Crédito Privado

Crédito privado: BB Investimentos seleciona 5 títulos para junho; veja quais são

03 jun 2026, 9:20 - atualizado em 03 jun 2026, 9:20
crédito privado renda fixa
Renda fixa: BB Investimentos seleciona 5 títulos para junho; veja quais são (Imagem: Rmcarvalho/ iStock)

O BB Investimentos divulgou sua seleção de crédito privado para o mês de junho, destacando cinco debêntures que, na avaliação da instituição, apresentam uma relação favorável entre risco e retorno.

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Em relatório, o banco destacou que os spreads dos títulos de renda fixa passaram por uma abertura relevante nos últimos meses, especialmente nos papéis indexados ao IPCA, em meio ao ambiente de juros elevados, resgates em fundos e maior sensibilidade à marcação a mercado.

Diante desse cenário, a casa afirma manter uma estratégia conservadora, priorizando emissores com fundamentos sólidos, fluxo de caixa previsível e boa capacidade financeira.

Entre os ativos selecionados para este mês, estão debêntures das empresas Celpe–Neoenergia, Equatorial Maranhão, Equatorial Goiás, Klabin e MRS Logística.

Confira os títulos escolhidos pelo BB para junho:

TipoCódigoEmissorSetorRating localIndexadorVencimento
DebêntureCEPEB7Celpe – NeoenergiaEnergia elétricaS&P brAAAIPCA+15/08/2040
DebêntureEQMAA2Equatorial MaranhãoEnergia elétricaS&P brAAAIPCA+15/09/2036
DebêntureCGOSB0Equatorial GoiásEnergia elétricaFitch AA+(bra)IPCA+15/08/2037
DebêntureKLBNA5KlabinPapel e celuloseS&P brAAA / Fitch AAA(bra) / Moody’s AAA.brIPCA+15/08/2039
DebêntureMRSAC2MRS Transporte e logísticaS&P brAAA/Fitch AAA(bra)IPCA+15/09/2039

Crédito privado: o setor preferido

O setor elétrico concentra três dos cinco títulos selecionados no mês. Segundo o BB Investimentos, a preferência decorre da previsibilidade de receitas proporcionada pelos contratos de concessão de longo prazo e pelos reajustes tarifários vinculados à inflação.

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No caso da Neoenergia (NEOE3), controladora da Celpe, os analistas destacam a diversificação geográfica e de segmentos de atuação, além da expansão dos negócios de transmissão. Entre os riscos monitorados estão a elevada alavancagem, a necessidade recorrente de investimentos e a exposição relevante da dívida ao CDI.

Já a Equatorial (EQTL3) foi escolhida por conta da diversificação de negócios e da presença em diferentes segmentos de infraestrutura, incluindo distribuição de energia, geração renovável e saneamento.

O BB Investimentos ressalta, porém, os desafios relacionados aos investimentos necessários na Sabesp (SBSP3) e ao vencimento de concessões relevantes nos próximos anos.

Klabin e MRS complementam a carteira

Além das companhias do setor elétrico, a seleção inclui a Klabin (KLBN11), maior produtora e exportadora de papéis para embalagens do Brasil.

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Entre os pontos positivos, o banco destaca a liderança da empresa no mercado nacional, a diversificação de produtos e os ganhos esperados com projetos recentes de expansão.

Como fatores de atenção, aparecem a volatilidade dos preços das commodities e o elevado nível de endividamento.

A MRS Logística (MRSA3B) completa a lista. A companhia opera uma malha ferroviária de 1.643 quilômetros nos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, conectando regiões produtoras aos principais portos do Sudeste. Segundo o BB, a renovação da concessão até 2056 fortalece a previsibilidade das receitas de longo prazo.

Entre os fatores de risco para a empresa, a casa cita a concentração das operações em uma única região, a baixa diversificação de mix de produtos transportados (mais concentrado em minério de ferro), além de uma eventual queda de vendas de seus principais clientes.

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Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
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