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Sabesp (SBSP3): JP Morgan avalia riscos dos reservatórios como exagerados; o que fazer com as ações?

19 jan 2026, 9:08 - atualizado em 19 jan 2026, 9:08
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A Sabesp (SBSP3) vem enfrentando uma desvalorização das ações diante dos riscos de escassez hídrica nos reservatórios da Cantareira. (Imagem: Divulgação)

A Sabesp (SBSP3) vem enfrentando uma desvalorização das ações diante dos riscos de escassez hídrica nos reservatórios da Cantareira. No entanto, na avaliação do JP Morgan, os atuais riscos parecem exagerados.

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Para os analistas Arthur Pereira e Victor Burke, a nova estrutura regulatória viabiliza proteção financeira frente variações no volume de vendas, o que pode limitar perdas.

O banco tem classificação overweight (equivalente à compra) para as ações da companhia de saneamento, com preço-alvo de R$ 160 ao fim de 2026, o que implica em um potencial de valorização de cerca de 29%, ante o preço de fechamento em 16 de janeiro.

O banco reitera a perspectiva de retorno sobre o investimento, com taxa interna de retorno (TIR) real de 11%.

Apesar de não desconsiderar os riscos, o JP Morgan acredita que a recente queda nas ações reflete, em um cenário pessimista, a vazão de entrada inferior a 50% da média (contra os atuais 50-60% para a Cantareira e mais de 80% para os demais reservatórios), além de impactos não compensados nas revisões.

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Os analistas citam a regulamentação, os investimentos anteriores no abastecimento de água — incluindo menor dependência do reservatório de Cantareira — e transferências de água e as manobras do GDN (menor pressão na tubulação), em vigor desde meados de 2025, como fatores conhecidos que limitam o risco.

Queda das ações da Sabesp

O JP Morgan destaca que as ações da Sabesp apresentam um desempenho inferior ao do Ibovespa (IBOV) em 10% e ao do setor em 6% no acumulado do ano, o que atribuem principalmente às preocupações com os riscos dos reservatórios.

Na estimativa dos analistas, o recente desempenho inferior reflete um VPL (valor presente líquido) negativo de R$ 5,5 bilhões, o que consideram improvável de se concretizar devido à regulamentação Sabesp.

“Para contextualizar, assumindo compensação financeira zero (desconsiderando a regulamentação atual), estimamos um impacto de R$ 2,7 bilhões caso os volumes caiam 4% em relação ao ano anterior e os custos unitários de eletricidade/materiais aumentem 10% em relação ao ano anterior, similar à crise hídrica de 2014”, dizem os analistas.

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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