Carteira Recomendada

Renda fixa isenta: XP indica títulos com retorno de até 16,5% ao ano para outubro

06 out 2026, 10:00
(Imagem: Rmcarvalho/ iStock)

Retornos de até 16,50% ao ano nos prefixados e de IPCA+ 7,95% ao ano nos títulos ligados à inflação, ambos com isenção de Imposto de Renda, estão entre as oportunidades selecionadas pela XP para sua carteira de renda fixa de outubro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As taxas correspondem, respectivamente, às debêntures da Origem Energia, com vencimento em dezembro de 2035, e da São Martinho, com vencimento em janeiro de 2037. São remunerações indicativas, que podem variar conforme as condições de mercado e a disponibilidade dos papéis.

A seleção combina diferentes indexadores para aproveitar os juros ainda elevados e proteger o poder de compra do investidor.

No relatório, a XP informa que aumentou gradualmente a exposição aos prefixados no mês anterior, diante da desaceleração da economia e do avanço da desinflação, que ampliaram a possibilidade de novos cortes da Selic.

Prefixados: quanto pagam os títulos recomendados?

Nos prefixados, o investidor conhece a taxa de remuneração no momento da aplicação. Entre as recomendações da XP, a debênture da Origem Energia apresenta o maior retorno nominal indicado: 16,50% ao ano, livre de IR.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O papel, porém, também tem a maior pontuação de risco entre os títulos da tabela de recomendações. Assim, a remuneração precisa ser avaliada junto à capacidade de pagamento do emissor, ao prazo e às condições de venda antecipada.

Outra opção isenta é a debênture da Coelba, com vencimento em novembro de 2032 e taxa indicativa de 13,45% ao ano. Já o CDB do Paraná Banco, com vencimento em outubro de 2029, oferece 14,50% ao ano, mas está sujeito à cobrança de IR.

A XP prioriza os prazos curtos e intermediários nos prefixados e recomenda uma duration próxima de três anos — medida que considera o prazo médio de recebimento dos pagamentos do título e sua sensibilidade às mudanças dos juros.

Caso as taxas de mercado caiam, esses papéis podem se valorizar antes do vencimento. O movimento inverso também pode ocorrer, reduzindo o valor recebido em uma venda antecipada.

Retorno acima da inflação e livre de IR

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para quem busca preservar o poder de compra, a carteira reúne títulos que pagam a variação do IPCA acrescida de uma taxa fixa.

Entre os papéis isentos, a debênture da São Martinho oferece a maior remuneração indicada, de IPCA mais 7,95% ao ano. Na sequência aparecem Raposo Castelo, com IPCA mais 7,40%, e Vibra, com IPCA mais 7,15%.

A XP avalia que esses títulos continuam oferecendo taxas reais atrativas. Além da proteção contra a inflação, há potencial de valorização caso os juros de mercado recuem, especialmente em um cenário de melhora das perspectivas fiscais.

Nos papéis isentos, a reabertura dos prêmios de crédito – a remuneração adicional em relação aos títulos de referência – ampliou as oportunidades. A corretora mantém, contudo, uma seleção criteriosa de emissores e setores.

Pós-fixados: isenção pode compensar percentual menor do CDI

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A carteira também reúne alternativas para acompanhar os juros, como a LCA da Asa SCFI a 90% do CDI e o CRI da Multiplan a 96,5% do CDI, ambos isentos de IR.

Segundo os cálculos apresentados pela XP, considerando o benefício tributário, essas remunerações equivalem a aproximadamente 103% e 110,6% do CDI, respectivamente, em aplicações tributadas nas condições utilizadas pelo relatório.

Apesar dos cortes da Selic, a XP considera que o nível dos juros ainda proporciona rendimentos atrativos aos pós-fixados. No crédito privado, a casa prioriza emissores de maior qualidade diante da redução dos prêmios em parte do mercado.

As taxas da carteira são referências do relatório, datado de 30 de setembro, e não representam ofertas garantidas. CRIs e debêntures não têm cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), e a venda antes do vencimento depende das condições de mercado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Título / EmissorIndexadorRentabilidade indicativaVencimentoIsento de IR?
LFT (Tesouro Selic)Pós-fixadoSelic + 0,00%01/03/2029Não
Debênture ER Ativo J&F (VERTL6)Pós-fixadoCDI + 1,75%21/02/2028Não
LCA Asa SCFIPós-fixado90% do CDI01/10/2029Sim
CRI Multiplan (26H2820486)Pós-fixado96,5% do CDI15/08/2034Sim
NTN-FPrefixado13,12% ao ano01/01/2029Não
CDB Paraná BancoPrefixado14,50% ao ano01/10/2029Não
Debênture Origem Energia (ORIG21)Prefixado16,50% ao ano17/12/2035Sim
Debênture Coelba (CEEBD1)Prefixado13,45% ao ano16/11/2032Sim
NTN-BInflaçãoIPCA + 7,06% ao ano15/08/2032Não
NTN-B PrincipalInflaçãoIPCA + 6,86% ao ano15/05/2035Não
Debênture Raposo Castelo (CERT11)InflaçãoIPCA + 7,40% ao ano15/03/2029Sim
Debênture Eletrobras — Axia (AXIA18)InflaçãoIPCA + 7,10% ao ano15/02/2033Sim
Debênture Vibra (VBBRA0)InflaçãoIPCA + 7,15% ao ano17/03/2036Sim
Debênture São Martinho (SMTO24)InflaçãoIPCA + 7,95% ao ano15/01/2037Sim
Debênture Sabesp (SBSPK8)InflaçãoIPCA + 6,40% ao ano15/02/2041Sim
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduada em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduada em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar