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Raízen (RAIZ4): Justiça aceita recuperação extrajudicial

13 mar 2026, 8:06 - atualizado em 13 mar 2026, 8:06
raízen raiz4
(Foto: Divulgação)

A Raízen (RAIZ4) informou ao mercado que o Juízo da 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca de São Paulo deferiu o processamento da recuperação extrajudicial da companhia e determinadas controladas, mostra fato relevante divulgado na noite de quinta-feira (12).

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Importante pontuar que a recuperação extrajudicial é diferente da recuperação judicial. Nesse tipo de acordo, empresas renegociam parte das dívidas diretamente com determinados credores, com o objetivo de ganhar prazo ou melhores condições de pagamento para reorganizar as finanças e evitar o risco de falência.

A companhia, joint venture entre a Cosan (CSAN3) e a Shell, entrou na terça-feira (10) com o pedido de recuperação extrajudicial para suspensão por 90 dias o pagamento de dívidas que somam cerca de R$ 65 bilhões.

De acordo com documento desta quinta, a decisão da Justiça aprovou a suspensão, pelo prazo de 180 dias, de todas as ações e execuções contra a companhia em relação aos créditos abrangidos pela recuperação extrajudicial, o que inclui a suspensão da exigibilidade de principal, juros e demais acréscimos durante esse período.

Além disso, houve a concessão do prazo de 90 dias para que a Raízen demonstre o alcance de quórum para homologação de plano de recuperação extrajudicial.

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No anúncio do pedido, a Raízen afirmou que a recuperação extrajudicial teve estrutura consensual entre o grupo Raízen e conta com a adesão de 47% dos credores envolvidos na negociação.

O que aconteceu com a Raízen?

A Raízen viu seu endividamento se elevar com o movimento de aquisição de empresas e investimentos em novos projetos de energia que não entregaram o retorno esperado. Há ainda o fator juros elevados, que pesam nas despesas financeiras da Raízen.

A companhia também vem sofrendo com a deterioração do perfil de crédito, após sucessivos rebaixamentos pelas agências S&P Global Ratings, Moody’s e Fitch Ratings, levando a uma elevação do custo de capital e redução da previsibilidade financeira.

O plano da para uma reorganização do seu balanço poderá envolver uma série de medidas, entre elas uma capitalização do grupo pelos seus acionistas, a conversão de parte das dívidas em participação acionária na companhia e a substituição de parte dos créditos por novas dívidas.

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Também estão na mesa reorganizações societárias para dividir parte dos negócios atualmente conduzidos pela Raízen e a venda de ativos da companhia.

Cerca de metade da dívida está nas mãos de bancos, enquanto a outra metade pertence a investidores do mercado de capitais, incluindo bondholders, detentores de CRAs e debenturistas.

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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