Infraestrutura

Rotas de integração no continente podem reduzir custos comerciais; governo defini cinco saídas para exportações

05 fev 2026, 5:37 - atualizado em 05 fev 2026, 5:37
Rodovias
(Imagem: Ministério da Infraestrutura/Divulgação)

O governo federal oficializou, nesta semana, a criação do Programa Rotas de Integração Sul-Americana. Um dos objetivos finais da medida é reduzir o tempo e o custo do transporte de mercadorias entre o Brasil e os vizinhos, e também com a Ásia.

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Para atender a esse objetivo, a proposta é viabilizar ações para integrar infraestruturas física, digital, social, ambiental e cultural entre os países da América do Sul. A portaria de criação, assinada pela ministra Simone Tebet, e publicada no Diário Oficial da União de terça-feira (3), oficializa cinco rotas de integração.

Segundo o que prevê o programa, a ideia inclui a elaboração de estudos técnicos e pesquisas aplicadas a diferentes áreas, como a multimodalidade de transportes, a conectividade e a integração energética e digital, a unidade geoeconômica, a bioceanidade e perspectivas fronteiriças e não fronteiriças no território nacional.

Cinco rotas

As redes de infraestrutura focam em cinco rotas estratégicas desenhadas após consulta aos 11 Estados brasileiros que fazem fronteira com os países da América do Sul.

As rotas foram divididas da seguinte forma:

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  • Ilha das Guianas – áreas do Norte brasileiro com Guiana Francesa, Suriname, a Guiana e Venezuela
  • Amazônica – norte com Colômbia, Equador e Peru
  • Quadrante Rondon – Norte e Centro-Oeste no Brasil com Peru, Bolívia e Chile
  • Bioceânica de Capricórnio – Centro-Oeste, Sudeste e Sul com Paraguai, Argentina e Chile e
  • Bioceânica do Sul – Sul do Brasil com Uruguai, Argentina e Chile

Segundo o governo, o projeto das cinco rotas surgiu depois de reunião de líderes da América do Sul, em 2023, que decidiu por uma agenda de integração regional.

Entre os argumentos do governo, está o fato que o Brasil privilegiou, ao longo do tempo, o comércio com países da Europa e os Estados Unidos via Atlântico. A formulação leva em conta que, nas últimas décadas, ocorreu um deslocamento da produção rumo aos estados do Centro-Oeste e do Norte e um incremento maior do comércio com os países asiáticos.

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