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São Martinho (SMTO3): ‘Não será um ano memorável, mas isso já era esperado’; veja o que dizem os analistas após o 3T26

10 fev 2026, 12:30 - atualizado em 10 fev 2026, 12:30
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Enquanto BTG e Itaú BBA veem a São Martinho como uma das melhores teses do setor, a XP mantém sua recomendação neutra para a ação (Foto: Divulgação)

Os resultados do terceiro trimestre da safra 2025/26 (3T26) da São Martinho (SMTO3) reforçam a expectativa de que a companhia deve atravessar um ciclo menos favorável, diante de um cenário mais desafiador para o setor.

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A produtora de açúcar e etanol reportou lucro líquido de R$ 424,1 milhões, alta de 168,5% na comparação anual, com números avaliados como mistos e de impacto neutro. Ainda assim, por volta de 11h40 desta terça-feira (10), as ações subiam 4,15%, diante da avaliação de analistas de que a empresa está bem posicionada para atravessar o ciclo.

Enquanto o BTG Pactual e Itaú BBA recomendam compra para a ação, com preços-alvo de R$ 39 e R$ 31, respectivamente, a XP Investimentos segue com sua recomendação neutra para a ação, com alvo de R$ 14,80.

“O ano fiscal de 2026 não será memorável. Mas isso já era esperado. Os volumes de moagem de cana ficaram abaixo do ideal e continuam aquém do potencial da SMTO3, impedindo uma alavancagem operacional mais relevante. Os preços do etanol só se recuperaram recentemente, ainda perigosamente próximos aos custos de produção da cana. Já os preços do açúcar estão em forte queda, com os hedges apenas amortecendo parcialmente esse movimento”, explicam Thiago Duarte e Guilherme Guttilla, do BTG.

“Mesmo nesse cenário, a SMTO conseguiu entregar — por que não dizer? — uma margem Ebitda ajustada excepcional de quase 50%, 180 pontos-base acima do registrado há um ano e 500 pontos-base acima da nossa estimativa”.

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Os analistas do BTG fazem um paralelo com o momento adverso do setor e recorrem ao ditado de que “mar calmo nunca fez bom marinheiro”.

Nesse contexto, eles veem a São Martinho bem posicionada, não apenas do ponto de vista operacional, mas também sob a ótica de alocação de capital. Um dos exemplos citados é a decisão de investir na capacidade de produção de etanol de milho.

“Os R$ 740 milhões investidos inicialmente em 2022 já estão gerando cerca de R$ 300 milhões em Ebitda anualizado e mais de R$ 250 milhões em Ebit em menos de três anos. Seguimos particularmente otimistas com os retornos da próxima fase da usina de milho”, disseram.

Se a SMTO3 entregar uma safra mais forte no ano fiscal de 2027, aliada a uma necessária redução de custos e uma recuperação para os preços do açúcar, a ação pode apresentar um potencial de valorização bastante atrativo, acrescentaram os analistas.

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A visão do Itaú BBA e da XP para SMTO3

O Itaú BBA avaliou os resultados como neutros para a São Martinho, ligeiramente abaixo de suas estimativas, em função da decisão estratégica de postergar parte das vendas de etanol.

Apesar do momento mais desafiador para o setor sucroenergético, os analistas seguem enxergando a companhia como um operador de primeira linha. Ainda assim, a falta de catalisadores no curto prazo pode limitar o apetite dos investidores pela ação ao longo de 2026.

Já a XP classificou os resultados como mistos. Segundo a casa, as principais divergências em relação às projeções ficaram por conta de despesas de depreciação e amortização (D&A) menores do que o esperado e de volumes mais baixos de vendas de etanol, uma vez que a São Martinho decidiu postergar parte das vendas para o 4T26, em busca de preços melhores.

A estratégia é vista como positiva, considerando o cenário mais favorável para os preços do etanol.

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“A companhia informou de forma positiva que já garantiu quase 60% da necessidade de milho para 2026/27 a preços praticamente estáveis. Por outro lado, travou apenas 20% da nossa estimativa de vendas de açúcar para 2026/27, o que, combinado com nossa visão neutra para os preços do açúcar, deve levar a uma queda anual relevante nos preços da commodity”, apontam Leonardo Alencar, Pedro Fonseca e Samuel Isaak, da XP.

 

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Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, ficou entre os 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio.
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