mineração de minério de ferro da Vale em Fábrica atingiram o rio Maranhão.
Os transbordamentos foram causados pelas fortes chuvas ocorridas no dia e na semana anteriores ao incidente, afirmaram as autoridades.
A mineradora disse que apresentará sua defesa dentro do prazo legal.
TIM (TIMS3) negocia recompra de participação majoritária em fibra óptica
A operadora de telecomunicações TIM (TIMS3) negocia a recompra de uma participação de 51% na rede de fibra óptica I-Systems, anteriormente sob seu controle, em um negócio que pode chegar a US$ 170 milhões, segundo fontes.
A TIM, cuja participação majoritária pertence à Telecom Italia, vendeu a participação na I-Systems, na época chamada FiberCo, para a empresa de infraestrutura de comunicações IHS Towers em 2021.
As operadoras globais de telecomunicação têm vendido torres e redes de fibra óptica para levantar fundos e compartilhar os investimentos necessários para expandir a infraestrutura de comunicações.
A IHS Towers, contudo, assim como outras operadoras neutras de fibra óptica no Brasil, tem enfrentado dificuldades para atingir a escala de clientes necessária para sustentar um modelo independente para a I-Systems.
A participação na unidade, que daria à TIM Brasil controle operacional total do negócio, foi avaliada em cerca de R$ 900 milhões, de acordo com fontes.
Caixa Seguridade (CXSE3) anuncia distribuição de R$ 990 milhões em dividendos
A Caixa Seguridade (CXSE3) anunciou na noite de sexta-feira (30) a distribuição de dividendos intermediários no montante de R$ 990 milhões. Os proventos serão distribuídos a partir de reservas de lucros constituídas em exercícios anteriores.
O montante total equivale ao valor por ação de R$ 0,33. O pagamento está marcado para 15 de maio de 2026, segundo o informe da Caixa Seguridade.
Ao considerar os dividendos intercalares antecipados ao longo de 2025 e a nova distribuição, a companhia totalizará R$ 3,93 bilhões em proventos, de modo que não haverá proposta de distribuição de dividendos adicionais referentes a 2025, a ser submetida à deliberação da Assembleia Geral Ordinária.
Aqueles com posição acionária na companhia em 30 de abril de 2026 terão acesso aos proventos. As negociações ocorrerão “ex-dividendos” a partir do dia 4 de maio de 2026.
Sabesp (SBSP3) inicia processo de OPA da EMAE
A Sabesp (SBSP3) informou a protocolação na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) de um pedido de uma oferta pública de aquisição (OPA) para a compra de ações da Empresa Metropolitana de Águas e Energia (EMAE) nesta segunda-feira, em razão da alienação direta do controle da companhia.
O fato relevante aponta que a OPA poderá envolver até 3.695.800 papéis ordinários da EMAE, volume que corresponde a 10% do capital social total e a 25,13% do capital social votante da empresa.
Ficam excluídas da oferta as ações já detidas, direta ou indiretamente, pela própria Sabesp, além de papéis eventualmente mantidos em tesouraria.
O preço por ação na OPA será de R$ 49,46, valor correspondente a 80% do montante pago por papel na operação que resultou na aquisição do controle da EMAE.
Na época, a Sabesp desembolsou R$ 61,83 por ação, tanto para ordinárias quanto para preferenciais, totalizando R$ 682,6 milhões.
ANA avalia outorgas de hidrelétricas da Cemig (CMIG4) e da Axia Energia (AXIA6)
A diretoria da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) avalia hoje processos relacionados às outorgas de direito de uso hídrico para as usinas da Cemig (CMIG4) e da Axia Energia (AXIA6), antiga Eletrobras.
Um dos processos é referente à Usina Hidrelétrica de Três Marias, localizada no rio São Francisco, no município de Três Marias (MG), que pertence à Cemig.
O outro procedimento administrativo a ser avaliado é da Usina Hidrelétrica de Funil, situada no rio Paraíba do Sul, no município de Resende (RJ), da Axia.
BRB recompõe conselho e elege novos membros após renúncias
O Banco de Brasília (BRB) elegeu como membros independentes do conselho de administração Edison Antônio Costa Britto Garcia, Joaquim Lima de Oliveira e Sérgio Ricardo Miranda Nazaré na sexta-feira (30).
A instituição bancária esclareceu em fato relevante que as nomeações decorreram das renúncias de Marcelo Talarico e Luis Fernando de Lara Resende.
Sérgio Nazaré, por sua vez, ocupou uma vaga que já se encontrava aberta. Ele também passará a integrar o Comitê de Auditoria Estatutária (Coaud).
O conselho de administração do BRB elegeu ainda Márcia Guimarães Guedes para compor o Comitê de Remuneração (Corem).
Grupo Fictor entra com pedido de recuperação judicial
O Grupo Fictor, que tentou comprar o Banco Master, protocolou nesse domingo (1º) um pedido de recuperação judicial (RJ) para a Fictor Holding e Fictor Invest, no Tribunal de Justiça de São Paulo.
A solicitação, de acordo com a companhia, é consequência de uma crise de liquidez iniciada em 18 de novembro do ano passado, quando o Banco Central decretou a liquidação do Master.
“Um consórcio liderado por um dos sócios do Grupo Fictor fez uma oferta para a aquisição e transferência de controle do Master, mas, com a liquidação, a reputação do grupo foi afetada por especulações de mercado, que geraram um grande volume de notícias negativas, atingindo duramente a liquidez da Fictor Invest e da Fictor Holding”, afirmou a empresa em comunicado.
A recuperação judicial visa reequilibrar a operação do Grupo Fictor e assegurar o pagamento dos compromissos financeiros, que somam cerca de R$ 4 bilhões, segundo comunicado.
Itaú (ITUB4), Santander (SANB11) e Bradesco (BBDC4) divulgam balanços do 4T25 nesta semana
Itaú Unibanco (ITUB4), Santander (SANB11) e Bradesco (BBDC4) abrem a temporada de balanços do quarto trimestre de 2025 (4T25) nesta semana. Com os resultados, o mercado passa a ter o balanço consolidado de 2025.
*Com informações da Reuters e Estadão Conteúdo