Relator da CPMI do INSS, deputado do PL pede prisão de Lulinha; defesa fala em caráter eleitoral
Além do indiciamento de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, o relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar pediu a prisão preventiva do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo o parlamentar, que deixou o União Brasil e se filou esta semana ao PL do ex-presidente Jair Bolsonaro e de Flávio Bolsonaro, caberia à Advocacia do Senado solicitar à Justiça a prisão preventiva do empresário, em razão de “indícios concretos” da possibilidade de fuga para escapar de possíveis punições.
Lulinha mora em Madri, o que justificaria sua fuga, de acordo com o parlamentar. No relatório, Gaspar indicou que Lulinha teria cometido os crimes de tráfico de influência, lavagem ou ocultação de bens, direitos e valores, organização criminosa e participação em corrupção passiva.
“À luz de todo o exposto, e considerando a gravidade dos elementos reunidos ao longo das investigações conduzidas por esta CPMI, pela Polícia Federal e pelos órgãos de controle, conclui-se pelo indiciamento de Fábio Luís Lula da Silva pelos crimes acima”, afirmou o relator. Lulinha já afirmou anteriormente não ter envolvimento no esquema de fraudes no INSS.
Caráter eleitoral
Em nota, a defesa de Lulinha informou que a recomendação de indiciamento “só revela o caráter eleitoral da atuação do relator, e vulgariza a nobre função de fiscalizar delegada de forma atípica pela Constituição Federal ao parlamento brasileiro”.
Segundo os advogados do filho mais velho do presidente “não há um único elemento nos autos que justifique ou fundamente a referida sugestão. Se não fosse trágico, seria cômico. Fábio não tem relação direta ou indireta com os fatos investigados no bojo da CPMI do INSS. O vazamento criminoso de seu sigilo bancário é um elemento que confirma o que a defesa desde o início vem dizendo.”