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Safra rebaixa PRIO (PRIO3) e Brava (BRAV3) após rali e vê Petrobras (PETR4) como melhor aposta do setor

03 jun 2026, 11:34 - atualizado em 03 jun 2026, 11:34
petrobras foz do amazonas
(Foto: Reuters/Pilar Olivares)

O Safra revisou suas recomendações para o setor de exploração e produção de petróleo no Brasil e passou a adotar uma postura mais seletiva entre as companhias listadas.

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Em relatório divulgado nesta quarta-feira (3), o banco manteve recomendação de compra para a Petrobras (PETR4), mas rebaixou PRIO (PRIO3) e Brava Energia (BRAV3) para neutro, citando potencial de valorização mais limitado após a recente alta das ações impulsionada pelo petróleo.

“Com a persistência do conflito no Oriente Médio, os preços do petróleo subiram e permaneceram significativamente acima do que parecia ser o consenso antes da escalada das tensões. Isso nos levou a reavaliar nosso posicionamento para o setor”, escreveram os analistas Conrado Vegner e Vinícius Andrade.

A principal aposta da casa passou a ser a Petrobras. O Safra elevou o preço-alvo da estatal de R$ 43 para R$ 57 por ação, enxergando potencial de valorização de 37% e retorno total de 49%, considerando dividendos.

Segundo o banco, a companhia oferece hoje a melhor combinação entre potencial de ganho e proteção em um cenário de volatilidade do petróleo.

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“Na nossa visão, a Petrobras atualmente oferece a oportunidade mais equilibrada do setor. Se os preços do petróleo permanecerem elevados, a companhia tende a promover novos reajustes de combustíveis. Por outro lado, uma eventual queda do petróleo teria impacto mais gradual sobre os resultados devido ao modelo integrado de negócios”, afirmam.

O banco também aumentou suas projeções para a companhia após revisar estimativas de produção, investimentos e preços do petróleo. O Safra agora trabalha com Brent médio de US$ 88 por barril em 2026 e de US$ 75 em 2027. Nesse cenário, a Petrobras poderia gerar fluxo de caixa livre de US$ 29,1 bilhões neste ano, equivalente a um rendimento de aproximadamente 25%, além de distribuir cerca de US$ 13,1 bilhões aos acionistas, o que representaria um dividend yield de 12%.

Brava e PRIO

Já para a PRIO, apesar de elevar o preço-alvo de R$ 56 para R$ 69 por ação, o Safra decidiu reduzir a recomendação de compra para neutra.

A avaliação é que a recente valorização dos papéis já incorporou boa parte dos benefícios de um ambiente de petróleo mais favorável, deixando espaço mais restrito para novas altas. O potencial de valorização estimado pelo banco é de 11%, com retorno total de 15%.

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“Continuamos vendo a PRIO como uma companhia de alta qualidade e forte geradora de caixa. No entanto, após a recente valorização impulsionada pelos preços do petróleo, as ações já não oferecem um potencial de alta tão expressivo”, disseram os analistas.

O Safra destaca que a companhia continua sendo uma forte geradora de caixa e que, na ausência de novas aquisições relevantes, poderá iniciar uma fase mais intensa de distribuição de recursos aos acionistas a partir de 2027, por meio de dividendos e recompras de ações.

Ainda assim, o banco avalia que a exposição da empresa às oscilações do petróleo é significativamente maior que a da Petrobras, tornando o investimento mais sensível a uma eventual normalização dos preços da commodity.

A Brava Energia também foi rebaixada de compra para neutra. O banco reduziu o preço-alvo da ação de R$ 27 para R$ 23, valor que coincide com a oferta pública proposta pela colombiana Ecopetrol para assumir o controle da companhia. Para o Safra, a incerteza em torno da estratégia futura da empresa após a mudança de controle e a própria oferta tendem a limitar o desempenho dos papéis no curto prazo.

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“A incerteza sobre a estratégia da companhia após a mudança de controle e a oferta em andamento deve limitar o desempenho das ações no curto prazo”, avaliam os analistas.

Além disso, a casa projeta produção praticamente estável em 2026, enquanto o crescimento mais relevante ficaria concentrado em 2027, impulsionado por campanhas de perfuração offshore. No curto prazo, a geração de caixa deve seguir pressionada por elevados investimentos, contratos de proteção de preços do petróleo e pagamentos relacionados a earn-outs de aquisições anteriores.

Por fim, o Safra manteve recomendação neutra para a PetroReconcavo (RECV3), mas reduziu o preço-alvo de R$ 17 para R$ 13 por ação. Apesar de enxergar uma melhora no ambiente de preços do petróleo, o banco revisou para baixo suas projeções operacionais e avalia que a política de hedge da companhia limita parte dos ganhos decorrentes da alta da commodity. O potencial de valorização estimado é de 17%, com retorno total de 22%.

Na visão do banco, a combinação de preços de petróleo ainda elevados, forte geração de caixa e elevado potencial de dividendos torna a Petrobras a opção mais atraente do setor neste momento, enquanto as demais empresas já refletem grande parte dos fatores positivos em suas cotações atuais.

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Editor
Jornalista formado pela Unesp, tem passagens pelo InfoMoney, CNN Brasil e Veja. Pautas para vitor.azevedo@moneytimes.com.br
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