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Resultado da Priner (PRNR3) frustra expectativas, mas analistas veem potencial em 2026

16 mar 2026, 12:01 - atualizado em 16 mar 2026, 12:03
Priner PRNR3
(Imagem: Divulgação)

Priner Serviços Industriais (PRNR3) viu seu lucro líquido cair no quarto trimestre de 2025, passando de R$ 21,3 milhões no mesmo período de 2024 para R$ 800 mil. Ainda assim, o Itaú BBA, BTG Pactual e Empiricus Research estabeleceram recomendação de compra para a small cap.

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Para o Itaú, a empresa apresentou resultados ligeiramente abaixo das estimativas, marcando mais um trimestre de desempenho inferior devido à menor contribuição do segmento de montagem industrial.

O EBITDA (Lucros Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização) consolidado, por exemplo, atingiu R$ 62 milhões, abaixo da projeção de R$ 68 milhões, com margem EBITDA de 13,1%. O resultado, segundo o relatório, foi impactado pela “retomada da tributação sobre a folha de pagamento e pelo desempenho mais fraco da área de montagem industrial”.

Por outro lado, o banco avalia que os resultados do 4T25 e do 1T26 devem contribuir pouco para os resultados gerais da Priner, devido aos efeitos circunstanciais de um ciclo de CAPEX mais fraco, que deve continuar ao longo de 2026.

“Além disso, espera-se que as operações de mineração adquiridas no ano passado contribuam positivamente, apoiando a melhoria do crescimento, das margens e dos retornos. A Priner continua sendo um nome atraente, negociando a 8,5 vezes o preço sobre lucro (P/L) para 2027, sustentada por uma sólida expansão dos lucros”, dizem os analistas.

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Com isso, o preço-alvo para as ações PRNR3 ao final do ano é de R$ 30, um potencial de valorização de 49%.

História de longo prazo

Já o BTG afirma que a Priner apresentou um 4T25 misto, com receita ligeiramente acima das estimativas, mas compensada por margens mais fracas.

O banco destacou que a Priner ficou mais endividada no último trimestre, com a relação entre sua dívida líquida e o lucro operacional (EBITDA) subindo para 2,3 vezes, ante 1,8 vez no trimestre anterior. Esse aumento aconteceu principalmente porque a empresa comprou 60% da SEMEP, o que consumiu cerca de R$ 192 milhões do caixa da companhia durante o período.

“Reconhecemos que o 4T25 não foi o trimestre mais inspirador para a empresa. Ainda assim, acreditamos que a história de longo prazo continua atraente, apoiada por: expansão inorgânica em setores maiores, mais novos e mais lucrativos; execução de agenda de desalavancagem e eficiência; e recuperação do pipeline de projetos e das margens do segmento de montagem a partir deste ponto”, diz o banco em relatório.

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O BTG definiu preço-alvo de R$ 28 ao final de 2026, um potencial de valorização de 39%.

Números aquém do potencial

A Empiricus aponta que os números da Priner — tanto do quarto trimestre quanto de 2025 como um todo — vieram aquém do potencial, apesar de a empresa ter apresentado um crescimento de receita acima das expectativas.

“O 4T25 é sazonalmente um trimestre favorável para a companhia, pois costuma ter uma maior concentração de projetos em execução. Com impulso de atividades offshore e de inspeção, a receita marcou R$ 473,7 milhões, alta de 12,9% em relação ao 4T24”, destaca.

Segundo a casa, um ponto positivo do resultado foi o aumento da receita líquida per capita, que cresceu 3,5% na comparação anual e 5,4% em relação ao 3T25, para R$ 19,8 mil. Além disso, o aumento da participação da unidade de mineração deve trazer melhora adicional para esse indicador, já que a operação é intensiva em maquinário.

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“Os números do 4T25 (e de 2025 como um todo) ficaram aquém do potencial da Priner, afetados principalmente pelo adiamento de licitações em Montagem Industrial. Por outro lado, a normalização desse segmento e a recente aquisição da SEMEP tendem a trazer uma forte retomada nas operações de mineração em 2026”, completa.

*Com supervisão de Juliana Américo

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Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.
Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.

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