Safra recorde de soja, exportações em alta e boi valorizado: As perspectivas para o agro do BB Investimentos
Os grãos continuam apresentando fundamentos relativamente sólidos, enquanto as proteínas animais enfrentam um cenário mais misto, com pressão de custos e margens, e as exportações devem subir. Essas são as perspectivas para o agronegócio do BB Investimentos.
Segundo os analistas, a perspectiva para soja é favorável, com valorização de 2,9% em maio na Bolsa de Chicago, alcançando média de US$ 12,01 por bushel.
Eles apontam que o crescimento veio de uma forte expectativa de consumo nos Estados Unidos, possíveis exportações elevadas para a China e maior demanda por óleo de soja para produção de biocombustíveis.
Além disso, a Conab projeta uma safra recorde no Brasil, de aproximadamente 180,3 milhões de toneladas, impulsionada pelo aumento da área plantada e pela elevada produtividade.
O BB Investimentos alerta que as empresas agrícolas produtoras de soja tendem a se beneficiar do aumento da produção. Porém, uma oferta muito grande pode limitar altas mais fortes nos preços.
Já o milho apresentou, em suas palavras, um excelente desempenho na primeira safra, mas os riscos climáticos, principalmente de redução de chuvas em algumas regiões, podem limitar o potencial produtivo.
Outro destaque do relatório são os fertilizantes. Segundo o BB, embora alguns fertilizantes nitrogenados tenham ficado mais baratos recentemente, o mercado continua cauteloso, negociando em ritmo lento.
Em relação às carnes, o setor bovino continua sendo o mais forte entre as proteínas. O relatório afirma que os pecuaristas estão retendo animais para reprodução, sinal clássico de uma fase de restrição de oferta futura, o que costuma ser positivo para os preços do boi.
No caso da carne de frango, a recuperação é parcial, com volume vendido em crescimento, mas a rentabilidade ainda não acompanha esse movimento, apontam os analistas. Já a carne suína passa por pressões em relação à rentabilidade, significativamente inferior à observada no ano passado, com queda de exportações e preços relativamente fracos.
*Com supervisão de Vitor Azevedo