Raízen (RAIZ4) anuncia segunda renúncia do conselho de administração em menos de uma semana
A Raízen (RAIZ4) disse nesta quarta-feira (4) que recebeu carta com renúncia de Sonat Burman-Olsson ao cargo de conselheira.
Em comunicado, a empresa acrescentou que ainda informará ao mercado sobre a nomeação do novo membro independente do colegiado.
Essa é a segunda mudança em menos de uma semana no conselho da produtora brasileira de açúcar e etanol.
Na sexta-feira (30), a companhia havia comunicado que recebeu carta de renúncia apresentada por Brian Paul Eggleston do cargo de membro do Conselho de Administração.
Para substituir essa posição, a acionista Shell Brazil Holding BV (Shell) indicou Jorrit Jan Witte Van Der Togt.
O que esperar do 3T26?
Os volumes de distribuição de combustíveis no Brasil e as vendas de açúcar da Raízen no terceiro trimestre da safra 2025/2026 (3T26) ficaram acima das estimativas do Safra, enquanto os volumes de etanol vieram abaixo do esperado. O banco recomenda compra (outperform) e preço-alvo de R$ 1,40 (potencial de alta de 30%) para a ação.
Os dados indicam mais um trimestre de resultados em que o principal destaque deve ser o negócio de distribuição de combustíveis no Brasil, segundo os analistas Conrado Vegner e Vinícius Andrade.
A moagem de cana-de-açúcar no trimestre totalizou 10,6 milhões de toneladas (ante estimativa de 14,4 milhões de toneladas), comparado a 13,8 milhões de toneladas no 3T25.
O mix de produção foi direcionado ao etanol no trimestre (56% etanol e 44% açúcar), embora, no acumulado da safra, a produção tenha sido majoritariamente voltada ao açúcar (53% açúcar e 47% etanol nos acumulado dos nove meses de 2026).
O que acontece com a Raízen?
Na semana passada, a ação atingiu sua maior cotação desde 6 de outubro do ano passado, quando as ações passaram a ser negociadas abaixo de R$ 1 – e se tornaram penny stock.
O mercado repercute notícias de que a empresa estrutura um aumento de capital entre US$ 1 bilhão e US$ 1,5 bilhão.
Vale lembrar que a Raízen enfrenta um cenário de alto endividamento, com a dívida líquida atingindo R$ 53,4 bilhões no 2º trimestre da safra 2025/26, um aumento expressivo de 48,8% em relação ao ano anterior.
No final de 2024, Raízen trocou seus principais executivos e começou uma reestruturação, amparada em corte de custos e também na venda de ativos.