Reforma Tributária

Governo avalia compensar bancos por operações de split payment

12 ago 2026, 14:24
pix-receita-federal-banco central
(Imagem: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

O governo estuda a possibilidade de compensar os bancos pelo chamado split payment. A ideia é pagar R$ 0,39 por operação. A proposta partiu de um grupo de trabalho formado por representantes do Ministério da Fazenda, da Controladoria-Geral da União (CGU) e de entidades do setor financeiro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O valor serviria para remunerar os bancos pelo processamento do split payment, sistema que vai recolher de forma automática os novos impostos cobrados sobre o consumo no âmbito da reforma tributária.

A ferramenta divide o dinheiro no momento exato em que o cliente paga a compra no Pix, no cartão de débito, no cartão de crédito ou no boleto.

O sistema cruza os dados da nota fiscal, calcula automaticamente os impostos devidos aos governos federal, estaduais e municipais e transfere esses valores diretamente aos cofres públicos. O vendedor recebe sua parte na conta bancária, com os tributos já descontados.

Como funcionaria o split payment para os bancos

A estimativa apresentada no relatório prevê entre 1,3 bilhão e 1,5 bilhão de transações anuais de split payment.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Cerca de 229 bancos e empresas do setor financeiro vão precisar se conectar aos sistemas da Receita Federal para viabilizar a divisão do dinheiro no momento do pagamento.

O valor de R$ 0,39 foi calculado com base em um estudo encomendado pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e pela Confederação Nacional das Instituições Financeiras (Fin) à consultoria Ernst & Young. O grupo usou como parâmetro a taxa de R$ 0,43 por operação paga pelo estado de São Paulo.

Pela proposta, os bancos não vão receber o dinheiro na hora. O pagamento vai virar desconto em impostos que os próprios bancos teriam que pagar ao governo ao longo de dez anos, com correção pela taxa Selic.

Apontamentos da CGU e mudanças no caixa das empresas

A CGU fez ressalvas à proposta. A Controladoria-Geral lembrou que as regras do arcabouço fiscal proíbem a criação ou aumento de descontos em impostos quando as contas do governo federal fecham no vermelho. A CGU também pediu esclarecimentos sobre os cálculos que o setor bancário usou para definir os custos do serviço.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para o governo, a cobrança no ato da compra serve para combater a sonegação e evitar atrasos de pagamento, já que o imposto entra direto nos cofres públicos.

Para as empresas, a mudança acaba com o tempo em que o valor do imposto ficava no caixa da loja até a data de vencimento da guia. Isso vai exigir mudanças na organização do dinheiro do negócio.

O ano de 2026 serve como fase de testes para ajustar os sistemas, com taxas simbólicas de adaptação, de 0,9% para a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e de 0,1% para o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).

A implementação formal do split payment e o início da cobrança integral dos novos tributos estão previstos para 2027.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

*Sob supervisão de Ricardo Gozzi.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Maiara Baloni é estudante de jornalismo no IESB. Ela atua como estagiária em um núcleo de conteúdo mantido pelo Money Times, em Brasília (DF), em parceria com outros veículos de informação.
Maiara Baloni é estudante de jornalismo no IESB. Ela atua como estagiária em um núcleo de conteúdo mantido pelo Money Times, em Brasília (DF), em parceria com outros veículos de informação.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar